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Malásia

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Malásia
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, paranoia ditatorial, hostilidade etno-religiosa
  • Capital: Kuala Lumpur
  • Região: Leste e Sudeste Asiático
  • Líder: Abdullah Sultan Ahmad Shah
  • Governo: Monarquia constitucional
  • Religião: Islamismo, budismo, cristianismo, hinduísmo
  • Idioma: Bahasa malaio, inglês, chinês, tâmil, telugo, malabar, panjabi, tailandês e dialetos
  • Pontuação: 66


POPULAÇÃO
33,2 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
3 MILHÕES

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R$

Como é a perseguição aos cristãos na Malásia? 

Todos que nascem na Malásia são considerados muçulmanos e a Constituição do país diz que abandonar o islã é um crime passível de pena de morte. Ninguém foi morto por causa dessa lei ainda, mas todos os cristãos de origem muçulmana vivem sob esse risco.  

Se eles revelam a fé em Cristo para a família, enfrentam pressão extrema para voltarem para o islã e hostilidade dos vizinhos. Para proteger a “honra” da família, meninas e rapazes são submetidos a casamentos forçados com muçulmanos. Sob a autorização de um juiz que segue a sharia (conjunto de leis islâmicas), algumas meninas se casam com menos de 16 anos.  

Se as autoridades descobrem a conversão ao cristianismo, cristãos podem ser presos, interrogados sobre a comunidade cristã da qual participam ou sentenciados à morte. Cristãos que pertencem a denominações mais antigas, como católicos romanos e metodistas, são monitorados e vigiados pelas autoridades do governo. 

Já os que pertencem a grupos protestantes não tradicionais são os principais alvos de oposição, pois eles são os que atraem o maior número de pessoas e são mais ativos no evangelismo em comunidades islâmicas.  

A presença de partidos políticos conservadores islâmicos está avançando na Malásia. Nas últimas eleições, eles ganharam mais poder e apoio, o que torna a vida dos cristãos ainda mais difícil no país. 

Eu busco o Senhor, pois ele é o único em quem posso confiar. Ele sempre ouve meu clamor. 

Susanna Koh, cristã cujo marido, pastor Raymond, foi sequestrado e permanece desaparecido  

O que mudou este ano? 

Em 2022, a Malásia viveu uma agitação política sem precedentes. Esse contexto afetou as minorias étnicas e religiosas. Os cristãos continuam marginalizados sob a supremacia malaio-islâmica e essa realidade parece longe mudar  

Quem persegue os cristãos na Malásia? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Malásia são: opressão islâmica, paranoia ditatorial e hostilidade etno-religiosa. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Malásia são: oficiais do governo, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, parentes, partidos políticos, grupos de pressão ideológica. 

Quem é mais vulnerável à perseguição na Malásia? 

Cristãos de origem muçulmana são os mais afetados pela perseguição por causa da pena de morte por apostasia.  

Como as mulheres são perseguidas na Malásia? 

Meninas e moças que se convertem ao cristianismo podem ser punidas e ameaçadas com violência sexual ou entregues a casamentos forçados com muçulmanos. Essas medidas buscam suprimir a nova fé e preservar a “honra” da família.  

Nas escolas, os estudantes exercem muita pressão sobre as meninas para seguirem o código de vestimenta islâmico, mesmo que a lei não as obrigue constitucionalmente. 

Como os homens são perseguidos na Malásia? 

Homens cristãos são intimidados e assediados por grupos de vigilância e monitorados pelas autoridades. Eles podem ser detidos e interrogados pelas autoridades para que delatem outros cristãos e comunidades cristãs que conhecem.  

Alguns líderes das igrejas na Malásia são raptados e detidos pelas autoridades durante longos períodos de tempo. Tanto homens como meninos são alvos de extremistas islâmicos e grupos ultraconservadores, especialmente os que nasceram em contexto muçulmano. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Malásia? 

A Portas Abertas trabalha com parceiros nas igrejas locais na Malásia para oferecer discipulado, treinamento, ajuda socioeconômica, Bíblias e literatura cristã. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos na Malásia?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente. 

QUERO AJUDAR 

Pedidos de oração da Malásia 

  • Ore para que a situação legal dos cristãos na Malásia melhore em breve.
  • Peça ao Senhor que as autoridades parem de interferir nos cultos e reuniões cristãs. 
  • Clame a Jesus para que os cristãos malaios percebam que são amados por Deus e assim sejam sal e luz onde vivem. 

Um clamor pela Malásia 

Bondoso Deus, pedimos que derrame a sua alegria e esperança sobre cada cristão na Malásia, especialmente sobre aqueles que enfrentam rejeição e perseguição por amor ao seu nome. Rogamos para que intervenha na situação política do país e assim evite a propagação de novas leis severas contra os cristãos. Clamamos por sua proteção sobre os cultos e reuniões cristãs. Que nossos irmãos em Cristo saibam que não estão sozinhos. Amém. 

Alguns reinos malaios pequenos apareceram nos séculos 2 e 3, uma época em que comerciantes e sacerdotes indianos começaram a viajar pelas rotas marítimas, trazendo consigo conceitos indianos de religião, governo e arte. Por muitos séculos, as pessoas da região, principalmente de locais com cortes reais, combinaram ideias nativas e indianas, incluindo o hinduísmo e o budismo mahayana, para definir seus padrões culturais e políticos. 

Do século 13 ao 17, o islamismo sunita, levado principalmente por mercadores indianos e árabes, se espalhou amplamente pelo Sudeste Asiático peninsular e insular. A nova religião oferecia oportunidades para o avanço social por meio da devoção espiritual, o que acabou desafiando (mas não eliminou totalmente) o poder das elites tradicionais. A chegada do islamismo coincidiu com a ascensão do grande porto de Malaca por volta de 1400. 

A fama de Malaca como o ponto de encontro do comércio asiático chegou à Europa no início do século 16. Os portugueses, que por um século buscaram uma rota marítima para o leste da Ásia, finalmente chegaram a Malaca em 1509, inaugurando uma nova era da atividade europeia na região. 

Administração britânica 

Exceto por Malaca, a influência ocidental foi insignificante na Malaya (que atualmente é conhecida como Península da Malásia) e Norte de Bornéu até o final do século 18, quando os britânicos ficaram interessados pela área. Nos anos 1870, oficiais britânicos começaram a intervir em assuntos internos de vários sultões malaios, estabelecendo influência política (às vezes por meio de força ou ameaça de uso de força) por meio do sistema de residentes britânicos. 

Os britânicos alcançaram o controle colonial formal e informal sobre nove sultanatos, mas se comprometeram a não interferir em questões de religião, costumes ou no papel político simbólico dos sultões. Os vários estados do país mantiveram suas identidades separadas, mas foram cada vez mais integrados com objetivo de formar a Malásia Britânica. A administração britânica finalmente alcançou paz e segurança. 

Chegada de trabalhadores chineses 

Entre 1800 e 1941, milhões de chineses entraram na Malásia (especialmente pelos estados da costa Oeste) para trabalhar como assalariados, mineradores, plantadores e mercadores. Incentivos econômicos atraíram esses imigrantes, e em 1939, os chineses já eram cerca de um quarto da população dos estados de Bornéu. 

A ocupação da Malásia pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial (1942-1945) gerou uma tremenda mudança no território. A economia foi interrompida e tensões comunais aumentaram muito porque malaios e chineses reagiram de formas diferentes ao controle japonês.  

Em 1948, foi criada a Federação da Malásia, que unificava os territórios, mas provia garantias especiais dos direitos malaios, incluindo a posição dos sultões. Esses desenvolvimentos alarmaram os setores mais empobrecidos e radicais da comunidade chinesa. Prometendo independência, oficiais britânicos começaram negociações com vários líderes étnicos. Em 31 de agosto de 1957, a Federação da Malásia alcançou a independência sob um governo do partido Aliança, comandado pelo primeiro-ministro, Tunku Abdul Rahman. 

Período pós-independência 

Entre 1967 e 1975, o ministro chefe, Tun Mustapha, governou o Estado rigidamente, removendo e reprimindo oponentes, promovendo o islamismo, e desafiando políticas federais. Entretanto, tensões ressurgiram em meados dos anos 1980, quando um partido liderado por um cristão kadazan assumiu o poder e seguiu políticas contrárias aos líderes federais. Em 1981, Tun Hussein Onn deixou a posição de presidente e primeiro-ministro da Malásia, permitindo que Mahathir bin Mohamad se tornasse o quarto primeiro-ministro do país. 

Em 2003, Mahatir deixou o cargo e foi substituído por Abdullah Ahmad Badawi. Abdullah foi sucedido por Najib Razak, em abril de 2009. Em abril de 2015, Razak aprovou uma controversa taxa sobre mercadorias e serviços de 6%. Mais tarde, no mesmo ano, sua administração foi envolvida em um escândalo multibilionário de desvio e lavagem de dinheiro. Mahatir voltou de sua aposentadoria para punir aquele que uma vez foi seu protegido. 

Vitória da oposição em 2018 

Em surpreendente eleição em 9 de maio de 2018, o partido no governo da Malásia desde a independência em 1957 (Organização Nacional de Malaios Unidos, UMNO) foi derrotado pela coalizão de oposição Pakatan Harapan (PH). Isso aconteceu apesar da definição controversa da área dos distritos eleitorais e decisões tomadas pelas autoridades eleitorais beneficiando a UMNO. A campanha do governo foi racista e étnica, tentando jogar também com questões religiosas, despertando o medo no eleitorado de que o partido de oposição tinha o objetivo escondido de cristianizar o país. 

Desde que o governo do PH entrou em colapso, em fevereiro de 2020, um novo governo Perikatan Nasional (PN) está agora no comando com uma pequena maioria. Assuntos como raça, etnia e religião são novamente temas importantes para conquistar eleitores e distraí-los das dificuldades que a COVID-19 trouxe. 

Depois que 2020 provou ser um ano turbulento para a política na Malásia, 2021 foi tumultuado. O novo governo do Perikatan Nasional (PN) conseguiu sobreviver até o fim de agosto, quando foi empossado um novo governo liderado por Ismail Sabri Yaacob, que não tem vice-primeiros-ministros. O estado de emergência iniciado em janeiro de 2021 significou a proibição de todas as reuniões nacionais, bem como as assembleias estaduais desde dezembro de 2020. Quando o rei finalmente declarou que o estado de emergência não seria prorrogado, ele teve que repetir duas vezes que isso também significava um rápido retorno do parlamento.  

O rei da Malásia tem um papel em grande parte cerimonial, mas tem autoridade para conferir poder a qualquer político no parlamento que ele acredite estar comandando a maioria. Ele havia concordado tanto com a instalação do novo governo, como do estado de emergência. Porém, só se declarou depois que os parlamentares insistiram para que aceitasse essas decisões. No entanto, a pressão política cresceu quando foi descoberto que os responsáveis pelo estado de emergência não estavam trabalhando para reduzir as infecções de COVID-19. Após consultar os líderes políticos de todos os partidos e seus companheiros sultões (o Conselho de Governantes), o rei declarou publicamente que era a favor de encerrar o estado de emergência e chamar de volta o parlamento o mais rápido possível. Na verdade, os dois últimos governos não foram eleitos pelo rei, mas os primeiros-ministros foram nomeados por ele. 

Essa turbulência política ocorreu em um momento em que havia um pico de infecções por COVID-19, que começou em maio de 2021, com mais de 7.000 infecções relatadas diariamente e culminou em meados de setembro, quando mais de 20.000 casos foram relatados todos os dias, apesar de todos os bloqueios rigorosos, superando outros países da região.  

Os comerciantes nestorianos e persas introduziram o cristianismo nas ilhas de Malaca no século 7, mas o cristianismo só começou a se espalhar com a chegada dos missionários católicos portugueses em 1511. Os britânicos assumiram Malaca em 1795 e a Sociedade Missionária de Londres foi fundada a partir de 1815. As igrejas foram estabelecidas principalmente para servir expatriados britânicos. Por acordo silencioso entre as autoridades britânicas e o sultão, o trabalho missionário entre os muçulmanos não era permitido. Assim, os missionários concentraram-se em tribos animistas. Devido a uma mudança de política do governo, a maioria dos missionários teve que deixar o país até o final da década de 1970, mas a igreja continuou a crescer, especialmente no Leste da Malásia. 

Cristianismo, etnias e origem geográfica 

Para entender melhor o cristianismo na Malásia, é necessária uma explicação adicional. Nesse país, é mais útil fazer distinções de acordo com a distribuição e origem geográfica da população. A maioria dos cristãos vem da etnia bumiputra, que significa “filho do solo”. Portanto, eles pertencem ao país e provêm de uma população tribal nativa. Do ponto de vista do governo, eles se qualificam para benefícios estatais, como casas com desconto, bolsas de estudo, etc., mas na prática isso só se aplica enquanto os bumiputra não são cristãos. Se eles se tornam cristãos, seus privilégios são rapidamente retirados. 

Os cristãos não bumiputra vêm principalmente das minorias étnicas chinesas e indianas e são divididos em diferentes denominações, variando em tamanho, de igrejas domésticas a mega igrejas. A distribuição geográfica também é importante. A maioria dos cristãos bumiputra vive nos estados de Sabá e Sarawak; o último ainda mantém uma maioria cristã. Esses estados estão no Leste da Malásia e estão situados na Ilha de Bornéu, que é compartilhada com Brunei e Indonésia. Para complicar a situação, muitos bumiputra estão migrando para o Oeste da Malásia por razões educacionais ou econômicas, onde é especialmente difícil para eles permanecerem fiéis à fé cristã. 

Os cristãos malaios ex-muçulmanos completam a imagem da igreja na Malásia. Esses cristãos enfrentam um alto nível de perseguição, uma vez que eles não apenas deixam a fé, pois essa decisão é vista como traição contra a própria etnia e nação. 

Conversão religiosa ligada à etnicidade 

Cada malaio tem uma carteira de identidade emitida pelo Departamento Federal de Registro na qual a religião é marcada. Uma vez que um cidadão é registrado como muçulmano, isso só pode ser mudado após longos processos judiciais – com poucas chances de sucesso. A Malásia parece ser o único país no mundo onde conversão religiosa altera a etnicidade também. Há relatos de casos de filhos de nativos convertidos que repentinamente professaram ser malaios muçulmanos, sendo que sua etnia real é outra. Quando perguntados por que fizeram isso, responderam: “Porque nossos professores muçulmanos nos falaram para fazer”. O Departamento de Registro também emite certificado de óbito. Se a carteira de identidade do morto o identifica como muçulmano, as autoridades informam os líderes muçulmanos. Se os ritos de velório não são realizados em conformidade com o islã, as autoridades muçulmanas têm o direito de tirar o corpo da família não muçulmana para que rituais islâmicos sejam realizados. 

Cristãos ex-muçulmanos podem ser forçados a se divorciar e assim perderem seus direitos. Fazer um batismo, casamento ou funeral cristãos pode ser muito difícil ou mesmo impossível. Os convertidos podem ser isolados das famílias, expulsos de casa ou enviados para campos de purificação (ou reeducação) islâmica. Filhos de convertidos precisam participar das aulas de islamismo na escola e há relatos de que são pressionados a se converter ao islã. 

Alguns cristãos de tribos indígenas voltam ao islamismo porque são enganados. Para receber ajuda financeira do governo, alguns deles entregaram a carteira de identidade e assinaram um formulário sem saber que era uma declaração de conversão ao islamismo. Quando receberam seu documento de volta, perceberam que a religião havia sido mudada. Quanto tentaram reverter isso, o Departamento Federal de Registro disse que só poderia mudar com aprovação dos tribunais da sharia (conjunto de leis islâmicas), o que seria impossível de obter. 

A Constituição da Malásia define “malaio” como um seguidor do islamismo. Todo cidadão da etnia malaia é, portanto, entendido como muçulmano. 

Para as minorias religiosas, um ponto de tensão acontece na reivindicação de custódia em casos de divórcio entre religiões diferentes. A fim de reivindicar a custódia com sucesso, o parceiro que geralmente a perde (quase sempre o marido), converte-se rapidamente para o islamismo e apresenta um pedido aos tribunais que seguem a sharia (conjunto de leis islâmicas), que confiam a custódia à parte muçulmana. Em teoria, os tribunais civis estão acima dos tribunais islâmicos, mas, na prática, casos de divórcio com frequência não são decididos pela corte civil, mas pela da sharia (se um dos pais se converter ao islã), já que a polícia considera mais fácil deixar a decisão por conta deles. O governo prometeu encontrar uma solução para esse problema, mas falhou em conseguir. 

Aumento da islamização 

A islamização da sociedade está aumentando, embora essa questão não seja necessariamente uma questão política. Há também mais restrições que afetam os não muçulmanos. Por exemplo, durante o Ramadã (período de oração e jejum para os muçulmanos), as cantinas não servem comida a não muçulmanos. 

Os convertidos são o grupo que enfrenta a perseguição mais forte, já que todos os malaios étnicos são considerados muçulmanos. Quem se afasta disso não está indo apenas contra a Constituição, mas também contra a sociedade em geral e, claro, contra a família e a comunidade. Na verdade, todos os cristãos são observados tanto pelas autoridades como pelas ONGs, mas o foco mais forte é contra grupos protestantes não tradicionais, pois esses tendem a ser mais ativos em testemunhar sobre a fé.  

Quando a conversão ao cristianismo se torna conhecida na Malásia, o cristão é geralmente denunciado às autoridades islâmicas ou simplesmente expulso da comunidade. Cristãos de origem muçulmana são excluídos da família e é um problema para o cônjuge não muçulmano pedir a custódia dos filhos. No entanto, há casos em que cristãos de origem muçulmana são aceitos pela família, que vem a conhecer Cristo também. Para os cristãos de origem hindu ou budista, a pressão vem mais da família, pois o governo está mais preocupado com a conversão de muçulmanos.  

Embora o Estado seja secular por definição, o islamismo tem uma forte influência na vida cotidiana, como no sistema legal e nas instituições políticas do país. Essa influência está crescendo, o que significa grande desvantagem para a minoria não muçulmana. 

Além disso, todas as crianças em escolas primárias são obrigadas a receber a educação islâmica. Nas escolas estaduais, os estudantes, incluindo cristãos de origem muçulmana, devem participar de aulas islâmicas. 

Etnias e desigualdade de renda 

Pouco mais da metade da população é etnicamente malaia, cerca de um quarto é de origem chinesa, 11% são indígenas e cerca de 7% têm ascendentes indianos. O país viveu sérios conflitos étnicos em 1969, que ainda estão vivos na memória da população. A maioria dos malaios étnicos são muçulmanos e, juntamente com os povos indígenas (que muitas vezes não têm educação e vivem no Leste da Malásia), gozam de uma política que lhes dá vantagens nas decisões relativas a cotas, subsídios, empréstimos e benefícios fiscais. 

A COVID-19 aumentou o nível de pobreza nas regiões indígenas da Malásia Oriental mais do que na península, embora o impacto econômico seja fortemente sentido lá também. Portanto não é surpreendente que a Malásia tenha o terceiro maior coeficiente GINI (que mede a desigualdade de renda), depois das Filipinas e Papua Nova Guiné, segundo dados do Banco Mundial. Há também uma taxa surpreendentemente alta de crianças desnutridas e atrofiadas. A maioria delas é da etnia bumiputra que vive no Leste da Malásia.  

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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