Londrina celebra os 30 anos da Missão Portas Abertas

A Igreja Primeira Presbiteriana Independente de Londrina (PR) abriu ontem suas portas para receber irmãos comprometidos com a causa dos cristãos perseguidos para o culto de ação de graças em comemoração ao 30º aniversário da Missão Portas Abertas.

Cerca de três mil pessoas lotaram o Espaço Esperança e parte teve de assistir à comemoração por um telão. O louvor foi ministrado pela cantora Fernanda Brum, embaixadora da Igreja Perseguida, que entregou seu disco de platina conquistado com a venda de 150 mil unidades do CD “Profetizando às Nações”.

“Acredito em uma Igreja que ora. Acredito que a oração pode socorrer pessoas no mundo inteiro, precisamos nos comprometer com os nossos irmãos que estão sofrendo. Toda honra e glória sejam dadas ao Senhor. Isso aqui expressa o compromisso de 150 mil pessoas que dobram seus joelhos e oram pela Igreja Perseguida”, disse ela.

Aguinaldo Cajaíba, presidente da Missão Portas Abertas, foi quem fez a abertura do culto. “Gratidão é o que expressamos por esses 30 anos. Que a graça e o amor do Senhor se renovem e o nosso compromisso seja mantido com a tua palavra e o Corpo de Cristo.”

Uma trajetória de compromisso

Rodolfo Montosa, um dos pastores da igreja anfitriã, fez questão de destacar o engajamento de sua congregação desde a fundação da missão. “Londrina participa dessa história desde quando o irmão André veio pela primeira vez ao Brasil. Eu era um garoto, mas me lembro que houve um rebuliço na cidade.”

“Daquele dia em diante esta igreja se comprometeu com a Igreja Perseguida. Essas bandeiras (penduradas no teto, ver foto do local) significam o compromisso com essa obra”, explicou.

Não há como prever a perseguição

A celebração também contou com a presença do presidente da Portas Abertas Internacional, Johan Companjen, que alertou para o fato de que a ausência de perseguição hoje não traz nenhuma certeza para o dia de amanhã.

“Em 1972 eu era missionário no Vietnã com a minha esposa, tinha chegado com meus dois filhos pequenos e achava que passaria o resto da minha vida por lá, mas três anos depois eu fui expulso com outros 250 missionários e tive dois colegas pastores que passaram 13 anos em um campo de trabalhos forçados”, contou.

Durante a comemoração, Douglas Monaco, secretário geral da Missão Portas Abertas, que está há 22 anos engajado com esse ministério, fez questão de ressaltar os dois principais princípios que continuam a nortear a equipe brasileira: a irrevogável vontade de acertar e a certeza do chamado de Deus.

“Continuem a orar por nós e por esse trabalho, porque como diz em 2 Coríntios 12.26 “quando um dos membros do Corpo sofre, todos sofrem com ele”.