Governo argelino impõe altas multas a cristãos

O governo da Argélia foi criticado por discriminação contra a minoria cristã do país. Desta vez a crítica foi provocada pelas altas multas dadas a dois irmãos que carregavam cerca de 50 Bíblias no carro. Essa história remonta a março de 2015, quando o carro dos dois irmãos, Nouredine e Belabbes Khalil, foi parado pela polícia. Eles foram detidos por carregar 56 Bíblias e foram interrogados sobre a origem dos livros e sobre o que iam fazer com eles. Eles disseram que as Bíblias eram para uso da igreja local, que é liderada por Nouredine. Eles foram, então, liberados e as Bíblias, devolvidas.
No entanto, o caso foi posteriormente encaminhado para um promotor e as ações legais contra os irmãos começaram. Então, em dezembro de 2017, cada um foi condenado a dois anos de prisão e a pagar uma multa de 50 mil dinares (a moeda local), o equivalente a quase 1.500 reais. No entanto, eles apelaram da sentença e tiveram uma audiência em Tiaret, a cerca de 300 quilômetros da capital, Argel. Na audiência de apelação, no último dia 8, o juiz derrubou a pena de prisão, dando apenas uma suspensão de três meses para cada um, mas dobrou o valor da multa – que ficou em quase 3 mil reais para cada um.
Subentende-se que eles foram condenados sob uma lei de 2006, que regula as atividades religiosas não-muçulmanas. Essa lei proíbe a impressão, estoque e distribuição de material que possa “balançar” a fé de um muçulmano. Há outros casos semelhantes a esse parados no país. A Igreja Protestante da Argélia, associação que reúne 45 igrejas evangélicas no país e reconhecida pelo governo desde 1974, delegou um grupo de advogados para ajudar os dois cristãos a fazer outro apelo e tentar reverter o veredito das altas multas. Ore para que a justiça do Senhor seja feita na vida de Nouredine e Belabbes e pela Igreja Perseguida da Argélia no geral.
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