"Vocês não são como nós"

Como pais cristãos em Bangladesh precisam lidar com a rejeição e isolamento da comunidade muçulmana

| 17/11/2020 - 16:30

Maya, que é cristã, sabe que a filha é atacada por colegas muçulmanas na escola

Maya, que é cristã, sabe que a filha é atacada por colegas muçulmanas na escola


A família de Maya* é apenas uma das poucas cristãs na vila de 50 casas em Bangladesh. O marido, Badol*, é motorista. Badol sorri enquanto fala: “Em minha família, meu pai foi o primeiro cristão, então meus irmãos se tornaram cristãos, e depois eu aceitei a Jesus Cristo”. Na verdade, o pai dele recebeu treinamento bíblico por meio de parceiros da Portas Abertas e, agora, ele é um líder de igreja.

Mas sua decisão de deixar a tradicional fé muçulmana da vila e seguir a Jesus não foi fácil para a família. Ele lembra: “Eu tinha um pouco de medo que os muçulmanos da vila não quisessem fazer nada comigo”.

Infelizmente, seus medos se concretizaram. Badol explica: “Ninguém conversa, se comunica ou se associa conosco”. A família escolheu não participar mais de festivais muçulmanos, mas eles também foram deixados de fora de outros eventos sociais, como casamentos, e são rejeitados pelos vizinhos.

Como lidar com a rejeição 

Badol e Maya precisam lidar com as frustrações da filha ao ser rejeitada por colegas muçulmanos

“Nós somos cristãos, mas na vila, muçulmanos são a maioria. Eles nos falam: ‘Vão embora, vocês são cristãos, vocês não deveriam se misturar conosco. Vocês não são como nós’”, afirma Maya.

Quanto à rejeição islâmica, a cristã acrescenta: “Eles nos afastam, ficam bravos e brigam conosco. Não permitem nos aproximarmos deles. É um problema”.

Maya e Badol são pais de dois filhos, uma menina de 10 anos e um menino de 5. A rejeição e isolamento são especialmente difíceis para as crianças. Maya explica que, algumas vezes, a filha vem para casa chorando após suas “amigas” a atacarem. “Ela chega e diz: ‘Mãe, elas me bateram. Elas disseram que somos cristãos. Elas não nos deixam ficar com elas’”, conta Maya.

Apesar dos dois filhos brincarem juntos e com algumas outras crianças cristãs na vila, Maya explicou: “Eles não podem brincar com crianças muçulmanas”.

*Nomes alterados por segurança

Filhos criados com valores bíblicos

Assim como Maya e Badol, em Bangladesh, pais cristãos do Irã têm o grande desafio de transmitir valores bíblicos aos filhos. Isso acontece por serem uma minoria em meio à cultura islâmica dominante. Mas o seu envolvimento ajuda a prepará-los para edificar a próxima geração da Igreja Perseguida. Sua contribuição permite que um pai ou mãe do Irã participe de cursos sobre criação de filhos segundo o modelo bíblico, oferecidos por nossos parceiros.


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