Boko Haram mata ao menos 5 cristãos durante ataque em Camarões
Publicado em 03 ago 2020

Na noite de primeiro de agosto até o dia seguinte, integrantes do Boko Haram atacaram a cidade de Nguetchewe, em Camarões. Segundo a mídia local, 18 pessoas morreram durante a ação, mas fontes na região acreditam que o número de vítimas chegue a 28, já que dois atentados suicidas aconteceram no mesmo período.
Um líder cristão falou com os colaboradores da Portas Abertas pelo telefone e contou como tudo aconteceu. Ele estava em casa quando ouviu tiros e percebeu que as pessoas começaram a correr. Algumas mulheres e crianças se esconderam onde o milho é batido. Mas uma moça falou que estava com dor de estômago e conseguiu entrar no local, então ela se detonou e matou outras pessoas. “É possível que outro homem-bomba tenha atacado mais moradores”, testemunha.
De acordo com outro líder de igreja na cidade, ao menos cinco vítimas fatais eram cristãs. Mas esse número pode aumentar se alguns dos 10 feridos morrerem e outros desaparecidos forem encontrados mortos. Os sobreviventes do ataque foram levados para os hospitais de Koza e Maroua.
A opressão islâmica contra os cristãos colocou Camarões em 48º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2020. Um dos intentos de grupos extremistas como Boko Haram é eliminar os seguidores de Jesus da região. Ali pretendem estabelecer um Estado islâmico, onde as leis muçulmanas restritas ordenariam o comportamento de todos.
Pedidos de oração
- Interceda pelo fortalecimento e consolo das pessoas que perderam os entes queridos durante os ataques extremistas.
- Ore pelos líderes e cristãos, para que tenham sabedoria e amor para compartilhar a mensagem de Cristo neste período delicado.
- Clame para que as autoridades locais recebam discernimento de Deus e estratégias para conter as ações dos jihadistas.
A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
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