Muçulmanos queixam-se de perseguição nas Filipinas

| 03/02/2004 - 00:00


Os muçulmanos que se dirigem para Davao Oriental em Mindanao central, sul das Filipinas, estão protestando contra a perseguição religiosa por homens do exército nestes últimos meses.

De acordo com Adam Evaresto, presidente dos Jovens Unidos das Filipinas em Davao Oriental, soldados do exército pararam ônibus públicos e perguntaram quem era muçulmano dentre os passageiros.

Evaresto disse que uma vez, o ônibus no qual ele viajava foi parado por um destacamento militar em Barangay Pintatagan, em Banaybanay. Os soldados então aproximaram-se do ônibus que se dirigia para Mati, a capital, e exigiram que os passageiros dissessem se havia muçulmanos em seu interior.

Ele disse que pelo menos dez muçulmanos, incluindo ele próprio, questionaram a ação dos soldados.
Você sabe o que os homens do exército nos disseram? disse ele. Eles gritaram: Vocês devem responder a nossa pergunta com educação. Nós estamos apenas fazendo o nosso trabalho. Quem sabe se vocês não são membros da Frente Moro Islâmica de Libertação disfarçados como civis?

Evaresto e vários outros jovens muçulmanos transmitiram sua queixa num fórum sobre a paz aqui.

Mas os soldados pertencentes ao destacamento de Pintatagan disseram que a prática de parar os ônibus e checar todos os passageiros que se dirigem a Davao Oriental era apenas normal.

Faz parte das medidas de segurança que estamos tomando para prevenir incidentes infelizes como explosões, disse um soldado.

Outro soldado acrescentou: E é apenas lógico para nós que perguntemos aos passageiros dos ônibus se há muçulmanos ali porque os membros da FMIL e o Abu Sayyaf são muçulmanos. Não existem cristãos rebeldes no FMLI ou no Abu Sayyaf.

No mesmo fórum, o imã Ruperto Manuel, vice-presidente da Liga Ulama das Filipinas, disse aos defensores da paz que orem e digam à nossa amada presidente Macapagal-Arroyo para parar com a loucura que está acontecendo hoje em Mindanao toda.

Enquanto não cessarem as hostilidades, muito mais vidas, muçulmanos e cristãos de igual forma, especialmente as preciosas vidas dos nossos filhos, serão desperdiçadas devido a esta loucura, disse ele.

Manuel disse que o presidente não deveria ouvir ao Secretário da Defesa, Angelo Reyes e a seus extravagantes conselheiros militares.

Eles não têm uma compreensão profunda do conflito de Mindanao que já dura décadas. Eles não são de Mindanao por isso não podem entender os sentimentos do povo de Mindanao, disse, acrescentando: O que eles têm em mente é guerra, guerra, guerra em Mindanao para conseguir o tipo de paz que eles querem.


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