Sacerdote italiano é seqüestrado na ilha Mindanao

A Conferência de Bispos Católicos das Filipinas implorou ao grupo que seqüestrou um sacerdote italiano no domingo para que o liberte imediatamente, segundo informações da imprensa local. Giancarlo Bossi, de 57 anos, foi capturado por um grupo de dez homens armados quando andava de moto por Mindanao, a maior e principal ilha do sul das Filipinas, na aldeia de Bulawan, província de Zamboanga Sibugay.

Imploramos aos seqüestradores: por favor, libertem o missionário. Nós rezamos para que o libertem o mais rápido possível, de modo que possa retornar para ajudar nosso povo, afirmou o porta-voz da organização, Pedro Quitorio.

Nossas forças seguem o rastro dos seqüestradores do padre Bossi, e acreditamos que continuam na região de Sibugay, afirmou hoje o superintendente da Polícia Francisco Cristóbal.

Ninguém reivindicou a autoria do seqüestro nem pediu resgate por sua libertação, segundo o comandante-geral Nehemias Pajarito. Os investigadores atribuíram o crime a ex-membros dissidentes da Frente Mouro Islâmico de Libertação (MILF). O principal suspeito é Abdusalam Akiddin, conhecido como comandante Kiddie,  que se separou do grupo MILF.

A MILF, principal movimento rebelde do sul das Filipinas, negou qualquer envolvimento do seqüestro e ofereceu ajuda ao governo.

O padre Giancarlo Bossi trabalha como missionário na região há 10 anos, sob a direção do Instituto Pontifical das Missões Estrangeiras (PIME). Trata-se do terceiro sacerdote italiano seqüestrado nesta região de Mindanao em nove anos.

Primeiro foi o padre Luciano Benedetti, em 1998, em Sirawi, um seqüestro que durou dois meses. Depois veio o rapto de Giuseppe Pierantoni, em Dimataling, em 2001, cujo cativeiro durou seis meses.