Nesta sexta-feira, o Egito precisa de suas orações
Esta é a primeira sexta-feira após a expulsão do ex-presidente Mursi e seu partido Irmandade Muçulmana do poder do Egito. Sexta-feira é o dia de oração para muçulmanos em todo o mundo. Muitos imames (pregadores de mesquitas) celebram hoje um novo começo para o Egito. Os ouvintes serão chamados a começarem juntos o trabalho de reconstrução do país, rumo a um futuro melhor.
No entanto, muçulmanos favoráveis a Mursi, assim como muitos imames, prometem retaliações furiosas àqueles que apoiaram a revolução e os partidos seculares que se manifestaram contra Mursi. Eles também devem enfatizar sobre o que acreditam ser um ato contra Alá: o fato de a população ter forçado o presidente a se demitir do cargo.
Acredita-se que, em um ato contrário à queda de Mursi, haverão gritos contra o Exército, a polícia e também contra os cristãos “”infiéis””. Partidários de Mursi acreditam que os cristãos atuaram na revolução nacional que culminou na saída do presidente, por esse motivo, há a possibilidade de forte repressão.
Embaixador do Egito nega golpe de Estado no país
Em entrevista à Agência Brasil, o embaixador do Egito em Brasília, Hossam Edlin Mohamed Ibrahim Zaki, negou que tenha ocorrido um golpe militar em seu país ou a ruptura da ordem democrática. Articulado e bem-informado sobre o Brasil, o diplomata acompanha as reações no país sobre as mudanças no Egito. Segundo Zaki, “para compreender o momento atual é preciso entender a sequência dos fatos.” Leia a entrevista na íntegra aqui.
Pedidos de oração
•Ore para Deus proteja o Egito da violência, para que as convocações para o ódio e a vingança sejam anuladas.
•Peça ao Senhor por unidade para a Igreja do Egito, para que, enquanto todos estiverem de joelhos, intercedendo, um milagre de paz possa acontecer.
•Interceda por paz e alegria aos corações dos cristãos no sul do Egito, aldeias e cidades onde a influência de grupos islâmicos fundamentais é forte.
•Clame por sabedoria para o Exército e a polícia, já que eles lidam com graves desafios de segurança.
Notícias relacionadas

Famílias relatam sinais de possível tortura de cristãos presos no Iêmen

Pastores de Camarões pregam mesmo sob ameaça do Boko Haram




