Coptas batalham na justiça em caso de incêndio em igreja

| 22/09/2009 - 00:00


A congregação de uma igreja copta destruída pelo fogo há alguns dias está em dúvida se o incêndio foi criminoso.

Às 3 horas da tarde do dia 8 de setembro, um incêndio irrompeu na parte de trás da Igreja de Saint Paul e Saint Peter, próximo à entrada principal do prédio. Localizada na cidade de Shebin al-Kom, a 60 quilômetros do Cairo, o prédio da igreja, juntamente com seus ícones, relíquias e a maior parte de sua mobília, foi destruído.

De acordo com a imprensa local, os investigadores disseram que a causa do incêndio foi elétrica. Boa parte da congregação, entretanto, contesta isso.

Gamal Gerges, um jornalista local que trabalha para o jornal Al-Youm al-Sabeh disse que a polícia não tem provas de que o incêndio foi acidental. “A polícia diz que o incêndio foi elétrico e não criminoso”, disse Gamal. “A polícia não tem provas, mas disse isso para evitar conflito entre cristãos e muçulmanos.”

O padre da igreja recusou-se a comentar publicamente sobre a causa do incêndio, a não ser repetir o que disseram os investigadores. Ele disse estar esperando pelo relatório oficial que determinará a causa do incêndio.

Um membro da congregação, uma mulher de 25 anos, não está tão calma. A mulher, cujo nome  foi omitido por questão de segurança, disse que o sistema elétrico da igreja encontrava-se ileso em sua maior parte após o incêndio. Ela disse que a avaria não se difundiu do relógio de energia elétrica da igreja. Ela disse acreditar que o incêndio foi intencional, mas não sugeriu nenhum possível culpado.

Por meio de um intérprete, o Rev. Antonious Wagih disse à agência de notícias Compass Direct News que as relações entre os coptas e as comunidades muçulmanas da região são amigáveis. Relatos da imprensa, entretanto, mencionam que, antes do incêndio, muçulmanos estavam perturbando os padres, e que pessoas que moravam próximo à igreja jogavam água suja sobre os membros da congregação de suas sacadas. Outros relatos afirmam que algumas mulheres se alegraram após a igreja ter sido destruída pelo fogo.

Os motivos entre as discrepâncias das afirmações de Antonious e os relatos da imprensa não são claros. Antonious disse à Compass que “não queria brigar ou discutir com as autoridades”. Ele acrescentou que queria “evitar qualquer conflito nessa região”.

Aproximadamente 400 famílias frequentam a Igreja de Saint Paul e Saint Peter. A mulher que afirma que o incêndio foi criminoso disse que muitos membros da congregação compartilham de sua opinião. Não havia outros membros disponíveis no momento, mas relatos da mídia também indicam que ela não era a única a ter essa opinião.

Ninguém foi ferido no incêndio. Até o momento dessa notícia, não havia estimativa monetária dos danos materiais.

A comunidade copta de Shebin al-Kom usou a Igreja de Saint Paul e Saint Peter por três anos após ter comprado o prédio de um grupo de católicos com uma diminuta congregação. O incêndio de Shebin al-Kom foi um entre uma enxurrada de incidentes relatados pelos líderes coptas durante o mês de jejum islâmico do ramadã.


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