Ataque de pastores de cabras fulanis faz 7 mortos

Violência no Cinturão Médio da Nigéria atinge nível recorde este ano, com quase 500 mortes somente no estado de Benue

| 06/06/2018 - 00:00

Os pastores de cabra Fulanis tem sido uma fonte frequente de perseguição na região (Foto ilustrativa)

Os pastores de cabra Fulanis tem sido uma fonte frequente de perseguição na região (Foto ilustrativa)


Um recente ataque atribuído a pastores de cabras fulanis deixou sete mortos no vilarejo de Tseadough, no estado de Benue, na região do Cinturão Médio da Nigéria. Os agressores invadiram a aldeia nas primeiras horas da manhã do último domingo, 3 de junho, enquanto os moradores ainda dormiam. “Eles abriram fogo e atiraram aleatoriamente em todas as direções, em qualquer um à vista, matando sete pessoas, enquanto outras seis ficaram feridas”, diz Terdoo Kenti, que denunciou o ataque em sua comunidade. Há relatos de que uma mulher grávida foi sequestrada, enquanto várias casas foram incendiadas.

A violência atribuída aos pastores de cabras fulanis alcançou o recorde este ano, principalmente na região do Cinturão Médio. O estado de Benue tem sido o mais afetado, com ataques acontecendo quase diariamente. De acordo com o governador de Benue, Samuel Ortom, ao menos 492 pessoas foram mortas somente este ano no estado. A violência tem sido retratada como um conflito entre nômades muçulmanos e agricultores cristãos pelo acesso a terras de pastagem. Mas muitos analistas acreditam que a contínua violência tenha tomado uma dimensão religiosa.

Durante o velório de 19 cristãos vítimas de ataque a uma igreja, o governador Ortom disse que os agressores têm uma “agenda clara”: “É uma questão de jihad – guerra santa muçulmana, luta armada contra os infiéis e inimigos do Islã –, é uma questão de tomar a terra, não é um conflito de pastores e agricultores”, afirmou. Em ataques recentes, os agressores tiveram por alvo instituições cristãs, matando líderes e fiéis. Ore pela paz na Nigéria e pela proteção do Senhor sobre seus filhos neste país, que ocupa a 14ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2018.

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