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O Uzbequistão fazia parte da antiga União Soviética e hoje é regido por um governo autoritário que monitora fortemente a população, especialmente grupos religiosos. Um especialista do país compartilhou que, em uma parte do Uzbequistão, “cada pastor e sua família são vigiados por cerca de 30 pessoas. Praticamente todos os passos são observados”.
As igrejas ortodoxas russas históricas sofrem menos perseguição do governo, mas não têm permissão para compartilhar a fé com o resto da população uzbeque. Todas as outras comunidades cristãs enfrentam algum tipo de monitoramento e pressão. As igrejas que não são aprovadas e registradas pelo Estado são frequentemente invadidas pela polícia, com pessoas presas, ameaçadas e multadas por organizar uma “reunião ilegal”.
A grande maioria das pessoas no Uzbequistão é muçulmana, e os cristãos recém-convertidos de origem muçulmana suportam o peso da perseguição tanto do Estado quanto da própria família e comunidade. Deixar o islã é visto como uma traição e traz grande vergonha para a família. Os cristãos de origem muçulmana podem enfrentar ameaças, cárcere privado, divórcio, abandono e abusos físicos.
Anara (pseudônimo), cristã de origem muçulmana na Ásia Central
Apesar de a lei no Uzbequistão determinar direitos iguais a homens e mulheres, a cultura islâmica tradicional trata as mulheres como inferiores aos homens. Isso se reflete no tipo de perseguição enfrentada pelas mulheres cristãs uzbeques.
As cristãs de origem muçulmana podem enfrentar isolamento, prisão domiciliar, sequestro, casamento forçado, divórcio, abuso verbal e violência sexual. Mulheres e meninas são, muitas vezes, visadas para prejudicar de forma mais intensa as famílias. Incidentes de violência doméstica contra elas raramente são relatados ou punidos.
A maioria dos líderes da igreja são homens, por isso, com frequência, eles são alvos das autoridades. Essa é uma boa maneira de incutir medo em comunidades cristãs inteiras para que elas se mantenham acuadas. Os líderes das igrejas podem ser multados, presos, espancados, ter vistos de saída negados ou colocados em prisão domiciliar por ofensas como realizar uma reunião “ilegal” – ou seja, fazer cultos –, ter literatura cristã ou até mesmo ter uma música de louvor no celular.
Os homens cristãos também podem enfrentar desafios em seus locais de trabalho ou de estudo, de modo que por causa da fé em Jesus, as perspectivas de emprego e condições de trabalho são restritas.
A Portas Abertas fortalece os cristãos perseguidos na Ásia por meio de distribuição de Bíblias e literatura cristã, ajuda emergencial, treinamento bíblico e vocacional, apoio em oração, cuidado médico e social e projetos de geração de renda.
Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para o projeto da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos que enfrentam maiores necessidades.
O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos no Uzbequistão são: paranoia ditatorial, opressão islâmica, opressão do clã.
Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores de hostilidades, violentos ou não violentos, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos no Uzbequistão são: oficiais do governo, partidos políticos, cidadãos e quadrilhas, líderes religiosos não cristãos, parentes, líderes de grupos étnicos.