Três mil famílias deslocadas recebem ajuda na África

No Leste da República Democrática do Congo, inúmeras comunidades vivem em uma atmosfera sufocante de violência e injustiça nas mãos de grupos armados. Nesse cenário, os cristãos perseguidos são particularmente vulneráveis. Saiba mais sobre a perseguição a cristãos na República Democrática do Congo na Lista Mundial da Perseguição 2026.
Por causa da fé, frequentemente, eles são os últimos a receber ajuda humanitária. Mas, graças ao seu apoio, em 2025, parceiros locais da Portas Abertas distribuíram alimentos e tecidos para 3.320 famílias cristãs deslocadas na região.
O recomeço de Mariam após oito anos de fuga na África
Mariam (pseudônimo), uma das cristãs socorridas, é mãe de sete filhos. A cristã perseguida na África vive em fuga desde 2017, passando por seis vilarejos diferentes: Otomaber, Idohu, Komanda, Mayangose, Ngadi e Masian. Em 2020, Mariam se abrigou na cidade de Goma, onde viveu cinco anos menos violentos. Mas logo tudo mudou.
“Eu não sabia o que íamos comer hoje. Obrigado por nos dar arroz, feijão, óleo e roupas. Agradeço muito. Que Deus os abençoe e multiplique em todos os lugares de onde esses presentes vieram”, Mariam (pseudônimo).
Embora os rebeldes do M23 não tenham demonstrado perseguir diretamente os cristãos e a igreja, houve relatos de ações do M23 que danificaram igrejas e locais de reunião cristãos. A insegurança nas áreas controladas pelo M23 torna a vida insustentável para cristãos locais.

Mariam recebendo ajuda emergencial da Portas Abertas na República Democrática do Congo
“Em 2025, começaram os massacres em Goma com o M23. Eles entraram e mataram pessoas por nada. Não fizemos nada de errado. Foi uma guerra para matar pessoas”, acrescenta Mariam.
Apesar dos riscos, a família de Mariam viajou mais de 280 quilômetros de moto para Kasindi. Elas foram acolhidas, assim como cristãos deslocados de outras regiões, na 8ª igreja CEPAC, que é por si só um testemunho de resistência. Relembre os desafios e a restauração com batismo vividos pela igreja em Kasindi.
“Cristo enxugou suas lágrimas dando-lhes comida, roupas e atividade”
“Os deslocamentos me causaram hipertensão, eu estava doente e hospitalizada. Lembrei das pessoas mortas, e isso voltou para mim várias vezes”, compartilha Mariam. Com sua ajuda, ela e mais de três mil famílias receberam apoio imediato e apoio para subsistência. Mariam comprou peixe salgado, tomates e cebolas para revender e agora pode pagar por seus remédios e alimentar os filhos.
“Irmãos e irmãs, muito obrigada por esta doação, um gesto que reforça minha fé em Cristo. Eu agora sei que existem cristãos como nós, que oram por nós e acabaram de enxugar nossas lágrimas neste momento difícil”, acrescentou Mariam.
Para o pastor Kambale Kasuki, da 8ª igreja CEPAC, a entrega da ajuda também foi uma bênção. “Nós os alimentamos com a palavra de Deus, mas a necessidade de comida e outros itens essenciais nos encarava continuamente. Seu ato de generosidade e amor conosco nos marcaram. Os deslocados cantaram muito quando receberam a doação. Os que chegaram chorando, agora, têm sorrisos no rosto. Eles realmente viram e continuam vivendo o amor de Cristo por eles. Cristo enxugou suas lágrimas dando-lhes comida, roupas e atividade”
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