Nova esperança, novas perseguições

Especial 20 anos da queda do Muro de Berlim

No mês passado, dois pastores da igreja Batista em Kaliningrado, no Mar Báltico da Rússia, foram multados após os membros da congregação terem pregado, cantado, tocado instrumentos musicais e compartilhado o evangelho no centro da cidade.

Eles foram interrompidos quatro vezes pela polícia. Um deles comentou sobre a garantia da liberdade religiosa na lei nacional e internacional, mas o oficial da polícia revidou: “Vocês tem a lei, nós temos as instruções!”.

Esta experiência ecoaria em muitos estados da Ásia Central que faziam parte da União Soviética. Ainda falta liberdade religiosa em muitos desses países, indicadas, entre outros, pela presença de um Comitê Religioso, pelas influências infindáveis do serviço de segurança, a ênfase no registro, e pela introdução das leis de restrição religiosa.

Isso é estimulado pelo crescimento de militantes islâmicos em muitos estados. Após a queda do Muro comunista, os muçulmanos viajaram de Tirana para Tashkent usando dólares para reabrir as mesquitas e treinar novos mulás, enquanto a Arábia Saudita doou um milhão de exemplares do Alcorão para a Ásia Central Soviética. 

Mas a Igreja também está crescendo. Em 1989, havia menos de 1.000 cristãos entre os muçulmanos tradicionais na Ásia Central. Desde que as igrejas locais nasceram na região, as escrituras e materiais cristãos têm sido traduzidos e produzidos.

No Azerbaijão, Chechênia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão, onde havia pouquíssimos cristãos, agora há centenas deles. Na maioria desses países, existem milhares. Onde havia apenas os Evangelhos na língua nacional, agora já possuem o Novo Testamento e até a Bíblia completa.

A Portas Abertas realizou uma pesquisa em um pequeno grupo de líderes de igreja nessa área, e questionou o que eles esperam. Um deles disse: “Eu gostaria de possuir um registro, oficialmente reconhecido, de igreja nacional”. Outro disse: “Eu quero que nossa igreja seja uma igreja missionária, eu amo ver pessoas de outras etnias em nossa congregação”.

Um terceiro líder comentou: “Eu quero que as pessoas de nossa igreja tenham uma nova visão sobre a obra de Deus. Eu gostaria que eles fossem livres das leis. Assim a Graça de Deus irá crescer em nosso país”. 

Assista ao vídeo que conta a atuação da Portas Abertas Internacional durante o período comunista europeu e soviético.