A perseguição aos cristãos nos Emirados Árabes Unidos

Apesar das diferenças nos níveis de pressão, as esferas da vida que estão com os números mais elevados são vida privada e igreja

Nos Emirados Árabes Unidos, o islamismo é a religião do Estado e a sharia, lei islâmica, é a principal fonte de legislação. Os tribunais também se baseiam na lei da fé muçulmana. Portanto, os cristãos precisam viver do modo que é definido por outros – por exemplo, eles não podem comer ou beber em público durante o mês do Ramadã. Também não podem compartilhar a fé com outros, enquanto os muçulmanos são encorajados a fazê-lo. Em geral, a mídia é favorável ao islã e parcial contra cristãos.

A média de pressão aos cristãos continua em um nível muito alto, apesar de no ano anterior estar com 11,3. A principal razão para isso é que a pressão sobre os convertidos de origem estrangeira foi reportada como levemente menor. Apesar de todas as esferas da vida mostrarem níveis altos e baixos de pressão, a pressão é mais elevada na vida privada, igreja e família (com mais de 12,0 pontos). Por um lado, isso reflete a situação difícil para cristãos ex-muçulmanos que enfrentam pressão muito alta na família estendida. Por outro lado, a vida na igreja é difícil para cristãos ex-muçulmanos e expatriados cristãos, já que o evangelismo e a integração de cristãos ex-muçulmanos são socialmente inaceitáveis.

Já a pontuação para violência caiu de 1,9 para 1,1 no período de um ano. A quantidade de incidentes relatados apresentou uma pequena diminuição, o que explica essa queda no número. Porém, é provável que a violência não tenha sido completamente reportada como em anos anteriores.

Nos últimos quatro períodos de análise, houve um notável aumento na pressão da igreja e uma notável diminuição na pressão aos cristãos em meio à comunidade. O nível geral de pressão aos cristãos aumentou desde 2015 e se estabeleceu pouco acima dos 11 pontos, um nível considerado muito alto. Isso é um reflexo do fato que a situação para convertidos, em especial, tem se deteriorado e permanecido muito difícil. O número de incidentes violentos registrados no período entre 2015 e 2018 foi muito baixo, mas houve aumento em 2019, chegando a um nível baixo. Esse padrão é típico dos países do Golfo.

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