Saiba como foi o protesto pelos refugiados norte-coreanos

| 05/12/2007 - 00:00


No último sábado, dia 1º de dezembro, o Brasil esteve entre os países que participou do "Protesto Internacional Contra o Tratamento Violento Dispensado aos Refugiados Norte-Coreanos na China". Manifestações e vigílias de oração foram realizadas nas representações diplomáticas chinesas em países como Austrália, Canadá, Bélgica, França, Alemanha, Holanda, Japão, Noruega, Polônia, Estados Unidos, Coréia do Sul e Reino Unido.

A manifestação que os cristãos realizaram em Washington DC, sede do governo norte-americano, obteve forte repercussão na televisão e jornais chineses. Isso demonstra que parte do objetivo de mostrar que estamos cientes das violações cometidas foi cumprido.

No Brasil, as manifestações ocorreram nos consulados Rio de Janeiro e de São Paulo. Cerca de 200 pessoas também enviaram emails de protesto para o Embaixador chinês Chen Duqing, que fica em Brasília (DF). A campanha por email continua, veja o modelo abaixo.

Relato

No Rio de Janeiro, a concentração começou às 8h40 numa praça próxima ao Consulado da China. Foram confeccionadas faixas de protesto e distribuídos folhetos entre os participantes e pessoas que passavam pela rua.

Foram utilizadas quatro faixas no protesto: duas foram usadas nos faróis de trânsito próximos ao consulado e as outras duas na calçada do consulado.

Os participantes que não estavam segurando as faixas se posicionaram nos arredores do consulado com os folhetos para que as pessoas abordadas entendessem o objetivo da manifestação e também participassem com o envio de e-mails, como sugeria os panfletos entregues.

”Muitas pessoas ficaram interessadas em ouvir explicações sobre o protesto e quase todos que aceitaram a explicação apoiaram o manifesto. Foram cerca de 400 pessoas abordadas e 320 panfletos distribuídos”, conta a participante Izabela Gomes.

A mobilização em São Paulo, começou um pouco mais tarde, das 10h ao meio-dia. A polícia esteve todo o tempo em frente à Embaixada da China, porém a manifestação foi pacífica e proveitosa.

“Tivemos a oportunidade de conscientizar algumas pessoas que passavam pelo local. Essa conscientização se deu através de faixas e folhetos explicativos sobre o descumprimento do acordo com a ONU por parte da China. Nós encerramos a mobilização com uma oração em favor dos nossos irmãos norte-coreanos que estão na China e correm o risco de serem deportados e mortos”, conta Samanta Pimentel , coordenadora do underground.


Continue enviando seus emails ou fax de protesto. Saiba mais sobre a campanha aqui.

Brasília - Embaixada da República Popular da China
Fax: (0--61) 346-3299
E-mail: chinaemb_br@mfa.gov.cn
Site: www.embchina.org.br

Por favor, para que possamos quantificar o número de protestos, envie uma cópia da sua manifestação escrita para o email: mobilizacaocoreiadonorte@gmail.com

Se quiser, siga o modelo abaixo, mas, lembre-se: não mencione Portas Abertas.

Sua Excelência, o Senhor
Embaixador Chen Duqing,

De acordo com o Protocolo de 1967 relativo ao Estatuto dos Refugiados, da ONU, assinado pelo governo da República Popular da China, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) deveria ter acesso aos refugiados norte-coreanos que se encontram na China para protegê-los e ajudá-los a encontrar asilo em outros países como os EUA e a Coréia do Sul.

No entanto, o governo da República Popular da China tem enviado estes refugiados de volta à Coréia do Norte, onde eles enfrentam uma punição terrível, morte ou prisão por um longo período de tempo.

Temos conhecimento de que estas atitudes têm sido intensificadas enquanto a China se prepara para receber milhares de turistas e esportistas de todo o mundo para os Jogos Olímpicos de 2008, do qual será sede.

Esperamos ouvir em breve notícias de que as políticas de direitos humanos e os compromissos firmados em convenções internacionais pela República Popular da China estão sendo integralmente respeitados.

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Assinatura


Saiba mais sobre a situação deste país lendo o livro “Fuga da Coréia do Norte”, de Paul Estabrooks, que acaba de ser lançado pela Portas Abertas.


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