Uma batalha para evitar deportação de família paquistanesa

Líderes de igrejas se uniram em uma batalha para impedir que uma família de cristãos paquistaneses, que fugiu para a Escócia para escapar da perseguição de extremistas islâmicos, seja deportada.

Asad, Gullrukh Gul e os três filhos pequenos foram levados da casa deles em Glasgow para o Centro de Detenção Dungavel, no sul de Lanarkshire, na semana passada, a fim de serem transferidos para Yarl’s Wood, em Bedfordshire, em prosseguimento aos trâmites de deportação.

A família saiu de Lahore há quase um ano depois de ter sido perseguida por fundamentalistas islâmicos por causa da fé cristã.

O senhor Gul tinha a vida em perigo no Paquistão por imprimir literatura cristã e ser acusado de blasfemar contra o islã, uma ofensa punida com pena de morte.

Se ele for devolvido para o Paquistão será executado, os filhos dele, um com apenas 18 meses e os outros com três e cinco anos de idade, serão colocados sob os cuidados de uma família muçulmana.

União dos irmãos escoceses

As pessoas que apóiam a família, incluindo líderes e pessoas proeminentes de dentro da Igreja da Escócia, estão fazendo uma tentativa desesperada para impedir a deportação deles.

Eles dizem que um documento importante que não foi anexado junto ao pedido original da família para obter asilo no Reino Unido está agora disponível e deveria ser levado em conta antes de qualquer atitude do governo escocês. 

Membros da Igreja da Escócia estão pressionando o ministro da Casa Civil, Jacqui Smith, a intervir e interromper com os protocolos de deportação.

Apelo para que companhias aéreas não transportem a família ao Paquistão

Graeme Bell, o ministro de Igreja de Carnwadric, na comunidade de Kennishead, no sul de Glasgow, disse que a vida para os cristãos no Paquistão está ficando cada vez mais perigosa por causa do aumento do extremismo islâmico.

Ele disse: "Os cristãos estão ficando mais vulneráveis por causa do regime de militantes islâmicos. Nós estamos tentando fazer de tudo para que essa família não seja deportada. Eu escrevi para o ministro da Casa Civil e muitas pessoas estão enviando e-mails para as companhias aéreas pedindo para que eles não aceitem os integrantes da família como passageiros.”
 
A família está imensamente aflita. As crianças não sabem onde estão e se sentem realmente desorientadas e chateadas.

Outro líder cristão, Ian Galloway, que é influente na Igreja da Escócia e no Conselho da Sociedade, solicitou com urgência um reexame do caso da família.

O documento que os cristãos da Escócia alegam que deveria ser considerado é uma declaração de sustento da irmã de Gul, que obteve asilo na Inglaterra e vive prosperamente em Londres. Ela disse que não havia feito a declaração antes por causa de um engano ao providenciar os papéis. Ore por essa família.