Missão Portas Abertas - Servindo cristãos perseguidos
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< Complemento da revista Portas Abertas - novembro de 2005 >
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
A Igreja Perseguida na Índia
26ª posição na Classificação de países por perseguição
 
A Igreja A perseguição Motivos de oração
 
A Índia é o sétimo maior país do mundo em extensão. Sua área corresponde a um terço do Brasil.

Localizada na região centro-sul do continente asiático, a Índia é delimitada ao norte pelo Himalaia, a cadeia de montanhas mais alta do mundo, e faz fronteira com Paquistão, China, Nepal, Butão, Bangladesh e Mianmar.

A vasta planície central é caracterizada pela presença de três rios: Ganges, Indo e Brahmaputra. No extremo sul do país, uma grande região é ocupada pelo planalto do Decã.

População

A Índia abriga a segunda maior população do globo: mais de um bilhão de habitantes. Por volta de 2050, é provável que a Índia ultrapasse a China e se torne a nação mais populosa do planeta, com quase 1,6 bilhão de pessoas.

Muitos indianos vivem em grandes aglomerados urbanos, sendo Mumbai (ex-Bombaim) o maior deles, com mais de 15 milhões de habitantes. Há, no entanto, outras dez cidades com populações superiores a um milhão. Nova Déli, com mais de 10 milhões de pessoas, é a capital do país.

A idade média da população é 25 anos, e 31% dos indianos têm menos de 15 anos de idade. Com uma população tão jovem, o governo tem sérias dificuldades para fornecer educação, saúde e alimentação adequadas ao povo. Problemas como analfabetismo, proliferação de doenças e mortalidade infantil abundam no país.

A Índia sempre foi uma nação extremamente religiosa e milhares de deuses são adorados em todo o país. O hinduísmo representa a maior parte da população do país, seguido pelos muçulmanos e cristãos.

História

Uma invasão ariana, ocorrida entre 1500 e 1200 a.C., foi responsável pelo início da urbanização. O budismo surge no país no século VI a.C., e o primeiro império hindu instalou-se no norte por volta de 321 a.C..

A invasão árabe ocorreu no século VII da era cristã, e os muçulmanos permaneceram no poder até as companhias de comércio surgirem em cena. A mais notável delas foi a Companhia Inglesa das Índias Orientais, que tomou o poder e dominou os muçulmanos, controlando a Índia a partir da metade do século XVIII.

Após a I Guerra Mundial, a influência do Reino Unido diminuiu. Em parte, isto ocorreu devido à influência de Gandhi. A total independência do colonialismo britânico foi obtida em 1947, mas como não havia união entre hindus e muçulmanos, a região foi dividida em dois países: uma Índia dominada pelo hinduísmo e um Paquistão muçulmano. As péssimas relações e disputas territoriais entre os dois países resultaram em duas guerras entre eles, além de um conflito com a China.

Economia

O crescimento da economia nos últimos dez anos fez a pobreza retroceder no país. A economia indiana exerce um impacto sobre todo o mundo. A agricultura e a indústria são muito importantes: diamantes, joias e roupas são importantes produtos de exportação.

Aproximadamente 34,3% dos indianos vivem em uma situação de extrema pobreza, com menos de 1 dólar por dia.

A variada economia indiana abrange a agricultura tradicional e moderna, artesanato, uma ampla diversidade de indústrias modernas e inúmeros serviços. Os serviços são a fonte principal do crescimento econômico, responsável por mais de metade da produtividade do país, mas usando menos de um terço da sua força de trabalho.

A agricultura é o que consome a maior porcentagem dos trabalhadores, cerca de 60%.

Terrorismo

Na madrugada de 26-27 de novembro de 2008, a cidade de Mumbai foi sacudida por tiros e explosões que deixaram 179 mortos. Gangues bem-armadas, formadas por jovens, atacaram dois hoteis de luxo, um restaurante, uma estação de trem e um hospital1

Em fevereiro de 2009, o governo paquistanês assumiu pela primeira vez que "parte" do atentado de Mumbai tinha sido planejado em território paquistanês2.

O atentado foi realizado pelo grupo terrorista Lashkar-e-Taiba, grupo paquistanês que luta contra o domínio indiano na Caxemira.


A Igrejavoltar ao topo

O cristianismo está no país desde o ano 52. Segundo a tradição, o discípulo Tomé foi à Índia durante essa época e estabeleceu sete igrejas na região conhecida agora como Kerala, e outras em Madras. Ele foi martirizado e sua sepultura ainda está em São Tomé de Meliapor.

Há três correntes do cristianismo na Índia: protestante (igrejas tradicionais), independente e católica romana. Os cristãos formam 2,33% da população; mais da metade deles é católica. Os protestantes também formam um grupo grande e se dividem em anglicanos, ortodoxos, batistas, presbiterianos e luteranos. Os independentes são igrejas que não estão filiadas às tradicionais, e incluem os pentecostais. São aproximadamente 13% dos cristãos.

O nominalismo é o maior problema enfrentado pela Igreja, em grande parte devido à falta de treinamento e discipulado.

Um dos melhores métodos de evangelização são as redes de rádio cristãs, que alcançam milhares de pessoas com a Palavra de Deus. Organizações e trabalhadores locais também têm sido muito bem sucedidos. A Associação de Missões da Índia (India Missions Association) coordena cerca de 50 agências evangélicas que atuam no país.


A perseguiçãovoltar ao topo

A tensão entre hindus, siques, muçulmanos e cristãos é alta. Há muitos relatos de ataques a igrejas, raptos, detenção e intimidação feitos por extremistas hindus. Essas ações são particularmente dirigidas aos líderes das igrejas.

Oito Estados têm leis anticonversão, que impedem a conversão de hindus ao cristianismo. Mesmo assim, muitos dalits pobres têm se convertido.

Os dalits formam a casta mais baixa da sociedade hindu. Eles são conhecidos comumente como "intocáveis", pois sua posição os torna indignos de serem tocados por outras pessoas de castas mais altas.

Empregos e empréstimos governamentais são negados àqueles que se convertem ao cristianismo, e o monitoramento dos cristãos tem aumentado. No entanto, alguns casos recentes de perseguição tornaram-se públicos e resultaram em uma atenção maior do governo em proteger os direitos e liberdades dos cristãos.

Grande parte da perseguição é realizada por alas radicais de hindus e muçulmanos, as quais têm oprimido, atacado e até assassinado cristãos.

Em agosto de 2008, o assassinato de um líder hindu no Estado de Orissa e a falsa acusação de que cristãos teriam cometido o delito levaram a um massacre jamais visto.

Cristãos em Orissa e, mais tarde, em Estados vizinhos foram alvo de incêndio criminoso, assalto, agressão física e até assassinato. Dezoito mil ficaram feridos e 50 mil pessoas fugiram de suas casas, abrigando-se em campos de refugiados do governo.

Muitos ainda têm medo de voltar para suas vilas de origem e serem forçados a se converter ao hinduísmo.

Cerca de 60 cristãos foram mortos e muitos dos que fugiram ainda estão desaparecidos. Um total de 4.500 casas e 151 igrejas foi destruído.

O governo falhou em prender os criminosos e isso fez com que a violência atingisse as próprias autoridades. Um policial e um militar foram mortos ao tentar defender os cristãos de mais ataques.

Em alguns lugares, a situação não foi normalizada. Ainda há refugiados que não têm para onde voltar, pois suas antigas propriedades foram tomadas.

Essa não foi a primeira vez que as autoridades não reagiram prontamente à violência.

Em abril de 2007, há poucas centenas de metros da casa do primeiro-ministro de Rajasthan, um grupo de extremistas atacou Walter Massey, missionário cristão, diante de sua família e das câmeras de televisão. Antes de se dirigirem à casa do missionário, extremistas do grupo VHP telefonaram para um canal de televisão e pediram que sua ação fosse filmada.

Uma audiência indiana chocada assistiu às notícias que mostravam o pastor Walter sangrando por causa das agressões e sendo molestado pelos extremistas enquanto sua família, aterrorizada, assistia a tudo.

Inicialmente a polícia se recusou a registrar uma queixa, fazendo isso somente depois de ser pressionada pela Comunidade Cristã de Jaipur e outras organizações. A maioria dos agressores pode ser identifica por meio do vídeo, entretanto, na queixa que a polícia registrou, está declarado que o pastor Walter foi atacado por homens não-identificados.


Motivos de oraçãovoltar ao topo

1. A Igreja indiana possui uma longa história. Louve a Deus pelo impacto duradouro que as missões cristãs têm exercido no país. Ore para que a Igreja continue a fortalecer suas bases e sua atividade evangelística, desenvolvendo ainda mais sua capacidade de envio missionário.

2. Missionários cristãos enfrentam ameaças e perseguições constantes no norte do país. Ore pela proteção deles e peça provisão divina para as muitas viúvas de mártires cristãos.

3. A Igreja tem sido marcada com o derramamento de sangue. Ore para que o martírio de cristãos seja um forte testemunho para os indianos. Os casos de martírios são amplamente divulgados em todo o país, o que tem levado muitos à fé cristã.

4. Muitos radicais hindus opõem-se violentamente ao cristianismo. Ore para que ocorra o abrandamento da oposição hindu e para que o cristianismo ganhe a simpatia de líderes hindus influentes.

5. Ore pelas eleições gerais na Índia, que acontecerão na primeira metade de 2009. Que o governo escolhido dirija a nação segundo os valores de Deus.


Fontes

- Portas Abertas Internacional

- Países@

- The World Factbook 2008

1 http://www.economist.com/displaystory.cfm?story_id=12708194

2 http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/03/13/ult1807u49183.jhtm

Atualizado em 17/03/2009


 

 
  Dados gerais  
Capital
Nova Déli

Governo
República federativa, chefiada pelo presidente Pratibha Patil desde julho de 2007

População

1,2 bilhão (28,7% urbana)  

Área
3.287.590 km2

Localização
Sul da Ásia

Idiomas
Hindi, inglês e outras 21 línguas oficiais

Religião
Hinduísmo 80,5%, islamismo 13,4%, cristianismo 2,3%, siquismo 1,9%, outras 1,9%

Perseguição
Limitações severas

Restrições

Há liberdade de culto e de evangelização. Alguns Estados, no entanto, limitam essa liberdade quando aprovam leis anticonversão e quando não punem corretamente aqueles que perseguem as minorias

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