Corte diz que atividade missonária é considera extremista

| 20/01/2004 - 00:00


O representante jurídico de Takhir Talipoc, um semeador de igrejas batistas de etnia tártara negou permissão de residência em Tatarstan devido a sua atividade de cunho evangélico em uma república de maioria muçulmana, o representante informou ao Forum18 NewsService que ele tem poucas chances de que o parecer da corte em manter a decisão seja negada.

Fyodor Dzyuba disse que não viu sentido em comparecer a audiência no caso de Tatarstan na Suprema Corte na capital Kazan no dia 10 de janeiro: Eu sabia de antemão que nós teríamos poucas chances. Tal veredito deve ser anunciado formalmente até o dia 20 de janeiro, acrescentou.

Em uma audiência de portas fechadas ocorrida no dia 1 de dezembro, a corte regional de Kazan defendeu a decisão do dia 13 de outubro do departamento de vistos e passaportes do Ministério do Interior de Kazan para não garantir a permissão de residência a Talipov, um residente letônio nascido na Rússia e que mora em Kazan desde 1992.

Para chegar a tal veredito, a corte regional concordou que o departamento de passaporte e vistos foi justificado legalmente em recusar o direito de residência a Talipov. Eles simplesmente confirmaram a decisão do departamento, comentou Dzyuba ao Forum18 em Kazan no dia 12 de janeiro.

O veredito declarou que as afirmações contidas na avaliação da FSB (antiga KGB) constituem base legítima para negar os direitos de residência. Em sua qualificação como um pregador batista, Talipov, tenta converter muçulmanos à sua fé, de acordo com a avaliação da FSB no dia 9 de outubro, ele comanda um grupo religioso financiado pelo centro clerical estrangeiro que não possui registro e funções legalmente. Assim como o FSB, a corte regional conclui a partir da análise que a atividade de Talipov e de certos membros de seu grupo religioso é considerada de caráter extremista e põe em ameaça a estabilidade da situação inter-étnica e interconfessional em Tatarstan.
 
Em seu recurso ocorrido no dia 11 de dezembro contra o veredito à suprema corte de Tatarstan, Dzyuba enfatizou que Talipov nunca esteve sob qualquer tipo de investigação criminal ou administrativa em qualquer corte.
Segundo Dzyuba, Talipov deixou a Rússia em direção à ex-república soviética Letônia no dia 25 de novembro.


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