Suspeitos de crime em Malatya não comparecem ao julgamento

| 23/07/2009 - 00:00


Sob o pretexto de se recuperar do tratamento médico que recebeu no início do mês, um dos principais suspeitos no caso dos assassinatos de três cristãos em Malatya não compareceu ao tribunal pela segunda vez, protelando novamente o processo legal, afirmam os promotores.

Acompanhe o caso.

O jornalista Varol Bulent Aral, um dos suspeitos que incitou cinco jovens a assassinar brutalmente os cristãos turcos Necati Aydin e Ugur Yuksel e o alemão Tilmann Geske na editora Zirve, há dois anos, novamente não compareceu na audiência em 17 de julho.

Os três cristãos foram amarrados e torturados antes de serem assassinados no dia 18 de abril de 2007, na editora cristã onde trabalhavam. Os suspeitos Salih Guler, Cuma Ozdemir, Hamit Ceker, Abuzer Yildirim e o líder da gangue Emre Gunaydin foram pegos tentando fugir da cena do crime.

Aral entrou em uma instituição para tratamento mental alguns dias depois da última audiência em junho, e foi liberado do hospital da penitenciária Adiyaman no dia 8 de julho. No entanto, a polícia falhou em apresentá-lo ao tribunal no dia 17 de julho, alegando que ele estava se recuperando do tratamento.

Os promotores disseram que a razão pela qual a polícia não levou o suspeito da penitenciária em Adana para Malatya foi por causa da falta de fundos – apesar de que não houve nenhum problema em levá-lo para um tratamento para uma cidade de igual distância.

“Na última vez (em junho), eles disseram que não podiam trazê-lo por falta de fundos. Isso é inaceitável. Agora, da mesma forma, eles dão desculpas, dizendo que levaram o suspeito ao hospital. Parece que estão zombando de nós, principalmente porque os últimos relatórios médicos afirmam que ele está saudável.”

Os promotores também disseram que acharam suspeito que Aral foi aceito no hospital alguns dias depois de ser intimado para a audiência de 17 de julho.

“Parece que eles estão tentando silenciá-lo, fazendo com que ele ‘escape’ dos julgamentos”, disse o advogado de acusação, que acredita que o estado tenha alguma ligação com os assassinatos. “Espero que isso não seja verdade”, diz.

Na prisão, Gunaydin testemunhou que Aral entrou em contato com ele e o instruiu a assumir os crimes. Ele também disse que Huseyin Yelki, que trabalhava como voluntário no escritório da Zirve, planejou detalhes do crime com ele.

Yelki ainda deve comparecer em todas as audiências e continua a ser um suspeito. No entanto, até agora seu testemunho não esclareceu sua participação nos assassinatos.

Burcu Polat, namorada de Gunaydin, também não compareceu ao tribunal na sexta-feira, dizendo para a polícia que não estava pronta porque estudava em Balikesir, no norte da Turquia. A acusação observou que a universidade não estava em período letivo, e solicitou que ela fosse acusada de não cumprir seus deveres de comparecer à audiência.

O tribunal ordenou que Aral e Polat se apresentassem ao juiz na próxima audiência, em 21 de agosto.


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