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Afeganistão

AF
Afeganistão
  • Tipo de Perseguição: Opressão do clã, hostilidade etno-religiosa, opressão islâmica, corrupção e crime organizado
  • Capital: Cabul
  • Região: Sul da Ásia
  • Líder: Ashraf Ghani Ahmadzai
  • Governo: República islâmica presidencialista
  • Religião: Islamismo
  • Idioma: Pashto, dari
  • Pontuação: 94


POPULAÇÃO
38 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
MILHARES

Como é a perseguição aos cristãos no Afeganistão? 

É impossível viver abertamente como cristão no Afeganistão. Deixar o islamismo é considerado vergonhoso, e os cristãos ex-muçulmanos enfrentam terríveis consequências se a nova fé for descoberta. Eles têm que fugir do país ou serão mortos. 

“Só Deus sabe como sobrevivemos diariamente. Ele sabe porque foi gentil em morar conosco. Mas estamos cansados de toda a morte ao nosso redor.” 

Cristão secreto no Afeganistão  

O que mudou este ano? 

O Afeganistão continua sendo o segundo país da Lista Mundial da Perseguição mais perigoso para os cristãos, e a perseguição é apenas um pouco menos opressora do que na Coreia do Norte. O Estado Islâmico e o Talibã ainda têm uma presença forte e violenta no Afeganistão, com o Talibã controlando grandes regiões. 

Quem persegue os cristãos no Afeganistão 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Afeganistão são: Opressão do clã, hostilidade etno religiosa, opressão islâmica e corrupção e crime organizado. 

Já afontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Afeganistão são: Grupos religiosos violentos, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, oficiais do governo, partidos políticos, parentes, cidadãos e quadrilhas, grupos paramilitares e redes criminosas.

Quem é mais vulnerável à perseguição no Afeganistão? 

Todos os cristãos no Afeganistão são extremamente vulneráveis à perseguição. As áreas controladas pelo Talibã são particularmente opressivas, mas não há maneira segura de expressar qualquer forma de fé cristã no país. 

Como as mulheres são perseguidas no Afeganistão? 

Estima-se que 70% a 80% das mulheres afegãs enfrentam o casamento forçado, e mais da metade das mulheres no país se casam antes da idade legal de 16 anos. O casamento forçado costuma ser usado para garantir que a mulher continue muçulmana. 

As mulheres cristãs no Afeganistão são altamente vulneráveis a todas as formas de abuso físico e têm pouquíssima autonomia social ou financeira. Se a fé for descoberta, mesmo que não sejam mortas, as mulheres podem ser mantidas em casa ou vendidas como escravas ou prostitutas. “Matanças de honra” continuam a prevalecer. Um crime ou matança de honra consiste no assassinato de um membro da família, por sua conduta ser considerar imoral e nociva para a honra familiar ou para os princípios duma comunidade ou religião. 

Como os homens são perseguidos no Afeganistão? 

Todos os cristãos no Afeganistão enfrentam a ameaça de assassinato, tortura, prisão e isolamento por causa da fé. 

Os convertidos do sexo masculino muitas vezes precisam encontrar fontes alternativas de renda, se quiserem evitar a exposição ao não participarem de práticas religiosas comuns. Como os homens são os provedores, as famílias dependem deles para sobreviver financeiramente  elas sofrem se os homens forem sequestrados ou mortos, e é considerado vergonhoso que as mulheres procurem trabalho remunerado. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos no Afeganistão? 

A Portas Abertas promove apoio espiritual por meio de campanhas de oração em favor dos cristãos secretos no Afeganistão. 

Como posso ajudar os cristãos no Afeganistão? 

Além de orar por eles,você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente.



Pedidos de oração do Afeganistão 

  • Ore por proteção para a pequena porcentagem de cristãos afegãos. Clame para que Deus torne “os olhos cegos” e que qualquer pessoa que esteja procurando por cristãos afegãos secretos não os descubra. 
  • Interceda para que, apesar do isolamento, os cristãos afegãos sejam fortalecidos e encorajados na fé. Ore para que eles encontrem maneiras seguras de acessar a palavra de Deus e se comunicarem com outros cristãos. 
  • Clame para que Deus trabalhe no coração dos extremistas islâmicos  como os membros do Talibã e do Estado Islâmico  para que eles conheçam o amor de Jesus e tenham a vida transformada. 

Um clamor pelo Afeganistão 

Querido Senhor, por favor, proteja o pequeno número de cristãos entre os milhões de pessoas que vivem no Afeganistão. Obrigado porque, apesar do pequeno número, eles descobriram o maior amor do mundo. Por favor, continue mostrando a eles sua sabedoria, misericórdia e conforto, e dê oportunidades para os cristãos se reunirem, apesar da opressão. 

Em 1996, o Talibã assumiu o controle de Cabul e impôs uma dura linha do islã — a sharia (conjunto de leis islâmicas). Em 2001, o grupo extremista islâmico foi expulso do poder pela invasão militar liderada pelos Estados Unidos, depois do atentado de 11 de setembro de 2001. Logo, Hamid Karzai ganhou as primeiras eleições presidenciais, em 2004 e, no ano seguinte, aconteceram as primeiras eleições parlamentares em mais de 30 anos. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) terminou formalmente sua missão de combate no Afeganistão em 2014. Entretanto, tropas internacionais continuam com base no país e, após um comunicado dos Estados Unidos em 2017, os números aumentaram. Além disso, as conversas entre o governo dos Estados Unidos e o Talibã acabaram em setembro de 2019. 

Em abril de 2021, os Estados Unidos anunciaram a retirada das tropas americanas do solo afegão. A retirada foi iniciada oficialmente em 1º de maio e deve ser finalizada até 11 de setembro, data que marca os 20 anos do ataque do Talibã às torres gêmeas do World Trade Center e ao Pentágono. 

Eleições em 2014 levaram a uma suspensão política, que só pôde ser resolvida quando o ex-ministro de Relações Exteriores e de etnia tajique, Abdullah Abdullah, reconheceu sua derrota e aceitou Ashraf Ghani como novo presidente. Abdullah foi, então, anunciado como diretor executivo do país, uma posição não encontrada em nenhuma parte da Constituição afegã. Esse governo provou ser instável, inconsistente e desafiado de muitas formas, mas tem sobrevivido. A eleição presidencial ocorreu em 28 de setembro de 2019, mas seu resultado foi inconclusivo, o anúncio dos resultados foi adiado por diversas vezes e a participação eleitoral foi baixa. Foram feitas muitas alegações de fraude e manipulação. Porém, em fevereiro de 2020, foi divulgada a reeleição de Ghani como presidente. 

O Afeganistão está enfrentando um futuro volátil e muito violento, e nem as eleições parlamentares de outubro de 2018 ou as eleições presidenciais de setembro de 2019 mudaram a situação atual. Elas foram desafiadas por fatores internos e externos: uma decisão a curto prazo de usar sistemas de identificação biométrica nas eleições levou a muitos problemas técnicos e houve ataques do Talibã. Por mais de quarenta anos, o Afeganistão não conhece a paz e, com a crescente força da insurgência do Talibã e o aumento da vontade de fazê-lo parceiro em um possível futuro acordo de paz, é improvável que a situação no país se torne mais calma em pouco tempo. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

Facções concorrentes de grupos islâmicos radicais, bem como um governo fraco e dividido não favorecem o futuro do país. Divisões no governo se tornaram cada vez mais evidentes enquanto a data das eleições de outubro de 2018 se aproximava. As rápidas mudanças consecutivas na liderança de diversos grupos radicais islâmicos, por serem alvo de morte, não reduziram a habilidade de executar ataques e prejudicar o governo, exército nacional e cidadãos. 

Senhores da guerra que representam facções étnicas influenciam o cenário político. Até mesmo acordos de paz ocasionais com os senhores da guerra não devem alterar nada para a segurança do país. O Afeganistão ainda é o país com mais minas de bombas terrestres no mundo, o nível de criminalidade é alto, as gangues criminosas são ativas em inúmeras regiões e sequestros ocorrem com frequência. 

O Talibã é, mais uma vez, uma ameaça crescente à estabilidade. Ataques violentos pelo país aumentam e civis pagam o preço por isso, especialmente enquanto o Estado Islâmico e o Talibã competem um com o outro. 

Em 2019, os Estados Unidos viram os primeiros passos tímidos do progresso na negociação de paz com o Talibã, apesar de algumas questões mais importantes permanecerem sem discussão — em um nível oficial — e o novo governo eleito ser excluído das conversas. É muito claro que o Talibã não tem intenção real de priorizar questões como os direitos humanos e das mulheres se voltar ao poder, muito menos proteger minorias religiosas, como os cristãos, que não estão nem mesmo presentes oficialmente no país. 

Atritos entre o governo e os Estados Unidos surgiram quando os negociadores americanos se recusaram a trabalhar com o Conselheiro de Segurança Nacional afegão, que tinha supostamente reclamado que o enviado especial americano agia como um “vice-rei” no Afeganistão. As conversas dentro do país fizeram progresso com um “diálogo de paz” facilitado pelo Catar e pela Alemanha, em julho de 2019. Entretanto, apesar de todos esses sinais de progresso, a paz ainda é um longo caminho, especialmente desde que o então presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, em setembro de 2019, que as negociações de paz falharam. Esforços para retomar as conversas levarão tempo e precisam de consideração. 

Os desafios enfrentados pela democracia afegã foram claramente mostrados pelo atraso de sete meses antes da Comissão Eleitoral Independente ter uma posição para finalmente publicar os resultados das eleições parlamentares de outubro de 2018 para todos, exceto uma província. Nenhuma eleição pode ocorrer na província de Ghanzi por questões de segurança. 

A pequena comunidade cristã enfrenta um futuro difícil. Observadores veem uma pequena chance de uma negociação de paz se materializar. E mesmo que ocorra, não está claro como os combatentes insatisfeitos do Talibã, outros insurgentes e senhores da guerra regionais podem ser impedidos de continuar lutando. Em julho de 2019, um encontro com o Talibã, membros do governo afegão de título especial e representantes da sociedade civil foi um sinal positivo, mas o evento também mostrou como qualquer esperança de liberdade para minorias religiosas ainda está distante. Isso pode ser visto na natureza muito passional dos debates, uma das mais acaloradas trocas relativas à questão de quem tem o direito e o dever de interpretar o islamismo. É difícil ver como os resultados das eleições podem ser traduzidos em estabilidade, quanto mais trazer qualquer solução para os muitos problemas que o país enfrenta, dado o impasse político entre facções e grupos étnicos. 

CENÁRIO RELIGIOSO 

De acordo com as estatísticas do World Christian Database, mais de 99% da população é muçulmana (4/5 dela é sunita) e há pequenos grupos de hindus, budistas e cristãos no país. Oficialmente, não há cristãos nesse país de maioria muçulmana, além de militares internacionais, diplomatas e trabalhadores de ONGs. Os cristãos nativos, em especial ex-muçulmanos, se escondem ao máximo. 

Noventa por cento dos muçulmanos seguem o islamismo sunita, enquanto 9,7% aderem ao islamismo xiita. A tribo hazara é predominantemente xiita, enquanto o principal grupo étnico, o pashtu, é sunita. Eles dominam a paisagem política, mas precisam de minorias como os uzbeques e os tajiques para exercer o poder. Há poucos sikhs, hindus e bahai no país, os quais não têm muito mais liberdade do que os cristãos, mas a vantagem é que eles não são vistos como ocidentais. 

Todos os atos de adoração colocam os cristãos em risco. À medida que todas as “mudanças” religiosas são notadas e relatadas, isso geralmente significa que as famílias precisam se deslocar pela pressão da vizinhança e influência do Talibã ou do Estado Islâmico. 

A violência está em um nível muito alto e há relatos de cristãos afegãos mortos pela fé e de afegãos mortos apenas pela suspeita de serem cristãos. Famílias, com frequência, escondem a fé dos próprios filhos. Como eles nunca sabem quem em seu clã foi recrutado pelo Talibã ou pelo Estado Islâmico, eles se preocupam sobre em quem podem confiar com relação à fé. 

O controle social é alto e é difícil esconder a fé recém-obtida por um longo período de tempo, especialmente se o convertido tem filhos. Além disso, convertidos estão em uma encruzilhada quando não querem mandar o filho para uma escola islâmica, mas não podem compartilhar sobre a nova fé com a criança porque é muito perigoso. Se descobrem que afegãos se tornaram cristãos, seus filhos automaticamente serão tomados e dados para adoção por famílias muçulmanas. Essas crianças serão perseguidas na nova família e na escola. 

Se encontrados apenas explorando qualquer fé que não seja o islamismo, e especialmente se forem suspeitos de conversão, a penalidade pode ser morte e quais serão as consequências depende da situação da família. Cristãos terão trabalho enquanto a sociedade acreditar que são afegãos muçulmanos. Se for descoberto que eles estão apenas conhecendo o cristianismo, por exemplo por meio de sites na internet, ações imediatas serão tomadas para doutriná-los novamente até que eles e qualquer grupo envolvido obedeçam. Isso pode significar tortura. 

CENÁRIO ECONÔMICO 

O Afeganistão está em uma posição desconfortável, pois é um país sem litoral e, devido a décadas de guerra civil, a infraestrutura não está apenas muito ruim, mas também é limitada em capacidade. Hoje, o país não tem condições de usufruir de seus minerais ricos e, provavelmente, petróleo e gás, pois é necessário investimento estrangeiro, o que, por sua vez, precisa de estabilidade e previsibilidade para ser aplicado. 

Mesmo a China, que tem fome de mercadorias e está disposta a assumir mais riscos do que a maioria dos outros investidores, permanece cautelosa. Um dos principais problemas econômicos que o Afeganistão enfrenta é com as drogas ilícitas, como o ópio, que são muito mais lucrativas do que qualquer outra cultura agrícola. Em comparação com o trigo, os agricultores podem ganhar três vezes a quantidade de dinheiro com a produção de papoula. 

Apesar da recente queda em termos de preço nas áreas de colheita, o comércio de ópio representa cerca de 3% do equivalente do PIB lícito do país. Os talibãs estão fortemente envolvidos na produção de drogas, estima-se que 70% a 80% de todos os ganhos de tráfico de drogas acabem nos bolsos do Talibã. O principal centro de produção de ópio do Afeganistão, a província do Sul de Helmand, ocupa cerca de 50% da área do país, é adequada ao cultivo de papoula e uma fortaleza dos talibãs. 

Por outro lado, de acordo com relatório publicado em maio de 2018, 66% do orçamento do governo afegão depende de ajuda internacional. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, mais de 62% da população está empregada no setor agrícola, a taxa de desemprego continua em 8,8%, sendo mais que o dobro para a juventude, e quase dois terços daqueles que estão empregados trabalham em condições vulneráveis. A infraestrutura representa um desafio e todos os esforços para reestabelecer o antigo papel do Afeganistão como cruzamento entre Ásia Central e do Sul têm um longo caminho para seguir. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

Os dois idiomas principais são o pachto e o dari (dialeto do farsi). Os maiores grupos etnolinguísticos são: pashtun, tajique, hazara, uzbeque, aimak, turcomeno, baloch e outros. A Constituição afegã menciona 14 grupos étnicos diferentes. 

O país não está apenas em uma guerra sem fim, mas também se encontra dividido entre diversos grupos étnicos que são fortes em diferentes partes do país. Parece que todos visam garantir a própria posição e não estão interessados no bem-estar do Afeganistão como um todo. Existem muitas tensões étnicas no país, pois os pashtuns são frequentemente considerados dominantes. Um famoso ditado afegão ilustra isso: “Primeiro minha tribo, depois meu povo e depois o país”. Essa atitude deixa a nação com caminhos difíceis pela frente, especialmente devido à fraqueza das forças de segurança nacionais. A cooperação política é constantemente afetada pela desconfiança e o governo de unidade nacional, forjado pelos poderes internacionais em 2014, não é exceção. 

O termo “sociedade civil” é praticamente desconhecido, de modo que os grupos de pressão que cuidam do desenvolvimento social, das questões das mulheres, das minorias ou dos direitos humanos influenciarão pouco o desenvolvimento político do país. 

Os grupos que apoiam o Estado de direito, a participação no processo político ou a responsabilidade governamental são rapidamente suspeitos de serem agentes da comunidade internacional, promovendo a agenda do Ocidente. Essas acusações não são apenas do governo, mas também da sociedade. 

Essa mentalidade torna mais fácil para qualquer tipo de insurgente mobilizar um grande número da população a se opor a “ocupantes estrangeiros”, que são rotulados como infiéis. Isso parece aplicar-se também às organizações não governamentais ocidentais que trabalham no país, incluindo os poucos cristãos. 

Talibãs islâmicos radicais estão mais presentes em mais regiões e províncias do que nos últimos anos. A vida para a maioria dos afegãos é um ato de equilíbrio constante com pouca esperança de melhoria e um constante aumento no nível de insegurança. Até mesmo Cabul, que é considerada a zona mais segura, tem ataques que também a tornam instável. Mais de 50% da população tem menos de 20 anos de idade e o alto crescimento populacional só agrava os problemas. As taxas de desemprego, pobreza e inflação permanecem muito altas. Devido à falta de perspectivas, muitos jovens se envolvem no tráfico de drogas, como o ópio, ou se juntam a grupos extremistas. 

A história inicial conta que o cristianismo pode ter chegado ao Afeganistão no século 2. De acordo com tradições transmitidas por Eusébio de Cesareia — tido como um dos pais da história da igreja, porque seus escritos trazem relatos da igreja primitiva — os apóstolos Tomé e Bartolomeu levaram o evangelho para Parthia e Bactria, que hoje inclui o Noroeste do Afeganistão. 

Congregações cristãs que se desenvolveram na igreja nestoriana e em cidades afegãs como Herat, Candaar e Balkh se tornaram dioceses. No século 13, um governante cristão se converteu ao islamismo e se tornou um sultão, levando a um declínio do cristianismo, a ponto de quase ser extinto completamente pelo reinado de Timur, em 1405. 

Já no século 17, comerciantes armênios chegaram a Cabul e, com o tempo, uma pequena comunidade cristã se desenvolveu, porém, foi forçada a abandonar o país em 1871. Tentativas de construção de uma igreja protestante, também em Cabul, chegaram ao fim em 1973 e, hoje, o cristianismo é completamente clandestino e os cristãos, secretos. Afirma-se que, no porão da embaixada italiana, ainda há uma igreja legalmente reconhecida — a única no país — mas não é publicamente acessível e, portanto, só serve cristãos estrangeiros. 

Os cristãos não podem manifestar a fé publicamente, tornando-se cristãos secretos

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