Perseguidos e aprisionados na China moderna

| 09/07/2007 - 00:00


É comum ouvirmos dizer que a China mudou e está melhor para os cristãos. Apesar de o governo estar mais tolerante ao cristianismo nos dias de hoje, há muitos irmãos enfrentando tempos difíceis, como é o caso de Chen Hongxian e sua família.

O marido dela, o pastor Zhang Rongliang, foi preso com base em evidências e fatos ambíguos, sem ter tido a chance de passar por um julgamento justo.

Zhang foi condenado em julho do ano passado a sete anos e meio de prisão por supostamente atravessar a fronteira ilegalmente portando um passaporte falso.

Líder do movimento de igrejas domésticas na China, Zhang foi preso sem qualquer acusação em 1 dezembro de 2004. Ele já havia sido preso cinco vezes antes desta condenação. No total passou 12 anos na prisão.

As autoridades negaram a Chen a possibilidade de visitá-lo por quase um ano. Ela só foi autorizada a vê-lo antes dele (que sofre de diabetes, pressão alta e artrite) ser hospitalizado, no final de 2005.

Guardas censuram conversas

Desde setembro de 2006 ela o tem visitado uma vez por mês. Cada encontro de 30 minutos é feito na presença dos guardas, que acompanham atentamente cada conversa e decidem quais palavras não podem ser ditas.

As condições na prisão são duras e nem um pouco saudáveis. Zhang e outros 20 prisioneiros dividem uma pequena cela, sem camas ou banheiros. E eles só saem da cela uma vez ao dia.

As autoridades também estão de olho em Chen e em seus dois filhos, uma vez que ambos trabalham no ministério evangélico.

Um dos filhos é pastor e o outro um importante líder, mas desde a prisão do pai eles estão sendo perseguidos pela polícia e forçados a se esconder.

Chen vive vigiada. Antes e depois das visitas que ela faz ao marido, ela passa por um interrogatório. Os policiais sempre perguntam se ela sabe quando os filhos voltarão para casa. Por isso Chen precisa tomar muito cuidado para fazer contato com os filhos.

Testemunhando aos colegas de cela

Inicialmente, apesar da cela fisicamente lotada, Zhang ficou só. Ele ficou longe dos demais colegas porque não havia outros cristãos.

Zhang sempre passa um tempo orando, escrevendo suas memórias, evangelizando e quando permitido, lendo a Bíblia. Logo ele passou a fazer amizades na prisão. Cerca de 40 a 50 pessoas vieram para Cristo desde que ele chegou lá.

Um dos que vieram para Cristo foi um prisioneiro, prestes a ser executado, que escreveu para a mãe dizendo: “Estou indo para o céu e espero por você lá porque acredito em Jesus”.

Zhang passou a ser o líder a cela, uma posição que o permite entrar em outras celas para evangelizar.

Alguns encarcerados já foram até mesmo batizados. “Nós trazemos a eles hinários e suco de uva para nos comunicarmos com os presos”, disse o pastor.

Companhia constante

Apesar de a família estar separada, Deus tem estado na companhia deles todo o tempo, em meio às dificuldades. “Os cristãos são chamados a carregar a Cruz ao Calvário”, disse Chen.

Quando Zhang foi preso, ela ficou ansiosa. “Mas depois de uma noite de oração, recebi o poder de Deus e me senti bem”, contou.

De fato, ela só aceitou a Jesus como seu Salvador um pouco depois da primeira prisão de Zhang. Agora toda a família pertence a Jesus e o serve.

Chen consegue encontrar alegria em lugares inusitados. Certa vez, quando foi visitar o marido, os oficiais da prisão quiseram tirar uma foto do casal, ela sorriu e disse: “Zhang não tem muito tempo para a família e nós não tínhamos uma foto juntos!”. Ela ficou muito feliz com a foto feita na prisão.


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