ONG: 2007 foi o pior ano para a liberdade de expressão no Egito

| 03/02/2008 - 00:00


A organização egípcia Rede Árabe para a Informação sobre os Direitos Humanos qualificou 2007 como o pior ano, desde 1952, para a liberdade de expressão no Egito, afirmou à Agência "Efe" o diretor do grupo, Gamal Gad.

Gad fez as declarações durante a apresentação, na semana passada, do primeiro relatório anual sobre liberdade de expressão e opinião no Egito, realizado pela organização que dirige.

Segundo o diretor, em 2007 ocorreu um grande número de processos judiciais contra jornalistas e repórteres - cerca de 1.500 casos, no total.

Gad afirmou também que surgiu o fenômeno de que qualquer cidadão pode denunciar diretamente um jornalista, e não a Procuradoria Geral, como acontecia até agora.

O diretor destacou que essa medida permitiu que pessoas consideradas famosas e poderosas no país possam denunciar os jornalistas.

Imprensa

Entre os casos, figuram os de quatro diretores de jornais opositores e independentes que estão sendo julgados, acusados de publicar falsas informações sobre a piora no estado de saúde do presidente Hosni Mubarak, entre outras denúncias.

Escritores egípcios, como a feminista Nawal El Saadawi e o ativista Saad El-Din Ibrahim também foram denunciados sob a acusação de difamar a religião e trair o país, e foram descritos como "desertores". 

Cinco integrantes de uma revista, Hassan Mohamed Ismail, Adib Ghobrial, Samir Fadel Ibrahim, Gamal Mohamed Abo Zeid e Mahmoud al-Afifi foram interrogados depois que a
revista em que trabalham "Egito First" publicou um  artigo que denunciava a perseguição aos cristãos ( leia mais).

Sem liberdade de imprensa

Em seu relatório, a ONG destaca que 2007 foi testemunha de violações da liberdade de imprensa eletrônica e de blogs, ilustradas pelas detenções e torturas contra seus autores, além do bloqueio das páginas na internet.

No ano passado ocorreu o primeiro julgamento contra um "blogueiro", o jovem egípcio conhecido pelo pseudônimo Karim Amre, que foi condenado a quatro anos de prisão por publicar informações contra o regime, consideradas difamatórias.

O relatório também dedica um capítulo para as violações registradas contra a criatividade artística no teatro, no cinema e na TV.

No capítulo, denuncia-se a censura de muitas cenas de filmes, documentários e telenovelas por "razões políticas, religiosas ou a respeito da moral".


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