Pastores são detidos em Cuba

A igreja e os cristãos em Cuba enfrentam dificuldades e perseguição

| 23/02/2022 - 16:30

O pastor Lorenzo Rosales Fajardo está detido desde julho, quando participou de forma pacífica dos protestos que aconteceram em Cuba (foto representativa)

O pastor Lorenzo Rosales Fajardo está detido desde julho, quando participou de forma pacífica dos protestos que aconteceram em Cuba (foto representativa)


O pastor cubano Lorenzo Rosales Fajardo está detido desde julho de 2021, quando participou de forma pacífica dos protestos que aconteceram em Cuba. O pastor está detido na Prisão de Segurança Máxima de Boniato sob acusações de desrespeito, agressão, incitação ao crime e desordem pública. 

Milhares de cubanos, entre eles líderes de igrejas, foram às ruas em 11 de julho para pedir democracia e reformas econômicas. A repercussão da manifestação foi imediata e violenta. A polícia e agentes da segurança espancaram manifestantes e prenderam centenas de pessoas, entre elas muitos pastores 

Funcionários do setor de direitos humanos da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU) pediram informações sobre o pastor ao governo cubano. A carta se tornou pública depois que o governo cubano não respondeu após 60 dias.

Antes de seguir para o presídio de Boniato, o pastor Fajardo foi levado para uma prisão em Santiago de Cuba e mantido incomunicável por semanas. Antes do Natal, ele foi a julgamento e enfrenta um julgamento em que o governo pede que ele cumpra dez anos de prisão.  

A esposa do pastor foi a única pessoa da família com autorização para participar da audiência e disse que a acusação não conseguiu apresentar nenhuma evidência de que o cristão havia cometido os crimes pelos quais estava sendo acusado.   

Outro pastor cubano detido  

Enquanto isso, na noite de 1 de fevereiro, o líder cristão que é presidente da Igreja Reformada Cristã de Cuba foi levado de sua casa por agentes de segurança. Após interrogatório, o reverendo Yordanys Díaz Arteaga foi colocado em prisão domiciliar sob a acusação de receber “mercadorias ilegais”.

Fontes locais disseram à ONG CSW que as acusações não têm fundamentos e alegaram que o assédio estava ligado à denominação do reverendo Arteaga. Ele havia deixado o Conselho de Igrejas de Cuba, uma organização ecumênica formalmente reconhecida pelo Estado. Antes de sua prisão, o pastor havia recebido várias ameaças de um funcionário do Partido Comunista e por meio de ligações anônimas. 

De volta à Lista Mundial da Perseguição  

Desde 1959, Cuba é governada pelo Partido Comunista, que busca controlar a igreja de acordo com a ideologia comunista. O governo reage duramente contra vozes opositoras e manifestantes. Então, quando líderes de igrejas ou ativistas cristãos criticam o regime, enfrentam prisão, fechamento de igrejas ou negócios e assédio do governo e de seus simpatizantes. 

Depois de dez anos de fora da Lista Mundial da Perseguição (LMP), Cuba reapareceu na Lista Mundial da Perseguição 2022. Especialmente após os protestos de julho, “o regime ditatorial intensificou sua ação contra todos os líderes e ativistas cristãos que se opõem aos princípios comunistas”, segundo analistas do departamento de pesquisa da Portas Abertas. Cuba é o 37º país na LMP, que mostra os países onde é mais difícil viver como cristão.  


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