Governo de Mianmar não consegue dar continuidade a processo de paz

Minorias étnicas seriam as maiores beneficiadas, porém diante de tantos desafios, isso parece não ter mais prioridade

Devagar e constante, o governo de Mianmar tem perdido o seu caminho. A paz e reconciliação com as minorias étnicas e insurgências parecem mais distantes do que nunca, como comentado no site The Irrawaddy. A afirmação foi feita porque, quando a Liga Nacional pela Democracia, sob o comando de Aung San Suu Kyi, foi eleita ao governo em 2015, havia muita esperança no país de que um verdadeiro processo de reconciliação pudesse ter início.

A comunidade internacional compartilhou de altas esperanças também. Hoje, entretanto, não apenas o processo de paz política (chamada Panglong) é um impasse, mas o governo enfretna uma série de outros desafios ao mesmo tempo.

Entre eles, a minoria muçulmana Rohingya está desabrigada; um novo grupo insurgente budista, chamado Arakam Army, apareceu no estado de Arracão; manifestações despontaram quanto a construção de estátuas representando o general Aung San nos estados de Mon, Kachin, Chin e Kayah. Esse último se tornou ainda pior já que as forças de segurança do governo reagiram com mão pesada, mostrando às minorias étnicas que todo o processo de paz pode muito bem acabar sendo sufocado pelo nacionalismo birmanês.

A paz, sem falar no federalismo, pode ter sido apenas uma ilusão no final de tudo. As minorias étnicas cristãs também são afetadas por tudo isso. Um exemplo disso é que radicais budistas alegam que ONGs perturbam a paz e arriscam inflamar tensões políticas quando provêm comida e alívio para minorias étnicas.

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