46

Brunei

BN
Brunei
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, paranoia ditatorial
  • Capital: Bandar Seri Begawan
  • Região: Leste e Sudeste Asiático
  • Líder: Hassanal Bolkiah
  • Governo: Monarquia absolutista
  • Religião: Islamismo, cristianismo, budismo
  • Idioma: Malaio, inglês e dialetos chineses
  • Pontuação: 65


POPULAÇÃO
445 MIL


POPULAÇÃO CRISTÃ
53,5 MIL

DOAR AGORA

R$

Como é a perseguição aos cristãos em Brunei? 

A crescente implementação da sharia (conjunto de leis islâmicas) em Brunei tem o objetivo de tornar o país islâmico. As regras são aplicadas tanto para muçulmanos quanto para não muçulmanos e tornaram ainda mais difícil a sobrevivência da minoria cristã que vive no país.  

Os cristãos não podem expressar a fé publicamente e a conversão do islã é ilegal, por isso, cristãos de origem muçulmana são submetidos a pressão intensa para renunciarem à fé em Jesus.  

A opressão islâmica é o principal tipo de perseguição em Brunei. Os grupos cristãos protestantes não podem ser registrados como igrejas, apenas como organizações seculares. Essa condição obriga as igrejas a apresentarem relatórios financeiros e operacionais ao governo anualmente.  

Todas as atividades da igreja são monitoradas pelas autoridades e pela vizinhança. Os líderes das igrejas são proibidos de fazer evangelismo e não podem tornar-se muito conhecidos. Para encorajar a disseminação do islã, o governo oferece um auxílio para todos que se tornam muçulmanos. Isso dificulta a decisão de cristãos de não voltarem para o islã.  

Os cristãos têm medo de assumir os riscos. Os pais escolhem não levar os filhos aos eventos públicos da igreja. Alguns dos meus amigos afirmaram que não conseguem mais se ver na igreja. 

Elora (pseudônimo), cristã perseguida em Brunei   

O que mudou este ano? 

Em geral, a situação dos cristãos não mudou muito. No entanto, um pequeno aumento da pressão sobre as igrejas pôde ser observado nos últimos anos. Cristãos, especialmente os jovens, continuam saindo do país, o que diminui a presença cristã em Brunei. As razões da partida são diversas, desde questões econômicas até a perseguição em si.  

Quem persegue os cristãos em Brunei? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos em Brunei são: opressão islâmica e paranoia ditatorial. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos em Brunei são: oficiais do governo, parentes, líderes religiosos não cristãos, líderes de grupos étnicos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição em Brunei? 

Cristãos de origem muçulmana enfrentam pressão extrema em Brunei. 

Como as mulheres são perseguidas em Brunei? 

Jovens cristãs que não usam a vestimenta islâmica em escolas, universidades e ambientes de trabalho enfrentam discriminação. As mulheres também são ameaçadas pela própria família, que usa isolamento, casamentos forçados, separação dos filhos e intervenções obrigatórias como forma de “reabilitação espiritual” para levá-las de volta ao islamismo.  

Como os homens são perseguidos em Brunei? 

Homens que se convertem ao cristianismo podem ser deserdados e expulsos de casa. Eles também são vítimas de agressões físicas e outros tipos de punição das autoridades. Os estudantes correm risco de discriminação e abuso verbal nas escolas e em outros espaços de educação.  

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos em Brunei? 

A Portas Abertas promove apoio espiritual por meio de campanhas de oração em favor dos cristãos perseguidos em Brunei. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos em Brunei? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio a cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente. 

QUERO AJUDAR 

Pedidos de oração de Brunei 

  • Ore para que os jovens cristãos pressionados nas escolas tenham força para permanecer em Cristo. 
  • Interceda pelos líderes das igrejas para que tenham sabedoria ao discipular os cristãos perseguidos enquanto enfrentam restrições e vigilância do governo. 
  • Clame ao Senhor para que o coração das autoridades seja transformado e elas concedam maior liberdade para aqueles que não seguem o islamismo.  

Um clamor por Brunei 

Senhor Jesus, derrame sua paz sobre o coração dos cristãos que temem o enrijecimento das leis islâmicas em Brunei. Renove a fé deles com vigor e ousadia. Proteja o seu povo de todo o mal e ministre cura e conforto sobre aqueles que sofrem por causa da fé em Jesus. Cerque os jovens cristãos com bons modelos que ofereçam apoio e discipulado para enfrentarem a perseguição. Que os seus filhos em Brunei conheçam a alegria e a esperança de segui-lo, apesar dos desafios que enfrentam. Use o seu povo de forma maravilhosa para que muitos outros sejam alcançados pelo seu amor, inclusive as autoridades do país. Amém. 

Brunei era conhecido por negociar e pagar tributos à China no século 6. Perto do fim do século 16, o território foi atingido por conflitos internos. De 1888 a 1984, Brunei se tornou um protetorado britânico  e atualmente é o único sultanato politicamente independente no mundo. O sultão atual é o 29° e a linhagem real data de 1363. Em 1 de janeiro de 1984, o Dia da Independência, o sultão no poder oficialmente proclamou Melayu Islam Beraja (MIB) como a filosofia nacional de Brunei. MIB é uma mistura de valores culturais malaios e islâmicos guardados pelo sistema monárquico e se opõe ao conceito do secularismo. 

Em maio de 2014, foi introduzido o Código Penal da Sharia, entretanto, a implementação não foi anunciada até 2018, com a introdução do Código de Procedimentos Criminais. Apesar de não aparecer nos destaques internacionais, o fato de que Brunei assumiu a presidência rotativa anual da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, da sigla em inglês) o levou ao centro das atenções, assim como o aumento da crise em Mianmar. 

As atividades missionárias aleatórias dos comerciantes portugueses no século 16 falharam e foi somente em 1846 que a Missão da Igreja de Bornéu foi fundada e uma congregação da Igreja Anglicana estabelecida. A Igreja Católica Romana está presente no país há mais de um século e as igrejas protestantes independentes chegaram mais tarde, quando trabalhadores imigrantes entraram no país. A maioria dessas igrejas está ligada a organizações e igrejas em seus países de origem. 

Muçulmanos (a maioria sunita) representam cerca de 60% da população de Brunei. O sultão governante é chefe de religião: o que ele quer torna-se lei e se ele decide que o islamismo continuará em um caminho mais conservador, todos, incluindo as igrejas, devem aceitar isso. Os cristãos são livres para adorar, mas foram advertidos a não fazê-lo “de forma excessiva e aberta”. O Código Penal da Sharia inclui diversas determinações que limitam a liberdade de religião, não apenas para cristãos de origem muçulmana, mas também para a minoria cristã.  

Os convertidos do islamismo enfrentam níveis consideráveis de pressão, já que a conversão é considerada ilegal e tudo será feito para trazê-los de volta à fé original. As comunidades cristãs não tradicionais não podem ser registradas como igrejas, mas devem ser registradas como empresas, sociedades ou centros familiares. Dessa forma, elas são tratadas como organizações seculares e obrigadas a enviar relatórios financeiros e operacionais ao governo todos os anos. Toda a sociedade, inclusive os cristãos, é afetada pela introdução contínua das leis islâmicas da sharia, bem como pelo aperto da situação econômica, também devido à crise da COVID-19, o que impede que as autoridades sejam generosas com pagamentos para atenuar a insatisfação.  

A população de Brunei é etnicamente homogênea, mas, como na vizinha Malásia, também tem uma grande comunidade chinesa e uma comunidade menor indiana. Restrições são gradualmente estabelecidas e impostas a toda a população. Por exemplo, durante o Ramadã todos os restaurantes, incluindo estabelecimentos não muçulmanos, devem fechar. Além disso, todos os restaurantes, incluindo hotéis, devem fechar todas as sextas-feiras, das 12h às 14h, durante as orações islâmicas. E, todos os dias, às 5h, todo o país está para. Muçulmanos e não muçulmanos devem parar o que estão fazendo durante o tempo do ritual de oração islâmica. 

Cidadãos de Brunei estão acostumados ao alto nível de benefícios sociais oferecidos pelo governo. Pode ser difícil remover muitos desses benefícios. Ao mesmo tempo, o governo está tentando reduzir o grande número de cidadãos doentes empregados em departamentos do governo. A taxa geral de desemprego está pouco acima dos 9%, o que parece gerenciável, mas o desemprego entre os jovens é pelo menos o dobro disso, o que explica, pelo menos em parte, porque muitos da nova geração planejam deixar o país ou já deixaram.  

Isso também é um incentivo para os jovens cristãos partirem, adicionado à pressão experimentada por pertencerem a uma minoria religiosa. Devido à situação difícil e ao futuro incerto, as questões de saúde mental são um problema frequente; de acordo com números oficiais, 1,5% da população está em tratamento para problemas de saúde mental. Isso é verdadeiro mesmo Brunei tendo lidado com a pandemia da COVID-19 e feito um programa de vacinação melhor do que a maioria de seus vizinhos. Outro surto da COVID-19, embora em um nível baixo se comparado aos padrões internacionais, aconteceu em agosto de 2021. 

Em Brunei, estereótipos de gênero permanecem profundamente enraizados e espera-se que homens e mulheres assumam papéis tradicionais de gênero. O comitê da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) observou atitudes patriarcais que “são refletidas nas escolhas acadêmicas e profissionais das mulheres, sua participação na política e vida pública e sua posição desigual no mercado de trabalho, no casamento e nas relações familiares”. As vítimas de violência doméstica raramente relatam os casos devido a estigma, vergonha, dependência econômica, medo de represálias e de perder acesso aos filhos. No nível social, isso é considerado uma questão privada que deveria ser lidada com a família e a comunidade local. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Facebook
Instagram
Twitter
YouTube

© 2023 Todos os direitos reservados

Home
Lista mundial
Doe
Fale conosco