Carinho e ânimo para viúva de pastor

No dia 16 de junho, o pastor Israel Okhouya, 43 anos, fundador da Igreja Evangélica Vida Abundante, faleceu em consequência dos ferimentos causados em ataque que sofrera dois dias antes.

No domingo 14 de junho, por volta das 20 horas, o pastor Israel foi atacado por 30 jovens armados com facões, machados e varas no município de Gauraka, Estado de Niger.

O pastor e um dos membros de sua igreja, Musa Imadegue, foram agredidos enquanto se dirigiam ao gabinete do chefe do distrito, para resolver um impasse entre Musa e Umaru, o proprietário da casa onde mora.

Musa conseguiu escapar do assalto, mas o pastor Israel precisou ser levado ao hospital.

Origem do conflito
 
Musa e Umaru se desentenderam depois que uma mangueira que Musa usava para limpar a casa estourou. Como a mangueira era da propriedade alugada, Umaru exigiu que fossem pagos 13 mil nairas (aproximadamente R$ 150). Umaru ameaçou matar Musa se ele não pagasse a dívida.

Assustado, Musa foi pedir proteção à polícia, mas ela negou. No mesmo dia, Umaru levou-o à mesma delegacia, e abriu um processo contra ele. Musa foi detido imediatamente.

No dia seguinte Musa telefonou para seu pastor, Israel, pedindo ajuda. O pastor pagou a fiança para libertar Musa.

O pastor resolveu levar a questão ao chefe do distrito. Os dois estavam a 500 metros da casa do pastor quando foram detidos por Umaru e mais 30 jovens armados. Foi então que o ataque aconteceu.

O pastor, sangrando, conseguiu andar de volta para sua igreja, e gritou por ajuda. Alguns vizinhos cristãos ouviram os gritos foram socorrê-lo e o levaram ao hospital de Gauraka.

Por causa da gravidade dos ferimentos, o pastor Israel foi transferido para o hospital de Suleja, a 20 km de distância. De lá, ele foi transferido para o hospital nacional de Abuja, e depois para o hospital Gwagwalada, também em Abuja. Mas ele faleceu em 16 de junho.

Visita à viúva

Isaque*, colaborador da Portas Abertas, foi visitar a viúva Edet Okhouya, 38 anos.

Quando ele chegou, a casa estava cheia de pessoas, chorando a morte do pastor. “Ficou evidente que ele era uma pessoa muito querida”, Isaque comentou.

Em meio às visitas, Isaque tentou conversar com a viúva e orar por ela. Edet agradeceu a visita, dizendo:

“Obrigada por ter vindo até aqui por empatia a mim e à igreja do meu falecido marido. Não vou poder agradecer o suficiente por esse gesto carinhoso. Estou feliz em saber que pessoas estarão orando por mim, como você disse. Por favor, preserve esse gesto de amor. O Senhor abençoará você e esse ministério. Ore por mim, para que eu seja capaz de perdoar verdadeiramente os assassinos do meu marido. Não é fácil. Agradeça às pessoas da Portas Abertas por mim. Aprecio muito sua preocupação comigo.

Meu marido está com o Senhor Jesus. Ele foi uma pessoa que amou o Senhor profundamente e que sempre desejou coisas boas para os membros de sua igreja. Ele morreu lutando pelos direitos de um irmão. Ele sacrificava seu tempo em benefício dos outros. Por algumas ocasiões, ele passava noites em claro, intercedendo pela igreja e pelos membros. Ele passava muito tempo estudando a Palavra. Vou sempre me lembrar de que Israel consultava primeiro o Senhor antes de qualquer decisão que ele fosse tomar. Israel me animava a escutar o que Deus queria, e não o que nós queríamos.”

*A CAMPANHA DE CARTAS REFENTE A ESTE ARTIGO ESTÁ ENCERRADA !!!*