CMI e Vaticano devem trabalhar juntos contra intolerância religiosa

| 15/11/2004 - 00:00


Estamos preparados para lutar contra a intolerância religiosa, afirmou o reverendo metodista Samuel Kobia, secretário geraldo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), no encontro com lideranças religiosas afrobaianas, durante visita oficial à capital da
Bahia.

Mais tarde, no contato que manteve com o arcebispo primaz do Brasil, cardeal dom Geraldo Magela, também presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Kobia disse que o CMI e o Vaticano podem e devem trabalhar juntos para vencer a intolerância religiosa em todo o mundo, promovendo a fraternidade entre os povos.

Quanto ao sincretismo religioso bastante acentuado na capital baiana, Kobia assinalou que não se trata de fazer uma mistura de religiões diferentes, mas de respeitar as diversas manifestações religiosas dos diversos povos.

Por várias vezes, o reverendo Samuel Kobia, 57 anos, manifestou sua
satisfação diante do que ele chamou de ecumenismo vivo, cheio de energia constatado nos encontros com lideranças religiosa de diversos matizes e denominações, em sua visita a Salvador.

Kobia também saudou a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e as
entidades do movimento social representadas nos encontros que teve em
Salvador. A pobreza não é só uma questão econômica. É também uma questão de fé, afirmou.

O líder ecumênico sustenta que em meados do século XXI a força da economia mundial terá se deslocado para o hemisfério Sul. O mesmo vai acontecer com o cristianismo, cujo centro se deslocará da Europa para o Sul.

O secretário geral do CMI observou que existe violência em todos os níveis da sociedade e que a humanidade vive num mundo dominado pelo medo. O mundo, disse, teme os EUA, teme sua política de "ataque preventivo". Os americanos, por sua vez, temem o resto do mundo, lamentou.

A identidade, assinalou, é vista, em termos religiosos, como fonte de
conflito. Os palestinos são um povo que se sente humilhado há séculos e isso faz com que se sintam preparados para praticar qualquer coisa. As bombas humanas mostram isto, apontou.

Integraram a comitiva do CMI, além de Kobia, o bispo metodista argentino Aldo Etchegoyen, integrante do Comitê Central do organismo ecumênico; a pastora Marilia Schüller, brasileira, metodista, coordenadora do Programa de Combate ao Racismo do CMI; Marta Palma, chilena pentecostal, secretária para a América Latina do CMI; e Juan Michel, argentino, da Igreja Evangélica do Rio da Prata, assessor de Comunicação do CMI.

A visita de Kobia ao Brasil está vinculada à realização da IX Assembléia do CMI em Porto Alegre, de 14 a 26 de fevereiro de 2006. O tema do evento proclama Deus, em tua graça, transforma o mundo.

Fundado em 1948, o CMI congrega 342 igrejas cristãs de mais de 100 países, representando cerca de 400 milhões de fiéis de todo o planeta. Samuel Kobia foi eleito secretário geral em setembro de 2003 e ele é o primeiro africano a ocupar o cargo mais alto do organismo ecumênico internacional.


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