Um mês após terremoto, agências da ONU seguem sem receber doações

| 12/11/2005 - 00:00


Um mês após o terremoto no Paquistão, a falta de dinheiro é o principal problema que a ONU enfrenta para ajudar os milhões de desabrigados pela tragédia.

Até o momento, as agências da ONU receberam menos de 15% dos recursos solicitados, que totalizam US$ 550 milhões e com os quais, durante os próximos seis meses, pretende-se ajudar milhões de paquistaneses.

Ainda não temos o dinheiro necessário. Precisamos de dinheiro efetivo, afirmou a porta-voz do Escritório de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) em Genebra, Elisabeth Byrs, segundo a qual para novembro são necessários US$ 42 milhões.

Byrs disse que, da quantia total solicitada pela ONU, dispõe-se efetivamente de US$ 85 milhões, enquanto outros US$ 49 milhões são promessas, e isso é menos de 15% do total pedido, ao mesmo tempo que lembrou que ainda não se está na fase de reconstrução, mas de salvação de vidas.

O tremor que atingiu o norte do Paquistão e, em menor medida, áreas fronteiriças da Índia e do Afeganistão causou a morte de quase 80 mil pessoas no país, além de haver deixado sem lar outros 3,5 milhões e mais de um milhão sem emprego.

Até o momento, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) recebeu 14% dos US$ 100 milhões solicitados para postar cerca de 30 helicópteros destinados a levar não só ajuda alimentar, mas também todo tipo de assistência, assinalou a porta-voz da agência, Christiane Berthiaume.

Segundo ela, a ajuda recebida está longe de ser suficiente.

Como exemplo, citou o fato de que o aluguel de um helicóptero de mercadorias, como o russo MI-26, custa US$ 11 mil a hora.

O PMA dispõe de 17 helicópteros no local, mas sua porta-voz afirmou que não são helicópteros que faltam, mas dinheiro para fazê-los voar.

Em uma situação similar se encontra o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), que precisa com urgência para novembro de US$ 18 milhões, destinados a assistir cerca de 150 mil pessoas instaladas em 30 acampamentos de refugiados.

Um de seus porta-vozes, Jennifer Pagonis, ressaltou hoje que um mês depois do terremoto e com o inverno se aproximando, nos preparamos para um novo êxodo de pessoas procedentes de lugares afastados a que começamos a ter acesso depois da limpeza de algumas estradas.

Mas, acrescentou, as necessidades são imensas e os recursos mínimos. Continuamos buscando recursos adicionais, mas nossos esforços esbarram na falta de verbas.

Pagonis disse que as estradas abertas ao tráfego, algumas delas com o apoio dos militares postados pela Otan, lhes permitirá levar ajuda a essas áreas, como a do vale de Khagan, por cujas estradas já se pode circular desde o fim de semana passado.

O administrador do vale de Khagan nos pediu a instalação de quatro ou cinco acampamentos adicionais para acomodar mais vítimas da catástrofe.

O Acnur dispõe de 30 caminhões no local que são carregados em Islamabad e, de lá, viajam aos acampamentos levando assistência.

Pagonis explicou que há 18 acampamentos de deslocados que ajudam 32 mil pessoas e que foram instalados com a ajuda do Governo paquistanês.

Mas, além desses acampamentos, há outros que se estabeleceram de forma espontânea nos quais as condições variam muito, informou a porta-voz, segundo a qual as autoridades paquistanesas solicitaram ao Acnur que ajude seu Exército na instalação desses assentamentos, especialmente na área de Muzafarabad.

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