Cristã é mantida em cativeiro pela família na Arábia Saudita
Publicado em 19 maio 2021

A Portas Abertas contou a história de Adam* da Arábia Saudita. Ele foi absolvido de uma acusação de roubo, mas enfrentava outros dois processos judiciais pelos “crimes” de tentar converter muçulmanos ao cristianismo e ajudar a irmã a deixar o país, contra a vontade do marido e da família dela.
Porém, a perseguição dos sogros e parentes da esposa dele continuou. Em 5 de maio, a esposa de Adam foi chamada até a casa dos pais, com o pretexto de que a mãe tinha ficado doente após receber a vacina de COVID-19. Mas a cristã foi trancada na casa dos pais e não conseguiu voltar a viver com o marido. A retaliação aconteceu porque Adam deixou o islamismo para seguir a Jesus.
O argumento da família da esposa de Adam é que ele será preso em breve, após a audiência de 30 de maio, e é melhor para a mulher ficar na casa dos pais dela. Além disso, os sogros do cristão estão pressionando para que o casal se divorcie.
A forte hostilidade que os cristãos de origem muçulmana enfrentam na Arábia Saudita é um dos fatores que colocou a nação em 14º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2021. Outro ponto são os maus-tratos aos cristãos estrangeiros. Eles trabalham no país, são explorados e mal pagos. A maioria é de origem asiática e africana e estão proibidos de compartilhar a fé com muçulmanos e se reunir com outros cristãos para adoração.
* Nome alterado por segurança.
Pedidos de oração
- Interceda para que a esposa de Adam seja liberta e consiga voltar a viver com o marido em breve.
- Peça que Deus toque no coração dos familiares do casal cristão e que eles sejam impactados pelo testemunho dele.
- Ore pela audiência do cristão, para que a justiça seja feita e ele tenha sabedoria do Espírito Santo para responder às autoridades no tribunal.
A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
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