Chineses apreendem mais de 300 Bíblias de cristãos americanos

Os americanos que tiveram as 300 Bíblias apreendidas durante os Jogos Olímpicos pertencem a um grupo chamado Visão Além Fronteira, responsável por propagar a religião católica distribuindo Bíblias e materiais com ensinamentos cristãos ao redor do mundo.

As Bíblias foram confiscadas do grupo ainda no aeroporto de Kunming, de acordo com Pat Klein, porta-voz do grupo. Ele confirmou que a intenção deles era distribuir os livros pela cidade.

Uma oficial chinesa negou o confisco das Bíblias. Ela afirmou que as autoridades estavam apenas cuidando do material e em seguida declarou que não estava autorizada a falar com a imprensa.

Um jornal estatal chinês noticiou mês passado a apreensão de 10 mil cópias da Bíblia, que seriam distribuídas na Vila Olímpica.

Só o livro oficial

A Bíblia só pode ser impressa por meio de supervisão do governo comunista. Oficialmente, a China é um país ateu que permite o uso da Bíblia apenas em igrejas pré-autorizadas pelo governo, geralmente localizadas em hotéis e freqüentadas por estrangeiros.

"Nós não estamos vendendo os livros. Nós os damos para as pessoas. Não viemos causar problemas. Apenas trazer as Bíblias para ajudar os chineses cristãos", disse Klein. De acordo com ele, as Bíblias haviam sido impressas no idioma chinês.

Klein disse que, segundo os oficiais, era permitido apenas um exemplar do livro por pessoa. Os oficiais ainda insistiram que os americanos deixassem o aeroporto. "Não iremos sem os livros. Custou dinheiro trazê-los até aqui", disse Klein.

Desrespeito e repressão

A China enfrenta uma rotina de críticas de desrespeito aos direitos humanos e repressão à liberdade religiosa. A prática religiosa é duramente regulada pelo Partido Comunista Chinês (PCC).

Um ativista cristão chinês foi detido no último dia 10 em Pequim, durante a semana de abertura dos Jogos Olímpicos, enquanto se dirigia para uma cerimônia religiosa na qual estaria presente o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush ( relembre).

Grupos de direitos humanos informaram que o ativista havia conseguido fugir e que estava escondido.