Uzbequistão celebra 28 anos de independência

Conheça um pouco mais da história do país, que está entre os top 20 em termos de perseguição aos cristãos

Que tal conhecer um pouco mais da história do Uzbequistão, país da Ásia Central que celebra o Dia da Independência hoje? O governo soviético estabeleceu a República Socialista Soviética Uzbeque como parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) em 1924. Com relutância, em 31 de agosto de 1991, o Uzbequistão declarou independência depois da queda da URSS. Mas o feriado nacional de independência é o dia 1 de setembro. Hoje, o regime de governo no país é visto como um dos mais autoritários da região. Não há oposição real dentro do país, a economia e a imprensa são controladas pelas autoridades.

Em 1992, o Uzbequistão adotou uma nova Constituição para substituir a da era soviética, que vigorava desde 1978. A nova Constituição estabeleceu o país como uma república em que liberdades individuais são protegidas no geral, mas o governo se reserva o direito de restringir algumas dessas liberdades em certas circunstâncias. Partidos políticos nacionalistas ou religiosos são proibidos, por exemplo. A maioria dos uzbeques vive em áreas rurais e somente cerca de um terço da população vive em áreas urbanas, sendo que a população urbana é formada por um alto número de não uzbeques.

Após a independência, os comunistas eram os únicos políticos experientes e tomaram conta do país, com a fácil vitória eleitoral de Karimov para a presidência, em 1991. Como muitos países da Ásia Central, o Uzbequistão ignorou a democracia. Partidos de oposição eram proibidos de participar das eleições, ativistas pela democracia eram sequestrados ou atacados. Karimov foi reeleito em 2000 e o histórico de direitos humanos do governo atraiu a crítica internacional.

Além de uma nova Constituição, nos primeiros anos após a independência, o Uzbequistão também adotou outros símbolos de soberania, como nova moeda, hino nacional e bandeira. A busca de Karimov por estabilidade às custas de direitos políticos e humanos culminou com o massacre de cerca de 700 a 1500 pessoas, quando o exército abriu fogo contra um grande grupo de manifestantes em 2005.

Karimov faleceu em setembro de 2015, deixando o primeiro-ministro de longa data Shavkat Mirziyoyev como presidente interino. Mirziyoyev fez alguns esforços para abrir a economia e melhorar as tensas relações do Uzbequistão com a comunidade internacional. Mas apesar das reformas, muitos observadores notam que o comportamento autoritário continua nesse país que ocupa a 17ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019.

Os uzbeques são majoritariamente muçulmanos sunitas e são considerados os muçulmanos mais devotos de toda a Ásia Central. Há uma pequena porcentagem de cristãos ortodoxos também. A pequena minoria cristã, de apenas 1,1% da população, é fraca devido a muita divisão e pouca cooperação entre as diferentes denominações.

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