Bispo chinês desaparece e mais um padre é detido

| 09/01/2006 - 00:00


As autoridades chinesas prenderam outro padre católico da igreja clandestina na província de Hebei, e um bispo clandestino desapareceu, segundo informou a Fundação Cardeal Kung.

O padre Wang Wenzhi foi detido em 11 de dezembro, e permanece preso desde então. Segundo a fundação, as autoridades locais estão evidentemente tentando convencer o padre a aceitar a autoridade da Associação Patriótica Católica, patrocinada pelo governo.  O padre Wang é o responsável pela diocese de Yongnian; durante esse período na prisão, ele celebrou o 20º aniversário de sua ordenação.

Enquanto isso, o bispo Han Dingxiang, líder da diocese de Yongnian, foi levado pelas autoridades para um local desconhecido. Desde que foi detido em 1999, o bispo tem sido mantido em Yongnian. Apesar de não ter permissão para manter qualquer contato com seus parentes ou com os fiéis da igreja clandestina, ocasionalmente ele podia ser visto pelas janelas do prédio onde ele era mantido. Mas agora os católicos da diocese de Yongnian dizem que o bispo foi transferido daquele aposento, e que eles não sabem de seu paradeiro.

O bispo Han Dingxiang, que tem 66 anos, está preso há mais de 20 anos. Acredita-se que sua saúde esteja debilitada. Ele é um dos três bispos da igreja clandestina - todas de dioceses da província de Hebei - que estão desaparecidos. O bispo James Su Zhimin, de Baoding, desapareceu em 1996; o bispo Francis An Shuxhin, um auxiliar da mesma diocese, não é visto desde sua prisão em 1997.

Durante o ano passado, a Associação Patriótica Católica conduziu uma campanha agressiva para obter o controle da igreja clandestina em Hebei. A província, nas cercanias de Pequim, é o mais ativo centro de atividade da igreja clandestina católica na China. Alguns analistas acreditam que os líderes da Associação Patriótica em Hebei são motivados não apenas pela hostilidade para com a igreja clandestina, mas também por sua determinação em frustrar os esforços de líderes nacionais em Pequim para estabelecer relações diplomáticas com a Santa Sé.

Em julho, um grupo de católicos enviou uma petição para o presidente chinês Hu Jintao queixando-se de que a perseguição à igreja clandestina em Hebei estava minando a tentativa do governo de construir "uma sociedade harmoniosa" e demonstrando "uma mentalidade ainda arraigada à época da Revolução Cultural". O protesto foi encaminhado a Wang Zhenguo, um administrador de assuntos religiosos, o principal organizador dos esforços repressivos contra a Igreja em Hebei.

Durante o ano de 2005, as autoridades de Hebei prenderam o bispo Jia Zhi Guo, da diocese de Zheng Ding, em três ocasiões distintas. A polícia prendeu o bispo Yao Ling, de Xiwanzi, em março, e levou dezenas de padres da igreja clandestina sob custódia em batidas durante o ano. Na maioria dos casos, os clérigos presos foram libertados após alguns dias, depois de serem pressionados a cooperar com a Associação Patriótica.


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