Cristãos na Malásia aprendem a amar os muçulmanos

Seminário oferecido pela Portas Abertas na Malásia ajuda cristãos locais a se relacionarem melhor com os muçulmanos

A Malásia, país do Sudeste Asiático, é formado por partes de duas ilhas distintas: uma parte está na Ilha de Bornéu e outra na Península da Malásia. É um país com um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de 0,744, onde apenas 5% da população é analfabeta. A Constituição da Malásia define “malaio” como muçulmano, ou seja, todo cidadão da etnia malaia é considerado um seguidor do islã. Por lei, é ilegal que muçulmanos malaios se convertam a outra religião – somente o estado de Sarawak é uma exceção.

Hoje, a Malásia comemora 62 anos de independência. Desde quando foi descoberta, em 1852, a Malásia era uma colônia britânica. Durante a Segunda Guerra Mundial, especificamente entre 1942 e 1945, ela foi ocupada pelo Japão. Em 1948, o Reino Unido formou a Federação Malaia, que proclamou a sua independência em 1957. A Malásia, de fato, só viria a ser formada em 1963, quando se uniu com outras colônias britânicas: Sabah, Sarawak e Cingapura. Os primeiros anos do novo país foram marcados pela tentativa de domínio do seu território pela Indonésia e pela separação de Cingapura, em 1965. Hoje, o país ainda sofre com a falta de liberdade individual plena, sendo proibida, até mesmo, a discussão em público.

Curso prepara cristãos para amar os muçulmanos

Cristãos ex-muçulmanos na Malásia não podem participar abertamente da igreja, por isso se reúnem secretamente em igrejas domésticas. Foi nesse contexto que o líder de uma igreja, Jali*, de 48 anos, ouviu sobre um dos seminários oferecidos pela Portas Abertas no país. Ele quis saber mais, pois ficou sabendo que era diferente de outros seminários de apologética, cujos argumentos soam como “eu estou certo e você está errado”.

Jali entrou em contato com o parceiro local da Portas Abertas, Adeen*, que lhe explicou: “O propósito do Seminário de Conscientização sobre o Islamismo é envolver os muçulmanos sem ofendê-los ou magoá-los. Temos que entendê-los e amá-los antes que qualquer outra coisa. Só então podemos ser sal e luz para a comunidade”. Então, Jali convidou Adeen para dar o curso em sua igreja para 67 membros. Muitos deles tinham preconceito contra os muçulmanos.

Jali testemunha que o conhecimento e encorajamento dados no treinamento ajudaram os membros da igreja a terem conversas com muçulmanos sobre Jesus sem medo. Um dos membros disse: “Esse curso foi um ‘abridor de olhos’ e me deu uma nova perspectiva sobre o islamismo”.

Celebrando o Natal com muçulmanos

Três meses depois, várias igrejas da região organizaram uma celebração de Natal para toda a comunidade e convidaram a todos, inclusive muçulmanos e oficiais do governo. Um canal de TV local transmitiu o evento na rede nacional de TV. Foi relatado que um dos oficiais disse que as diferenças entre raças e religiões deveriam ser vistas com uma mente aberta, para preservar a unidade nas comunidades. Ele também disse que o governo continuará a apoiar entidades religiosas que fazem festivais e eventos que são inclusivos para pessoas de todos os tipos de vida.

Adeen afirmou: “Estou muito feliz de ver os cristãos colocando em prática o que aprenderam no treinamento. Eu adoraria ver mais resultados como este em toda a Malásia”. A Malásia foi o país que mais caiu posições na Lista Mundial da Perseguição 2019, ocupando o 42ª lugar.

*Nomes alterados por segurança.

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