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Emirados Árabes Unidos

AE
Emirados Árabes Unidos
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, opressão do clã, paranoia ditatorial
  • Capital: Abu Dhabi
  • Região: Península Arábica
  • Líder: Khalifa bin Zayed al Nahyan
  • Governo: Federação de monarquias
  • Religião: Islamismo, cristianismo, hinduísmo, budismo
  • Idioma: Árabe, inglês, hindi, malaiala, urdu, pashto, tagalog, persa
  • Pontuação: 62


POPULAÇÃO
9,9 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
1,1 MILHÃO

DOAR AGORA

R$

* Em breve este perfil será atualizado com informações referentes à Lista Mundial da Perseguição 2023.  

Como é a perseguição aos cristãos nos Emirados Árabes Unidos? 

Cristãos expatriados são livres para adorar em particular ou nas igrejas reconhecidas, mas o governo não os permite evangelizar ou orar em público. Como a sociedade dos Emirados Árabes Unidos é conservadora, cristãos são comedidos em público. Os emiradenses convertidos do islamismo são os que suportam maior perseguição, pois eles enfrentam pressão de membros da família e da comunidade local para negar a fé cristã. Os muçulmanos expatriados que se convertem ao cristianismo experimentam níveis de pressão semelhantes aos que enfrentavam em seu país de origem, já que geralmente vivem com suas próprias comunidades nacionais ou étnicas. Devido às consequências potencialmente graves, é quase impossível para convertidos revelarem sua conversão, e é por isso que dificilmente há relatos de cristãos mortos ou prejudicados por sua fé. 

“Prédios de igrejas nesta parte do mundo são vitalmente importantes. Ter um significa que você tem o selo de aprovação dos governantes.”

JOHN FOLMAR, PASTOR AMERICANO DE UMA IGREJA NOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

O que mudou este ano? 

A pressão média sobre os cristãos permaneceu em um nível muito alto, continuando especialmente alta para convertidos do islamismo para o cristianismo. Os cristãos expatriados permanecem livres para adorar em particular ou nas igrejas reconhecidas, mas não possuem permissão para evangelizar ou orar em público. 

Quem persegue os cristãos nos Emirados Árabes Unidos? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos nos Emirados Árabes Unidos são: opressão islâmica, opressão do clã e paranoia ditatorial. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos nos Emirados Árabes Unidos são: parentes, oficiais do governo, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos e cidadãos e quadrilhas. 

Quem é mais vulnerável à perseguição nos Emirados Árabes Unidos? 

Os emirados de Abu Dhabi, Dubai e Xarja abrigam a maioria dos cristãos que vivem nos Emirados Árabes Unidos e aplicam níveis semelhantes de restrições a cristãos e igrejas. Eles também deixam cristãos expatriados relativamente livres para praticar a fé. Os outros quatro emirados são menos populosos e têm uma proporção maior de emiradenses. Como resultado, esses emirados são mais conservadores. Por exemplo, os emirados de Ajmã e Umm al-Quwain são os únicos emirados sem igrejas reconhecidas. 

A pressão aos convertidos do islamismo para o cristianismo depende mais da comunidade de que fazem parte do que da área geográfica onde vivem. 

Como as mulheres são perseguidas nos Emirados Árabes Unidos? 

Em geral, mulheres são vulneráveis nos Emirados Árabes Unidos, já que a violência doméstica e a violência sexual conjugal são legalmente permitidas. O Índice Georgetown de Paz e Segurança das Mulheres atenta para a existência legalizada da discriminação de gênero. Embora os Emirados Árabes Unidos tenham a melhor pontuação legal na região do Oriente Médio e do Norte da África, a região é a pior no desempenho global. A sociedade tribal considera mulheres como membros “inferiores” da sociedade que têm necessidade de tutela masculina. Isso também afeta o nível de perseguição vivenciado por mulheres convertidas do islamismo para o cristianismo. 

Uma mulher convertida ao cristianismo enfrentará imensa pressão da família para forçá-la a voltar ao islamismo. Se ela não o fizer, um imã pode ser chamado para convencê-la de seu pecado, ou ela pode ser colocada em prisão domiciliar, ou enviada para um hospital psiquiátrico. Mesmo se um homem cristão estivesse disposto a se casar com ela, mulheres de origem muçulmana são legalmente proibidas de se casarem com um não muçulmano. Além disso, um homem cristão e uma mulher convertida não podem simplesmente ter uma cerimônia de casamento cristã fora da lei. Uma vez que o islã não considera válido o casamento entre um homem não muçulmano e uma mulher muçulmana, ambas as partes da união estariam sujeitas a detenção, julgamento e prisão por envolvimento em uma relação extraconjugal, que acarretaria, no mínimo, em um ano de prisão. 

Além do mais, para uma mulher cristã casada com um homem muçulmano, a lei concede a custódia dos filhos ao pai muçulmano em caso de divórcio. Por lei, uma mulher não muçulmana que não se converte também é inelegível para a naturalização como cidadã e não pode herdar a propriedade de seu marido, a menos que seja nomeada como beneficiária em seu testamento. 

Empregadas domésticas que trabalham nos Emirados Árabes Unidos frequentemente enfrentam assédio sexual ou são tratadas como escravas. Os maus-tratos aos trabalhadores migrantes, incluindo o abuso sexual, tornou-se um problema de grande atenção a nível internacional. Embora não relacionado primeiramente com a fé, muitos migrantes trabalhadores domésticos cristãos, dos quais a maioria é mulher, experimentam abusos (sexuais). 

Como os homens são perseguidos nos Emirados Árabes Unidos? 

Nos Emirados Árabes Unidos, homens que se convertem ao cristianismo são abandonados pelas famílias e tratados como párias sociais vergonhosos. É provável que o homem perca a custódia dos filhos e a esposa pode se divorciar dele. A rejeição familiar não é apenas um golpe emocional sentido pelos convertidos, ela também representa uma perda de posição social. Sem o apoio financeiro da família ou as conexões necessárias para encontrar ou manter um emprego, pode ser extremamente difícil encontrar um trabalho nesta sociedade baseada em contatos. Isso também pode levar os homens a serem pressionados a participar de eventos religiosos não cristãos, contrariando suas crenças, a fim de permanecerem empregados e manterem o status social. Isso tem grandes implicações para todos os membros da família, uma vez que homens são tradicionalmente os provedores da família. Além disso, sem uma família e o status social que a acompanha, um homem não será capaz de encontrar uma família disposta a dar permissão para que sua filha se case com ele. Tal pressão pode fazer com que alguns homens deixem os Emirados Árabes Unidos em busca de maior liberdade. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos nos Emirados Árabes Unidos?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente. 

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Pedidos de oração dos Emirados Árabes Unidos 

  • Interceda pelos convertidos de origem islâmica que continuam enfrentando alta pressão de parentes, empregadores e sociedade. 
  • Apresente a Deus os convertidos, para que consigam manter a conversão em segredo; caso contrário, estarão sujeitos a diversas consequências, como perda do direito de herança e guarda dos filhos. 
  • Clame ao Senhor para que os cristãos no país sejam encorajados para ficarem no país mesmo diante da pressão. 

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) consistem de sete emirados com seus próprios governantes e que se uniram em um estado federal no início dos anos 1970. A única tentativa bem-sucedida do mundo árabe de formar uma federação é regionalmente considerada um modelo de sucesso e serviu como modelo para a criação do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). No entanto, há algumas diferenças claras entre os sete emirados. Abu Dhabi (o maior emirado) e Dubai são os emirados mais ricos e têm mais influência – o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa bin Zayed al-Nahyan, é o governante de Abu Dhabi, embora seu meio-irmão, o príncipe herdeiro Mohammed bin Zayed al-Nahyan, tenha se tornado na prática o governante tanto de Abu Dhabi quanto dos Emirados Árabes Unidos após o presidente sofrer um derrame em 2014. Os emirados do Norte são mais pobres, por exemplo Umm al-Quwain, que também é mais conservador (em termos do islã). Todos os emirados têm um assento no “Conselho Supremo Federal” – a mais alta autoridade constitucional, executiva e legislativa. 

Ao contrário do Bahrein, outro país do Golfo Pérsico, a onda de revoltas da Primavera Árabe em 2011 dificilmente parece ter afetado os Emirados Árabes Unidos. Isso é extraordinário, especialmente porque a sociedade emiradense é baseada na lealdade tribal e não em normas democráticas. Contudo, a população parece confiar no governo e sua generosa distribuição da riqueza petrolífera obviamente desempenha um papel significativo. No entanto, as autoridades tomaram precauções para manter a estabilidade: restrições à internet foram implementadas em 2012 para impedir o uso das mídias sociais como forma de organizar protestos. Além disso, mais de 90 islâmicos foram presos no início de 2013, acusados de planejar um golpe de Estado. Desde então, não houve ameaças potenciais à estabilidade do país. 

Internacionalmente, os Emirados Árabes Unidos assumem um papel mais independente, nem sempre alinhado com a Arábia Saudita, um aliado e força regional. O principal objetivo internacional dos Emirados Árabes Unidos, além da influência na região, está focado em conter o islamismo político, em particular a Irmandade Muçulmana, que o governo vê como uma ameaça ao seu próprio poder e à estabilidade regional. Por isso, os Emirados Árabes Unidos se uniram à Arábia Saudita durante a crise do Catar (2017-2020). Inicialmente, eles também se juntaram à Arábia Saudita em sua custosa guerra do Iêmen, mas mais tarde apoiaram seu próprio grupo rebelde, fragmentando ainda mais o país. Eventualmente retirando a maioria de suas forças armadas em 2021, os Emirados Árabes Unidos mantiveram o controle das duas ilhas estratégicas de Mayun e Socotra, em uma tentativa de controlar tanto o Golfo de Adem quanto o acesso ao Mar Vermelho. Além disso, a rivalidade econômica também começou a criar rupturas na relação com a Arábia Saudita, embora as relações ainda permaneçam fortes. Em janeiro de 2022, o atual envolvimento dos Emirados Árabes Unidos no Iêmen ficou claro depois que um grupo rebelde houthi lançou um ataque de drones contra o país, atingindo o aeroporto de Abu Dhabi, um depósito de petróleo e matando três trabalhadores estrangeiros. 

Desde outubro de 2020, os Emirados Árabes Unidos também estão envolvidos na guerra civil em curso na Líbia e o país é conhecido por ser um dos apoiadores do Exército Nacional Líbio, liderado pelo marechal Haftar, o opositor dos grupos islâmicos apoiados pela Turquia na Líbia. Em uma investigação da ONU, os Emirados Árabes Unidos foram suspeitos de lançar um ataque com mísseis contra um centro de detenção de migrantes na Líbia em julho de 2019. Contudo, após a derrota de Haftar, o país oficialmente se comprometeu em apoiar o novo governo da Líbia em 2021. No entanto, as alianças podem mudar dependendo de qual lado servirá melhor aos seus interesses. 

Em setembro de 2020, os Emirados Árabes Unidos, embora não alinhados com a tradicional posição árabe sobre o conflito Israel-Palestina, aderiram aos Acordos de Abraão, normalizando os laços com Israel. Esse movimento se encaixa no objetivo dos Emirados Árabes Unidos de se tornarem menos dependentes do petróleo e de melhorarem o acesso a uma das maiores economias do Oriente Médio e a países mais avançados tecnologicamente. O acordo, intermediado pela administração norte-americana, também inclui acesso a equipamentos militares de alta tecnologia dos EUA, incluindo o jato de caça F-35. Assim, embora palavras diplomáticas tenham sido trocadas com Teerã, os Acordos permitem que os Emirados Árabes Unidos tenham uma posição mais forte do que antes (tanto em termos econômicos quanto militares) para enfrentar o Irã, a outra potência regional com quem as relações são frequentemente mais tensas.  

A presença dos cristãos nos Emirados Árabes Unidos começou com a Missão Árabe e a abertura de hospitais em 1951 e 1964, com o hospital Oásis ainda funcionando até os dias de hoje. Após a descoberta do petróleo na década de 1950, o forte crescimento populacional nos anos 1970 viu milhares de cristãos expatriados indo ao país para obter emprego, com estimativas do World Christian Database (WCD) mostrando que mais de um milhão de cristãos são residentes no país hoje. Como resultado da crise decorrente da pandemia de COVID-19, milhares de expatriados perderam o emprego e tiveram que deixar o país, incluindo muitos cristãos. Contudo, apesar dos planos para nacionalizar a força de trabalho, é provável que a comunidade cristã expatriada permaneça presente no futuro. 

Descobertas arqueológicas mostram que a existência do cristianismo foi difundida na região do Golfo antes do surgimento do islã. Na Antiguidade, a área que agora forma os Emirados Árabes Unidos ficou aos cuidados da diocese nestoriana conhecida como Beth Mazunaye. A catedral ficava em Soar, no lado omani da fronteira. Em 1992, restos de uma igreja e um mosteiro nestorianos foram encontrados na ilha de Sir Bani Yas, não muito longe de Abu Dhabi. O mosteiro foi utilizado aproximadamente entre os anos 600-750 d.C. Artefatos encontrados no local mostram que as pessoas comiam peixes e possuíam gado. Objetos de vidro e cerâmica indicam que os habitantes negociavam amplamente através do Golfo Pérsico e do Oceano Índico. Outro mosteiro e igreja nestorianos foram descobertos na ilha de Marawah, datando do mesmo período. Isso indica que o cristianismo na região floresceu mesmo depois que o islã se tornou dominante na área (supostamente em 630 d.C.). O cristianismo na região foi forte devido ao trabalho missionário dos sírios nestorianos do Iraque e da Pérsia, e devido à presença de tribos árabes cristãs que se estabeleceram na área. 

Sob pressão do islã, o cristianismo desapareceu até que uma presença cristã foi restabelecida por meio dos colonos portugueses, cujos padres católicos romanos se estabeleceram no século 16 em Khor Fakkan. 

Em 1797, a primeira de uma série de batalhas marítimas ocorreu entre a Grã-Bretanha e alguns xecados (uma área de terra ou um país governado por um xeique). A partir de 1820, Londres assinou acordos com esses xecados, que lhes deram direitos comerciais exclusivos. Isso significou o início de um novo e duradouro contato com cristãos na região. 

Sob a proteção dos britânicos, o trabalho missionário poderia ser realizado nos xecados. No início do século 19, missionários ocidentais começaram a construir hospitais. “Já em 1841, um padre católico romano viajou pela região. Em 1889, o vicariato da Arábia foi erguido em Adem. O Iêmen do Sul expulsou o vicariato, que se mudou para Abu Dhabi em 1973. Na década de 1970, o vicariato tinha 11 paróquias e 15 capelas, duas das quais estavam nos Emirados Árabes Unidos. Ambas as paróquias foram fundadas na década de 1960 e servem aos expatriados.” Atualmente, existem nove igrejas católicas nos Emirados Árabes Unidos. 

“O protestantismo entrou na área em 1890 na pessoa de Samuel M. Zwemer (1867-1952) da Igreja Reformada na América. Zwemer eventualmente se estabeleceu no Bahrein. A Igreja da Inglaterra se estabeleceu quando os britânicos adquiriram certa hegemonia no Golfo. Paróquias na região surgiram apenas na década de 1960 e foram limitadas a expatriados das Ilhas Britânicas. A principal paróquia anglicana, a Igreja de Santo André em Abu Dhabi, está agora ligada à Diocese de Chipre e do Golfo, uma diocese dentro da Igreja Episcopal em Jerusalém e no Oriente Médio. Outros ministérios protestantes/livres incluem a Assembleia dos Irmãos, a Missão da Aliança Evangélica (TEAM, na sigla em inglês) e a Igreja Presbiteriana Reformada e o Sínodo Evangélico da América do Norte. O pequeno trabalho da Igreja Adventista do Sétimo Dia está ligado à Seção do Golfo na Missão da União do Oriente Médio. Além disso, membros de várias igrejas ortodoxas se mudaram para os Emirados Árabes Unidos.” 

O petróleo no país foi descoberto em 1958. Após o boom dos preços do petróleo em 1973, o número de expatriados cristãos cresceu rapidamente. Estrangeiros são principalmente da Ásia e do Oriente Médio. Da população total, cerca de 11% são cristãos. A maioria das principais denominações possui igrejas e realizam cultos nos Emirados Árabes Unidos. 

De acordo com as estimativas de 2021 do World Christian Database, 78,5% dos residentes nos Emirados Árabes Unidos são muçulmanos. Desses, aproximadamente 15% são xiitas. Esses números incluem a comunidade expatriada. Os cristãos formam o segundo maior grupo religioso do país (11%), seguido pelos hindus (6,2%) e budistas (1,9%). 

Como todos os países da região do Golfo, a sociedade dos Emirados Árabes Unidos se define como muçulmana. O governo não permite qualquer educação formal ou informal que inclua ensino religioso além do islã, exceto para um número muito pequeno de escolas privadas afiliadas à igreja que são autorizadas a fornecer instrução religiosa adequada à formação religiosa dos alunos. O proselitismo de qualquer outra fé que não seja o islã é proibido, mas os grupos não muçulmanos podem adorar nos edifícios designados ou em casas particulares. 

Há relativa liberdade para os cristãos expatriados praticarem sua fé desde que se abstenham de atividades de evangelização. Nos últimos anos, um pequeno número de cristãos foi detido e expulso do país após acusações de proselitismo. As igrejas são tipicamente superlotadas, com igrejas reconhecidas muitas vezes funcionando como associações para muitas outras denominações. Receber permissão para construir novas igrejas continua sendo difícil. 

Mulheres cristãs de origem muçulmana não são legalmente autorizadas a se casar com homens não muçulmanos, ao contrário de homens muçulmanos que são autorizados a se casar com mulheres não muçulmanas. Isso tem o potencial de restringir o crescimento da igreja. 

Embora uma identidade unificada emiradense tenha se desenvolvido ao longo das últimas décadas, as lealdades tribais ainda desempenham um papel importante e os laços familiares são fortes. As normas islâmicas e a cultura conservadora permanecem dominantes, mas a modernização também tem se tornado um aspecto do país. No entanto, a presença de milhares de trabalhadores migrantes fez com que os emiradenses fossem discretos e as mulheres emiradenses muitas vezes usassem o nicabe (um véu no qual apenas os olhos são visíveis). A maioria dos migrantes/expatriados vive e trabalha em sua própria comunidade estrangeira. As crianças expatriadas frequentemente vão para as escolas pertencentes a sua própria comunidade. 

Mais de 85% da população do país é de trabalhadores estrangeiros, o que cria um sistema duplo de direitos e privilégios no país. Com milhares de asiáticos e africanos se acumulando no rico país, há um risco elevado de abuso social e trabalhista. Os emiradenses de etnia árabe estão no topo da pirâmide social e desprezam os estrangeiros, principalmente os trabalhadores pobres e com baixa qualificação do Sudeste Asiático e da África.  

A maioria dos expatriados são homens que deixaram suas famílias para encontrar trabalho nos Emirados Árabes Unidos. Como resultado, os Emirados Árabes Unidos têm um desequilíbrio de gênero muito alto: 275 homens para cada 100 mulheres. 

A crise de COVID-19 fez com que muitos trabalhadores migrantes fossem dispensados. Com salários não pagos, muitos deles foram deixados à própria sorte em campos de migrantes lotados e sem sustento. O trabalho forçado e o tráfico humano continuam sendo um problema, e os trabalhadores estrangeiros tornaram-se ainda mais vulneráveis a abusos, como falta de pagamento, moradia e saneamento adequados (devido aos complexos de trabalho superlotados), violência doméstica e assédio sexual.  

Embora não seja principalmente relacionado à fé, é muito provável que os cristãos expatriados experimentem abusos (sexuais), sobretudo as trabalhadoras domésticas. O tratamento oferecido aos cristãos nos Emirados Árabes Unidos depende mais da cor da pele e da origem étnica desses cristãos do que da própria fé em si. Cristãos expatriados ocidentais (brancos) são muito menos propensos a sofrer assédio do que cristãos expatriados africanos ou asiáticos. Esses últimos também podem enfrentar discriminação e maus-tratos de seus companheiros muçulmanos expatriados. Além disso, trabalhadores altamente qualificados enfrentarão menos dificuldades do que os de baixa qualificação. Dessa forma, um migrante cristão africano ou asiático com baixa qualificação será o mais vulnerável nos Emirados Árabes Unidos. 

Em geral, a conversão do islã ao cristianismo será vista como traição pelos emiradenses e pode levar a intensa pressão familiar e social, incluindo ostracismo, casamento forçado e violência física. 

O evangelismo é proibido, mas grupos não muçulmanos podem adorar em edifícios próprios ou casas particulares

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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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