Avalanche de restrições legais pode afetar a Igreja
A primeira nova lei, sancionada em 9 de julho, prevê multa para quem participar de protestos que não tiveram aprovação do governo para acontecer. Ativistas temem que a nova lei censure a internet, bloqueando sites considerados indesejáveis.
A segunda lei, de 13 de julho, determina que todas as ONGs ativas na Rússia que recebam dinheiro do exterior, devem qualificar-se publicamente como “”agentes estrangeiros””.
Essas organizações serão obrigadas a submeter relatórios de suas atividades às autoridades russas e também serão obrigadas a apresentar relatórios financeiros detalhados a cada três meses. Elas também estarão sujeitas a inspeções regulares e não agendadas.
A terceira lei ainda não foi submetida à votação. Segundo esta lei, voluntários serão obrigados a assinar acordos de cooperação com a organização e autoridades locais.
Nenhuma dessas leis tem caráter religioso. Seu principal objetivo é político: diminuir a influência da oposição e de países estrangeiros. No entanto, as autoridades russas têm o costume de usar utilizar leis desse tipo para restringir a Igreja.
A lei sobre ONGs apoiadas por estrangeiros tem consequências imediatas para muitas organizações cristãs, e até igrejas e pessoas. Elas terão que se declarar publicamente “”agentes estrangeiros”” (um termo com conotações terríveis, que pode significar “”espião””), e serão sempre observadas, inclusive financeiramente. Isso afetará especialmente a Igreja Católica Romana e os protestantes.
Concluindo, é seguro dizer que a Rússia está se tornando “”menos aberta””. É verdade que o regime tem como alvo a oposição (e a influência ocidental), mas há uma possibilidade real de que mais pessoas, os cristãos, por exemplo, sejam afetados.
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