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População cristã

Como é a perseguição aos cristãos na República Democrática do Congo?
No Leste da República Democrática do Congo (RDC), cristãos enfrentam perseguição severa em meio a conflitos violentos. As Forças Democráticas Aliadas (ADF, da sigla em inglês) – extremistas religiosos com vínculos com o grupo Estado Islâmico – atacam comunidades cristãs por meio de massacres, sequestros e destruição de igrejas. Sobreviventes relatam atrocidades destinadas a erradicar a presença cristã.
Cristãos convertidos sofrem rejeição social, pressão para renunciar à fé, exclusão da herança e da vida comunitária. A recusa em realizar ritos tradicionais frequentemente resulta em intimidação.
Enquanto isso, líderes católicos e protestantes que denunciam a corrupção estatal ou defendem direitos constitucionais correm risco de ameaças, vigilância e assédio. As atividades da igreja são interrompidas e o líder cristão é difamado em público. Isso contribui para um clima de medo em que os apelos por justiça são sistematicamente silenciados.
“É horrível o que vi… eles mataram quase todas as pessoas reunidas no cemitério.”
Abbé Paluku Nzalamingi, líder cristão que presenciou o massacre de 70 pessoas em um sepultamento
Como as mulheres são perseguidas na República Democrática do Congo?
As mulheres e meninas cristãs enfrentam sequestro, abuso sexual, escravidão sexual, tráfico e casamento forçado, especialmente quando são capturadas por militantes das Forças Democráticas Aliadas (ADF) e de outros grupos armados. Meninas de apenas 12 anos são forçadas a se casar, sofrendo abusos e violência doméstica. Com frequência, sobreviventes de violência sexual enfrentam trauma, vergonha e rejeição por parte das famílias ou comunidades. Os conflitos e a presença de mais de 100 grupos armados no Leste do país tornam a vida extremamente arriscada para as mulheres. Muitas foram abusadas sexualmente, sequestradas ou mortas. Soldados do governo também estavam envolvidos nesse tipo de ataque.
Como os homens são perseguidos na República Democrática do Congo?
Homens cristãos são frequentemente alvo de recrutamento forçado, sequestro, tortura e execução. Muitos sofrem mutilação ou trabalho forçado, enquanto outros precisam pagar resgate em sequestros, levando famílias à pobreza prolongada. Líderes de igrejas enfrentam riscos adicionais ao se manifestarem. Cristãos também enfrentam discriminação no emprego e instabilidade no lar, o que reduz a capacidade da igreja de agir em tempos de crise.
O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na República Democrática do Congo?
A Portas Abertas atua por meio de parceiros e igrejas locais na República Democrática do Congo para fornecer apoio físico e espiritual aos cristãos perseguidos. Isso os capacita a serem resilientes diante da perseguição por meio de ajuda emergencial, treinamento de preparação para perseguição e discipulado.
Como posso ajudar os cristãos perseguidos na República Democrática do Congo?
Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para o projeto da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos que enfrentam maiores necessidades.
Quem persegue os cristãos na República Democrática do Congo?
O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na República Democrática do Congo são: opressão islâmica, corrupção e crime organizado, paranoia ditatorial e opressão do clã.
Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo.

Pedidos de oração da República Democrática do Congo
- Clame por paz e por estabilidade na República Democrática do Congo.
- Ore por coragem e esperança aos cristãos deslocados que enfrentam violência de grupos extremistas e armados.
- Interceda para que o coração dos militantes islâmicos seja transformado por Jesus e que seu ódio seja substituído pela paz e alegria do Senhor.
- Peça que o povo de Deus seja pacificador entre as diferentes facções em guerra na República Democrática do Congo.
Mais informações sobre o país
HISTÓRIA DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO
O país que começou como um domínio privado de um rei (o Estado Livre do Congo), evoluiu para uma colônia (o Congo Belga). Antes de experimentar transformações radicais na era colonial, as sociedades congolesas já tinham experimentado grandes perturbações. Do século 15 ao 17, diversos sistemas estaduais importantes evoluíram na região Sul da savana. A história do povo do Congo no século 16, por exemplo, é amplamente a história de como o comércio de escravos do Atlântico criou poderosos interesses entre os chefes provinciais, que com o tempo minaram a capacidade do reino de resistir as invasões de seus vizinhos.
As ambições coloniais veladas do rei Leopoldo II da Bélgica abriram o caminho para a Conferência de Berlim (ou Conferência da África Ocidental entre 1884-1885), o que estabeleceu as regras para a conquista colonial e sancionou seu controle da área de base do Rio Congo que seria conhecida como Estado Livre do Congo (1885-1908). Em 1908, o parlamento belga votou em anexar o Estado Livre do Congo – essencialmente comprando a área do rei Leopoldo e então colocando o que uma vez foi um depósito pessoal do rei sob o domínio belga.
Período pós-independência e falência do país
A República Democrática do Congo (RDC) declarou sua independência em 1960. Entretanto, a guerra civil se seguiu e a secessão em algumas províncias levou à fragmentação do país. O país se envolveu em uma guerra entre o Ocidente (liderado pelos Estados Unidos) e a União Soviética. A eleição de Joseph Kasavubu como presidente e Patrice Lumumba como primeiro-ministro não trouxe paz, e Patrice foi preso e morto em 17 de janeiro de 1961.
Em 24 de novembro de 1965, Mobutu Sese Seko ganhou poder com a ajuda da Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana e criou um ambiente onde apenas um partido poderia florescer, nomeado de Movimento Revolucionário Popular. A Constituição deu a ele poder ilimitado. Ele acumulou grande riqueza e apoiou combatentes da guerrilha nos países vizinhos, como Angola. O governo de Mobutu não foi incontestável. Manifestações, protestos e combatentes da guerrilha apoiados pela Angola colocaram pressão sobre Mobutu.
Em 1994, o Banco Mundial declarou a falência do país. As atrocidades em Ruanda, no mesmo ano, tiveram um efeito indireto. Finalmente, com os soldados do grupo étnico tutsi treinados por Ruanda e Uganda, Laurent Kabila derrubou Mobutu em 1997. Kabila foi morto por seu próprio guarda-costas e substituído por seu filho, Joseph Kabila, que esteve no poder até janeiro de 2019.
Século 21
As guerras na República Democrática do Congo (RDC) voltaram às manchetes em 2003, quando o presidente do país pediu à Corte Internacional Penal (ICC, da sigla em inglês) para investigar os crimes cometidos por vários grupos rebeldes.
A situação na RDC é agravada pela interferência contínua de países vizinhos. De acordo com um relatório publicado pelo jornal britânico The Guardian em 18 de outubro de 2012, as Nações Unidas oficialmente declararam que o ministro da Defesa de Ruanda era, de fato, o líder dos rebeldes na RDC. Depois, relatórios da ONU em 2014 também implicaram Uganda e Burundi.
Após alguns anos de especulação, o presidente Kabila decidiu recuar e não concorrer a um terceiro mandato nas eleições presidenciais ocorridas em dezembro de 2018. O presidente eleito, Felix Tshisekedi, foi juramentado como sucessor de Joseph Kabila, em janeiro de 2019, na primeira transferência de poder do país por meio de uma eleição em 59 anos de independência. A comissão eleitoral do país declarou Tshisekedi vencedor apesar de evidências confiáveis de fraude eleitoral.
A comunidade global observou de perto a ideologia e as atividades do grupo islâmico ADF-NALU e, consequentemente, o Departamento de Estado dos Estados Unidos designaram o grupo como uma organização terrorista estrangeira.
HISTÓRIA DA IGREJA NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO
O cristianismo tem uma longa história na República Democrática do Congo (RDC) e remonta a 1491, quando padres católicos romanos chegaram depois de mercadores portugueses terem descoberto o Rio Congo em 1482. Entretanto, como o principal foco era a venda de escravos, missões cristãs não foram muito para dentro do país. O cristianismo não pôde ser propriamente estabelecido até o século 19.
Missionários católicos chegaram em 1865. O rei Leopoldo II da Bélgica estava interessado em estabelecer a Bélgica como um poder colonial e ajudou missionários dando a eles concessões de terra. Protestantes entraram no país em 1878, quando batistas britânicos construíram suas próprias estações missionárias ao longo do Rio Congo. Em 1891, presbiterianos vieram dos Estados Unidos. Em 1915, pentecostais chegaram do Reino Unido. Esses foram seguidos por menonitas, adventistas do sétimo dia e outras denominações.
CONTEXTO DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO
Um número significativo de pessoas mistura o cristianismo com um sistema de crenças tradicional. Alguns grupos evangélicos rejeitam essa prática, o que causa tensão. Geograficamente, não há áreas específicas onde as afiliações religiosas se concentram.
O grupo islâmico ADF-NALU é responsável pela perseguição aos cristãos em Kivu do Norte, no Leste do país, atacando cristãos e igrejas. Na esfera da família, convertidos do islamismo e de religiões indígenas enfrentam pressão para fazer parte de atividades religiosas e cerimônias não cristãs. Representantes da Igreja Católica, que publicamente pressionam o governo para obedecer aos prazos eleitorais constitucionais obrigatórios, relatam que experimentam assédio verbal e interferência baseada em sua defesa.
A RDC é o maior país na região dos Grandes Lagos. É parte do antigo Reino do Congo e tem mais de 200 grupos étnicos. Ela compartilha fronteiras com Congo Brazzaville, Angola, Zâmbia, Ruanda, Tanzânia, Burundi, Uganda, Sudão do Sul e República Centro-Africana (RCA). A RDC é o quarto país mais populoso da África.
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