Cristãos não podem se reunir para realizar atividades comuns

| 26/04/2010 - 00:00


Invasões policiais durante cultos, ameaças, multas muito caras, confisco e destruição de materiais e textos religiosos. Em muitas regiões do Uzbequistão, a perseguição sistemática aos cristãos pela polícia e pelas autoridades continua. Eles são “culpados” de se encontrar em casas para orar, ao ponto de que uma festa de aniversário é considerada uma reunião ilegal.

A perseguição está aumentando na região do Karakalpaquistão. A agência de notícias Forum 18 relata que no dia 8 de abril, em Nukus, capital do Karakalpaquistão, a polícia interrogou o cristão Aimurat Khayburahmanov, e pediu que ele assinasse uma declaração de que não iria se encontrar com outros cristãos e que não possuía livros cristãos em casa. Quando se recusou , ele foi ameaçado. Aimurat já tinha passado três meses na prisão por “ensinar religião sem permissão” e foi liberado em setembro de 2008.

Fontes afirmam que muitos cristãos foram ameaçados de forma similar sob o Artigo 244-3 do Código Penal, que pune com sentença de até três anos de prisão a “produção, posse, importação e distribuição ilegal de materiais religiosos”. Quando encontrados nas invasões, os livros são confiscados e queimados.

Estudantes da região são observados de perto e alertados a não se envolverem com “religiões estrangeiras, influências extremistas e cultura de massa de baixo nível”. Aqueles que fizerem isso, correm o risco de serem expulsos da escola. Em 2010, já foram organizadas diversas reuniões com os jovens, para explicar a má influência das religiões estrangeiras.

Os cristãos são afetados até se organizarem partidas de futebol ou basquete, ou qualquer outra atividade social em grupo. No dia 10 de abril, a polícia invadiu uma reunião de jovens no vilarejo de Baraja, distrito de Bostanlik, Tashkent. Os policiais tiraram fotos e as digitais de todos os presentes.

Na tarde do dia 12 de abril, a polícia inspecionou as dependências de Igreja Protestante Vida Eterna em Tashkent, distrito de Yakkasarai, onde os fiéis têm um refeitório para os pobres e desabrigados. Todos foram interrogados; o pastor e os outros foram levados para a delegacia de polícia, acusados de realizarem uma “atividade não autorizada”.

Na prática, qualquer reunião de fiéis pode ser punida.


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE