Prisioneiros cristãos são espancados e passam fome

| 22/07/2004 - 00:00


Dr Oscar Elias Biscet, prisioneiro cristão, não está recebendo comida das autoridades há quase três semanas. Os oficiais estão até prevenindo outros prisioneiros de dividirem comida com ele, de acordo com uma declaração vinda de sua esposa.

Na carta, ele diz: "Desde o dia 17 de junho, não tenho recebido qualquer comida, o que tem forçado a uma greve de fome. Ninguém me explicou o motivo disso, nem mesmo o motivo da prisão".
Dr Oscar e o diretor da prisão entraram em um acordo onde em que ele foi primeiramente transferido de uma solitária para uma cela comum, sendo assim ele não estaria sendo forçado a comer no refeitorio, onde segundo ele, "a higiene é inadequada, os prisioneiros freqüentemente entram em confrontos e a comida não é preservada de maneira apropriada".

Mesmo levando isso em conta, Dr Oscar continua sendo alvo. Ele explica: "Essa nova represália está direcionada somente contra mim já que existem outros prisioneiros que se recusam a comer no refeitório passando a receber a comida na própria cela".

De acordo com a sua esposa, Elsa Morejon Hernandez, Dr Oscar já perdeu bastante peso e seus dentes estão se deteriorando por causa da falta de atenção médica apropriada.

Elsa Hernandez também afirma que Dr Oscar, que fez 43 anos de idade no dia 20 de julho, teve autorização de somente duas visitas de seus familiares desde janeiro e também não está autorizado e fazer telefonemas.

Ele tem sido mantido em uma cela sem janelas jundo com outros doze prisioneiros, sendo que alguns deles estão cumprindo pena de até 65 anos de prisão por crimes violentos. Não há ventilação e não existe colchão e água potável.

Dr Oscar foi sentenciado com uma pena de 25 anos de prisão, de acordo com o Artigo 91 da Constituição Cubana, no dia 07 de abril de 2003, seguindo uma linha dura para com os ativistas de direitos humanos em todo o país. Sua detenção foi uma das muitas designadas semelhantemente para acabar com um crescente movimento pró-democracia de direitos humanos que ganhara apoio e atenção internacional.

A prática da Segurança do Estado de Cuba de confinar os prisioneiros de todas as categorias têm sido condenado veementemente por grupos de direitos humanos dentro e fora de Cuba. Vários relatos sugerem que prisioneiros comuns são freqüentemente incentivados por oficiais para abusarem dos prisioneiros como Dr Oscar.


Agredido por pedir cartas

Outro prisioneiro cubano foi covardemente agredido e torturado por guardas da prisão no início dessa semana, depois de entrar em contato com os oficiais para que ele pudesse ter acesso às suas cartas e cartões em solidariedade vindo de todas as partes do mundo.

Depois de ser jogado ao chão, chutado e espancado, Jorge Luis Garcia Perez, também chamado de Antúnez, preso há quatorze anos, reconhecido pela Anistia Internacional, teve seus dois braços algemados e puxados em direções opostas, resultando em sangramento no pescoço e dificuldades em respirar.

O ataque aconteceu durante uma visita de parentes, incluindo sua irmã, que disse que quase foi agredida nas costas e no pescoço quando tentava intervir em favor de seu irmão.
Jorge Luis tinha pedido para que os oficiais da prisão passassem para ele as cartas e cartões que ele recebera. Mas o oficial recusou.

O ataque começou quando Jorge Luis questionou as ações dos oficiais e não permaneceria calado com a injustiça que ele está sofrendo.

Aos 26 anos de idade, e preso desde 15 de março de 1990 acusado de "propaganda inimiga verbal" por se manifestar em voz alta: "Não queremos o comunismo; precisamos de reformas!" em praça pública durante a inauguração do Quarto Congresso do Partido Comunista de Cuba. Ele foi sentenciado há cinco anos de prisão. Dentro da prisão ele foi agredido pelos guardas várias vezes devido suas recusas em participar da "reeducação Marxista".

 


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE