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População cristã

Como é a perseguição aos cristãos em Brunei?
Desde a implementação mais ampla da sharia (conjunto de leis islâmicas), em 2019, afetando tanto muçulmanos quanto não muçulmanos, uma atmosfera de medo tem dominado a pequena comunidade cristã de Brunei.
A apostasia é punível por lei. Embora haja uma moratória sobre a pena de morte, convertidos ainda podem enfrentar chicotadas e prisão por até 30 anos – além da ameaça de punições piores. A pressão também pode vir da família e da comunidade.
A aplicação mais ampla da sharia afeta os cristãos de outras formas, pois as autoridades sob o governo do sultão buscam exercer maior controle. A educação islâmica obrigatória começa aos três anos de idade, tornando ainda mais desafiador para pais e igrejas ensinar as crianças sobre Jesus. Sem separação entre o Estado e o islã, as atividades cristãs são cada vez mais marginalizadas, e atividades como evangelismo são até criminalizadas. Para agravar o desafio, pessoas também são recompensadas por se converterem ao islã.
Comunidades cristãs não tradicionais, como pentecostais, não podem se registrar como igrejas. Em vez disso, devem operar como empresas, sociedades ou centros familiares. Isso significa que são tratadas como entidades seculares e obrigadas a apresentar relatórios anuais ao governo, levando suas atividades a uma fiscalização ainda maior.
“Embora minha vida seja muito pesada às vezes, sei que Deus tem um propósito. A visão que tive quando tinha apenas dez anos ainda ecoa em meu coração, lembrando-me de me apegar a Jesus. Essa visão é o que me dá força e me mantém avançando.”
Kayla (pseudônimo) aprofundou sua fé após encontrar Jesus em um sonho, mas isso trouxe perseguição por parte de seu marido
Como as mulheres são perseguidas em Brunei?
Os desafios enfrentados por mulheres cristãs são agravados pela crescente implementação da sharia em Brunei. Mulheres que trabalham em escritórios governamentais ou escolas públicas são obrigadas a seguir códigos de vestimenta islâmicos. Elas podem enfrentar discriminação e isolamento em escolas e locais de trabalho. Essa pressão é frequentemente mais intensa em casa, onde mulheres e meninas que escolhem seguir a Jesus ficam vulneráveis a prisão domiciliar, casamento forçado, separação dos filhos e programas de reabilitação forçada.
Como os homens são perseguidos em Brunei?
Homens que se convertem ao cristianismo podem enfrentar uma série de represálias, incluindo expulsão de casa, deserdamento, perda de benefícios sociais, ameaças e espancamentos. Sob a sharia, também existe o risco real de prisão e punição corporal.
O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos em Brunei?
A Portas Abertas convida os cristãos de todo o mundo a orar pelos cristãos e igrejas de Brunei e pela conversão das autoridades do país.
Como posso ajudar os cristãos perseguidos em Brunei?
Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para o projeto da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos que enfrentam maiores necessidades.
Quem persegue os cristãos em Brunei?
O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos em Brunei são: opressão islâmica e paranoia ditatorial.
Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores de hostilidades, violentos ou não violentos, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo.

Pedidos de oração de Brunei
- Novos convertidos podem ser acusados de apostasia em Brunei, que está sob a sharia. Ore para que todas as pessoas em Brunei sejam livres para escolher a própria fé.
- Peça a Deus que ajude os jovens a continuarem seguindo a Jesus. A educação islâmica faz parte do currículo escolar, e sempre há pressão sobre os jovens seguidores de Cristo.
- Agradeça a Deus pelas igrejas que podem adorar publicamente em Brunei e peça que todas as igrejas possam se registrar e existir livremente.
Mais informações sobre o país
HISTÓRIA DE BRUNEI
Brunei era conhecido por negociar e pagar tributos à China no século 6. Perto do fim do século 16, o território foi atingido por conflitos internos. De 1888 a 1984, Brunei se tornou um protetorado britânico e atualmente é o único sultanato politicamente independente no mundo. O sultão atual é o 29° e a linhagem real data de 1363. Em 1 de janeiro de 1984, o Dia da Independência, o sultão no poder oficialmente proclamou Melayu Islam Beraja (MIB) como a filosofia nacional de Brunei. MIB é uma mistura de valores culturais malaios e islâmicos guardados pelo sistema monárquico e se opõe ao conceito do secularismo.
Em maio de 2014, foi introduzido o Código Penal da Sharia, entretanto, a implementação não foi anunciada até 2018, com a introdução do Código de Procedimentos Criminais. Apesar de não aparecer nos destaques internacionais, o fato de que Brunei assumiu a presidência rotativa anual da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, da sigla em inglês) o levou ao centro das atenções, assim como o aumento da crise em Mianmar.
HISTÓRIA DA IGREJA EM BRUNEI
As atividades missionárias aleatórias dos comerciantes portugueses no século 16 falharam e foi somente em 1846 que a Missão da Igreja de Bornéu foi fundada e uma congregação da Igreja Anglicana estabelecida. A Igreja Católica Romana está presente no país há mais de um século e as igrejas protestantes independentes chegaram mais tarde, quando trabalhadores imigrantes entraram no país. A maioria dessas igrejas está ligada a organizações e igrejas em seus países de origem.
CONTEXTO DE BRUNEI
Muçulmanos (a maioria sunita) representam cerca de 60% da população de Brunei. O sultão governante é chefe de religião: o que ele quer torna-se lei e se ele decide que o islamismo continuará em um caminho mais conservador, todos, incluindo as igrejas, devem aceitar isso. Os cristãos são livres para adorar, mas foram advertidos a não fazê-lo “de forma excessiva e aberta”. O Código Penal da Sharia inclui diversas determinações que limitam a liberdade de religião, não apenas para cristãos de origem muçulmana, mas também para a minoria cristã.
Os convertidos do islamismo enfrentam níveis consideráveis de pressão, já que a conversão é considerada ilegal e tudo será feito para trazê-los de volta à fé original. As comunidades cristãs não tradicionais não podem ser registradas como igrejas, mas devem ser registradas como empresas, sociedades ou centros familiares. Dessa forma, elas são tratadas como organizações seculares e obrigadas a enviar relatórios financeiros e operacionais ao governo todos os anos. Toda a sociedade, inclusive os cristãos, é afetada pela introdução contínua das leis islâmicas da sharia, bem como pelo aperto da situação econômica, também devido à crise da COVID-19, o que impede que as autoridades sejam generosas com pagamentos para atenuar a insatisfação.
A população de Brunei é etnicamente homogênea, mas, como na vizinha Malásia, também tem uma grande comunidade chinesa e uma comunidade menor indiana. Restrições são gradualmente estabelecidas e impostas a toda a população. Por exemplo, durante o Ramadã todos os restaurantes, incluindo estabelecimentos não muçulmanos, devem fechar. Além disso, todos os restaurantes, incluindo hotéis, devem fechar todas as sextas-feiras, das 12h às 14h, durante as orações islâmicas. E, todos os dias, às 5h, todo o país está para. Muçulmanos e não muçulmanos devem parar o que estão fazendo durante o tempo do ritual de oração islâmica.
Cidadãos de Brunei estão acostumados ao alto nível de benefícios sociais oferecidos pelo governo. Pode ser difícil remover muitos desses benefícios. Ao mesmo tempo, o governo está tentando reduzir o grande número de cidadãos doentes empregados em departamentos do governo. A taxa geral de desemprego está pouco acima dos 9%, o que parece gerenciável, mas o desemprego entre os jovens é pelo menos o dobro disso, o que explica, pelo menos em parte, porque muitos da nova geração planejam deixar o país ou já deixaram.
Isso também é um incentivo para os jovens cristãos partirem, adicionado à pressão experimentada por pertencerem a uma minoria religiosa. Devido à situação difícil e ao futuro incerto, as questões de saúde mental são um problema frequente; de acordo com números oficiais, 1,5% da população está em tratamento para problemas de saúde mental. Isso é verdadeiro mesmo Brunei tendo lidado com a pandemia da COVID-19 e feito um programa de vacinação melhor do que a maioria de seus vizinhos. Outro surto da COVID-19, embora em um nível baixo se comparado aos padrões internacionais, aconteceu em agosto de 2021.
Em Brunei, estereótipos de gênero permanecem profundamente enraizados e espera-se que homens e mulheres assumam papéis tradicionais de gênero. O comitê da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) observou atitudes patriarcais que “são refletidas nas escolhas acadêmicas e profissionais das mulheres, sua participação na política e vida pública e sua posição desigual no mercado de trabalho, no casamento e nas relações familiares”. As vítimas de violência doméstica raramente relatam os casos devido a estigma, vergonha, dependência econômica, medo de represálias e de perder acesso aos filhos. No nível social, isso é considerado uma questão privada que deveria ser lidada com a família e a comunidade local.
Os convertidos do islamismo enfrentam níveis consideráveis de pressão, já que a conversão é considerada ilegal e tudo será feito para trazê-los de volta à fé original. As comunidades cristãs não tradicionais não podem ser registradas como igrejas, mas devem ser registradas como empresas, sociedades ou centros familiares. Dessa forma, elas são tratadas como organizações seculares e obrigadas a enviar relatórios financeiros e operacionais ao governo todos os anos. Toda a sociedade, inclusive os cristãos, é afetada pela introdução contínua das leis islâmicas da sharia, bem como pelo aperto da situação econômica, também devido à crise da COVID-19, o que impede que as autoridades sejam generosas com pagamentos para atenuar a insatisfação.
A população de Brunei é etnicamente homogênea, mas, como na vizinha Malásia, também tem uma grande comunidade chinesa e uma comunidade menor indiana. Restrições são gradualmente estabelecidas e impostas a toda a população. Por exemplo, durante o Ramadã todos os restaurantes, incluindo estabelecimentos não muçulmanos, devem fechar. Além disso, todos os restaurantes, incluindo hotéis, devem fechar todas as sextas-feiras, das 12h às 14h, durante as orações islâmicas. E, todos os dias, às 5h, todo o país está para. Muçulmanos e não muçulmanos devem parar o que estão fazendo durante o tempo do ritual de oração islâmica.
Cidadãos de Brunei estão acostumados ao alto nível de benefícios sociais oferecidos pelo governo. Pode ser difícil remover muitos desses benefícios. Ao mesmo tempo, o governo está tentando reduzir o grande número de cidadãos doentes empregados em departamentos do governo. A taxa geral de desemprego está pouco acima dos 9%, o que parece gerenciável, mas o desemprego entre os jovens é pelo menos o dobro disso, o que explica, pelo menos em parte, porque muitos da nova geração planejam deixar o país ou já deixaram.
Isso também é um incentivo para os jovens cristãos partirem, adicionado à pressão experimentada por pertencerem a uma minoria religiosa. Devido à situação difícil e ao futuro incerto, as questões de saúde mental são um problema frequente; de acordo com números oficiais, 1,5% da população está em tratamento para problemas de saúde mental. Isso é verdadeiro mesmo Brunei tendo lidado com a pandemia da COVID-19 e feito um programa de vacinação melhor do que a maioria de seus vizinhos. Outro surto da COVID-19, embora em um nível baixo se comparado aos padrões internacionais, aconteceu em agosto de 2021.
Em Brunei, estereótipos de gênero permanecem profundamente enraizados e espera-se que homens e mulheres assumam papéis tradicionais de gênero. O comitê da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) observou atitudes patriarcais que “são refletidas nas escolhas acadêmicas e profissionais das mulheres, sua participação na política e vida pública e sua posição desigual no mercado de trabalho, no casamento e nas relações familiares”. As vítimas de violência doméstica raramente relatam os casos devido a estigma, vergonha, dependência econômica, medo de represálias e de perder acesso aos filhos. No nível social, isso é considerado uma questão privada que deveria ser lidada com a família e a comunidade local.
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