Jovem cristão é excluído por família no Marrocos

No Marrocos, onde quase 0,1% da população é considerada muçulmana, pequenas igrejas domésticas se reúnem e adoram a Deus em segredo. Entre os membros dessas comunidades de fé está Omar (pseudônimo), um homem de 30 anos que decidiu seguir a Jesus há 14 anos. Ele foi transformado radicalmente pelo amor de Deus. “Antes eu estava confuso, não conhecia a verdade. Eu também era um menino tímido e medroso. Agora Deus me deu muita coragem, por exemplo, para falar sobre Jesus. Isso não vem de mim, Deus está me usando e me deu os talentos que uso no ministério”, reconhece Omar.
O questionamento e a conversão
Criado no islã, Omar frequentava a mesquita diariamente com o pai e memorizou diversas passagens do Alcorão. Contudo, uma dúvida inquietava seu coração. “Em um certo momento, perguntei ao meu pai por que Deus não gostava de cristãos e judeus. Por que ele só ama bons muçulmanos?” A resposta evasiva do pai apenas o motivou a buscar respostas por conta própria.
Aos 16 anos, ao ler o versículo de João 3.16 na internet, ele encontrou a resposta que procurava: Deus ama o mundo inteiro. Omar manteve sua nova fé em segredo por um ano, mas seu irmão descobriu um perfil falso dele no Facebook, onde falava sobre Jesus. Por consequência, sua família o expulsou de casa, deixando-o temporariamente desabrigado até encontrar refúgio em casas de apoio e, posteriormente, ser acolhido por um pastor local.
Em busca de comunhão
“Quando me tornei cristão, achava que estava sozinho. A primeira vez que conheci um grupo de cristãos, vi uma grande oportunidade de crescer. Foi e ainda é maravilhoso adorar a Deus com outros cristãos”, conta Omar.
Esse sentimento é muito comum no Marrocos, onde novos convertidos frequentemente precisam viver a fé sozinhos no início de sua conversão, por causa dos riscos e da perseguição. Com o passar do tempo, Omar descobriu que havia outros cristãos de origem muçulmana e que ele não estava sozinho. Isso impactou profundamente sua jornada na fé.
Ministério e reconciliação
Omar utilizou seus estudos em audiovisual para criar um canal nas redes sociais onde discute a fé cristã abertamente, embora use um pseudônimo. Ele oferece respostas a muçulmanos curiosos por meio de apologética, testemunhos e ensinos bíblicos, sempre de forma respeitosa e sem criticar o islã.
Além do trabalho online, ele viaja pelo país para visitar cristãos isolados e preparar novos convertidos para o batismo. “Sinto o amor de Deus quando falo sobre ele”, afirma. Com o tempo, ele também viveu um milagre pessoal: oito anos após sua conversão, seu pai pediu perdão pela expulsão e o relacionamento familiar foi restaurado.
Para Omar, o maior desafio atual da igreja marroquina, composta por cerca de seis mil fiéis que se reúnem em salas de estar, é a união entre as denominações. Ele acredita que os cristãos precisam sair das sombras e aproveitar as oportunidades atuais. Apesar do risco constante, ele permanece firme em sua missão: “Nós, cristãos, recebemos a luz; não devemos escondê-la na escuridão”.
DIP 2026: clame pela igreja no Marrocos
Durante o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2026, igrejas em todo o Brasil estarão unidas em oração por cristãos do Norte da África, assim como Omar, e Oriente Médio. Organize o DIP 2026 em sua igreja e mobilize outras pessoas a intercederem por nossos irmãos que enfrentam pressão e violência por amarem a Jesus.
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