Futebol transforma a vida de jovens refugiados afegãos
Publicado em 14 jun 2026 • Atualizado em 19 jun 2026

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Refugiado. A data permite perceber e se mobilizar para auxiliar aqueles que precisam fugir dos seus países e recomeçar a vida em outras nações. Hoje, há mais de 22,702 mil cristãos que se tornaram refugiados por causa da perseguição religiosa. Veja como nossos parceiros estão fazendo a diferença na vida de alguns deles a seguir.
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Bola no pé, fé em campo
Em 2023, Ishmanel (pseudônimo) e outros parceiros da Portas Abertas na Ásia Central encontraram um novo caminho para se aproximar de jovens refugiados afegãos: o esporte.
Eles iniciaram um projeto de futebol que auxilia 140 jovens que fugiram do Afeganistão a encontrarem alegria e crescerem na fé em Jesus.


“Vimos a oportunidade de nos aproximar e ajudar os refugiados afegãos por meio do esporte. A situação deles é muito difícil. Na região onde vivemos, o governo não reconhece a grande quantidade de refugiados que vive aqui e não provê o suporte social de que eles precisam.”
— Ishmael

Meninas e meninos afegãos driblando um futuro incerto
O projeto não atende apenas meninos. Na verdade, ele começou apenas com meninas. Hoje, aproximadamente 40 meninas se encontram cinco vezes por semana no gramado para gastar energia, se divertirem juntas e fortalecerem os relacionamentos umas com as outras.
A alegria pode ser vista estampada no rosto delas e a surpresa com a liberdade usufruída, já que, no Afeganistão, elas sofriam várias restrições, incluindo a prática do futebol.


O projeto que começou com as meninas, agora inclui mais de 100 meninos. Quando eles vestem uma camiseta com o nome de Messi ou Neymar, ou simplesmente com as cores do Afeganistão, durante os jogos eles se sentem normais e em comunidade de novo.
“A chocante realidade é que três em cada dez crianças refugiadas dizem que querem acabar com a própria vida porque passam a maior parte do tempo dentro de casa com medo.”
— Ishmael
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Esperança para jovens refugiados afegãos
Desde 2021, com a tomada do Afeganistão pelo Talibã, milhares de afegãos, especialmente os cristãos, foram obrigados a deixar o país em que nasceram e tornarem-se refugiados em nações vizinhas.
A Ásia Central é uma das regiões que acolhe esses refugiados, no entanto, crescer longe de casa, dos amigos e sem certeza do alimento do dia seguinte torna o futuro de muitos jovens refugiados incerto e sem esperança.

O projeto tem levado esperança a esses jovens de muitas maneiras. Houve oportunidades de organizar grupos de estudos bíblicos e igrejas domésticas com alguns deles. Mas não se trata apenas do futebol.
Ao se aproximar das crianças refugiadas, os parceiros locais da Portas Abertas constroem um relacionamento de confiança com os pais e também podem oferecer ajuda prática para as famílias.
Como os pais não encontram trabalho, os filhos não podem ir à escola. É uma situação muito difícil.
“Ajudamos com cestas de alimentos. Elas ajudam as famílias refugiadas a sobreviverem. Também distribuímos roupas, cobertores e itens de higiene. Nós também oferecemos assistência para casos que precisam de ajuda médica.”
— Ishmael
Ajuda prática e oportunidades para o evangelho


Centenas de refugiados estão no limbo na Ásia Central. Eles não têm dinheiro suficiente para começar uma nova vida e, por causa da pressa na fuga do Afeganistão, também não têm documentos.
A ajuda é oferecida para cristãos de origem muçulmana, mas também para os refugiados muçulmanos, que agora podem ouvir as boas novas do evangelho. Muitos deles entregaram a vida para Jesus e querem ser batizados.
Socorra cristãos perseguidos hoje
Quando vão para os acampamentos de refugiados, cristãos enfrentam a falta de uma das necessidades básicas humanas: a água. A Portas abertas desenvolve projetos de ajuda emergencial, cuidados pós-trauma e discipulado para que mesmo em meio à perseguição, a igreja continue a brilhar a luz de Cristo e saiba que não está sozinha. Doe já!

A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
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