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Camarões

CM
Camarões
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado, opressão do clã, protecionismo denominacional
  • Capital: Yaoundé
  • Região: Oeste Africano
  • Líder: Paul Biya
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Cristianismo, islamismo e animismo
  • Idioma: Inglês, francês, grupos linguísticos africanos
  • Pontuação: 65


POPULAÇÃO
27,9 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
17 MILHÕES

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R$

Como é a perseguição aos cristãos em Camarões? 

Em Camarões, aqueles que deixam o islã para seguir a Cristo não têm liberdade para expressar ou compartilhar a nova fé. Quando a fé é descoberta, eles podem enfrentar hostilidade da família e da comunidade local. Apenas ter uma Bíblia já é um grande risco.  

A influência de militantes islâmicos no Norte é um empecilho para as atividades de muitas igrejas. Regras de segurança também restringem a vida das igrejas em Camarões. A crise anglófona em curso — uma guerra civil que começou em 2017 — tornou os líderes que pregam contra a violência alvos dos grupos separatistas e do governo.  

Alguns líderes de grupos rebeldes obrigam as igrejas a pagarem taxas para terem proteção. Apesar de oficialmente ser um Estado laico, nas regiões onde o islamismo predomina, os grupos extremistas islâmicos continuam crescendo. O país enfrenta a falta de um governo estruturado, o que aumenta a vulnerabilidade dos cristãos perseguidos.  

Eu preciso de cuidado pós-trauma. Ore por mim. Peça que Deus me dê forças para lidar com o que aconteceu.    

Sadia, sobrevivente de um ataque do Boko Haram 

O que mudou este ano? 

Militantes islâmicos do Boko Haram continuam sendo uma séria ameaça, especialmente para os cristãos no Norte de Camarões. A guerra civil no Oeste do país também afeta os cristãos, já que os grupos rebeldes exigem pagamento de taxas para proteger as igrejas e ameaçam os líderes cristãos que se posicionam contra os crimes desses grupos.  

O governo mantém a pressão sobre os cristãos, por isso, não é seguro para os cristãos criticar a crise dos direitos humanos ou a corrupção em Camarões. 

Quem persegue os cristãos em Camarões? 

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos em Camarões são: opressão islâmica, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado, opressão do clã, protecionismo denominacional. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos em Camarões são: grupos religiosos violentos, líderes religiosos não cristãos, redes criminosas, parentes, oficiais do governo, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos cristãos. 

Quem é mais vulnerável à perseguição em Camarões? 

Cristãos de origem muçulmana são os mais suscetíveis à perseguição, assim como os cristãos que vivem nas regiões onde o grupo extremista islâmico Boko Haram está ativo (extremo Norte) e onde a crise anglófona está acentuada (no Noroeste e no Sudoeste). 

Como as mulheres são perseguidas em Camarões? 

Militantes islâmicos do Boko Haram continuam realizando sequestros de mulheres e meninas, que são levadas para casamentos forçados e trabalho compulsório, além da violência sexual. Muitas famílias são obrigadas a proibir as meninas de irem à escola para que elas fiquem seguras.  

A falta de um governo forte em Camarões prejudica a esperança de proteção e justiça. Mulheres cristãs e meninas de origem muçulmana são submetidas a divórcio, separação dos filhos, casamentos forçados e outras exigências das pessoas com quem elas convivem. 

Como os homens são perseguidos em Camarões? 

Homens e meninos cristãos que vivem no Norte, especialmente os que participam da liderança eclesiástica, vivem sob grande risco de sequestro, tortura, trabalho forçado, recrutamento pelas milícias e até mesmo morte.  

Os cristãos também enfrentam discriminação no ambiente de trabalho, especialmente quando se opõem à corrupção. Aqueles que se convertem ao cristianismo também enfrentam pressão da família e dos membros da comunidade. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos em Camarões? 

A Portas Abertas trabalha com parceiros locais para fortalecer os cristãos perseguidos em Camarões por meio de ajuda emergencial, cuidados pós-trauma, projetos de desenvolvimento socioeconômico e cuidado espiritual de cristãos recém-convertidos. 

Como posso ajudar os cristãos perseguidos em Camarões?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente. 

QUERO AJUDAR 

Pedidos de oração de Camarões 

  • Ore para que o governo e os agentes de segurança em Camarões mobilizem equipes para resolver os problemas de insegurança do país. 
  • Peça ao Espírito Santo que conforte e anime aqueles que sobreviveram aos ataques e precisam enfrentar traumas. 
  • Rogue a Deus para que os líderes das igrejas e parceiros locais da Portas Abertas sejam instrumentos para fortalecer os cristãos perseguidos no país.   

Um clamor por Camarões 

Bondoso Deus, que a sua presença leve conforto, paz e cura para os cristãos perseguidos em Camarões. Conceda-lhes graça a cada dia e renove a esperança em seus corações. Que todas as necessidades físicas, espirituais e emocionais sejam supridas na vida das famílias que se tornaram deslocadas internas e que em breve elas possam voltar para casa e para as igrejas. Restrinja a influência do Boko Haram e ajude a resolver a crise anglófona. Mova o coração dos governantes para que enfrentem os problemas de insegurança que afligem o país. Obrigado por cada cristão que desfruta da sua salvação em Camarões. Fortaleça-os e revista-os com coragem para que a igreja cresça em tamanho e em amor pelo Senhor. Amém.   

Por evidências arqueológicas, é conhecido que humanos habitam Camarões há pelo menos 50 mil anos. O reino antigo mais amplamente conhecido é Sao, que surgiu nas proximidades do Lago Chade, provavelmente no século 5. Esse reino atingiu seu auge dos séculos 9 ao 15, depois disso foi conquistado e destruído pelo estado de Kotoko. 

O islamismo se tornou uma força poderosa nas porções Norte e Central do país por meio de conquista, imigração, e a disseminação do comércio do Norte e Nordeste da África. Os mensageiros mais significativos dessa fé, os fulani, entraram no Norte de Camarões no século 18. Os primeiros pequenos grupos de pastores foram recebidos pela população local. A conquista fulani foi breve e não resultou em islamização, embora essa fé tenha sido aceita por um futuro governante, Sultan Njoya, no início do século 20. 

Europeus fizeram contato com Camarões quando o explorador português, Fernando Po, liderou uma expedição no rio Wouri, em 1472. Em 1520, os portugueses estabeleceram uma plantação de açúcar que depois foi tomada pelos franceses nos anos 1600. 

Em 1884, o acordo entre Alemanha e chefes locais colocou o país sob domínio alemão. No final da Primeira Guerra Mundial, o país foi tomado da Alemanha e dividido em dois, com a França conseguindo domínio sobre 80% da área e a Grã-Bretanha dominando os 20% restantes. A colônia francesa se tornou independente em 1960. Em 1961, a parte norte britânica de Camarões votou para se unir à Nigéria e o Sul votou para se unir à parte francesa do país, levando à formação da primeira República de Camarões, oficialmente conhecida como República Federal de Camarões. 

História recente e guerra civil 

De 1960 até 1982, Ahmadou Ahidjo governou o país como presidente com punho de ferro. Ele aboliu a estrutura de governo federal em 1972, seguida por mais medidas repressivas contra seus oponentes. Em 1982, ele foi substituído por seu vice, Paul Biya. Hoje, mais de três décadas se passaram, mas o regime ditatorial de Paul Biya continua a governar o país. 

Desde o final de 2016, as regiões anglófonas de Camarões estão envolvidas em uma crise que começou quando advogados, estudantes e professores de fala inglesa começaram a protestar contra o que viram como sua marginalização cultural e sub-representação no governo central. Isso foi recebido com uma resposta pesada do governo e, ao longo dos anos, muitos civis inocentes foram mortos, detidos e abusados fisicamente por forças de segurança do governo. 

Essa resposta resultou na formação de diversos grupos armados não estatais e abasteceu um sentimento separatista existente. Os confrontos violentos subsequentes também forçaram mais de meio milhão de pessoas a fugir de casa. Em setembro de 2018, atos similares de violência que envolviam separatistas armados e forças de segurança tiveram um número maior de pessoas comuns mortas. Isso levou a ONU e a União Africana a emitir um comunicado conjunto pedindo ao governo que facilitasse o acesso a organizações humanitárias de direitos humanos. 

Hoje, a guerra civil continua inalterada nas regiões anglófonas do país. Centenas de civis foram mortos desde janeiro de 2020 nas regiões noroeste e sudoeste. Em março de 2020, um grupo separatista, denominado “Forças de Defesa do Sul de Camarões” (SOCADEF, da sigla em inglês), pediu um cessar-fogo quando a pandemia da COVID-19 foi anunciada. Em junho de 2020, oficiais do governo tiveram conversas de paz na capital Yaoundé, com os líderes do Governo Provisório Ambazonia, um grande grupo separatista. Nenhuma iniciativa levou ao fim da violência. 

Nessa guerra civil, cristãos são impactados de forma direta e indireta. Há ataques diretos vindos de ambos os lados do conflito se eles não apoiarem a causa. O impacto indireto vem do governo, que foca sua atenção em combater separatistas, o que dá ao Boko Haram a oportunidade de tirar vantagem das lacunas de segurança deixadas pelas forças de segurança. 

Os portugueses levaram o cristianismo para o país em 1429. Entretanto, a Igreja Católica Romana apenas começou oficialmente a estabelecer congregações no país no final do século 19. A Sociedade Missionária Batista de Londres (LBMS, da sigla em inglês) enviou missionários em 1845 que eram parte de um fluxo maior de comerciantes europeus e exploradores buscando por oportunidades de negócios e matérias-primas. Os primeiros missionários da LBMS foram levados por Alfred Saker junto com um grupo de pregadores batistas das Índias Ocidentais, principalmente da Jamaica. Presbiterianos americanos chegaram em 1879. 

Quando a Alemanha começou a colonizar a região, em 1880, os esforços protestantes foram assumidos pelos alemães batistas e missionários da Basileia. Missionários alemães católicos abriram a primeira missão católica bem-sucedida em 1890. 

A comunidade islâmica está concentrada no Norte de Camarões. As comunidades cristãs são mais densas nas regiões Sul e Oeste do país. 

Muçulmanos são severamente impedidos se querem se converter ao cristianismo, e em partes do país predominantemente muçulmanas tem havido um processo de radicalização. Convertidos do islamismo são ameaçados quando Bíblias ou outras literaturas cristãs são encontradas em sua posse. Cristãos de origem muçulmana não são livres para expressar a fé ou opiniões cristãs, seja com membros da família imediata ou outros, já que fazer isso os expõe a vários riscos.  

Muitos cristãos de contexto muçulmano enfrentam problemas com as comunidades locais em áreas remotas nas regiões do Nordeste, e houve caso de crianças cristãs no Norte serem forçadas por parentes não cristãos a participarem de aulas islâmicas.  

A grupo extremista Boko Haram representa uma constante ameaça à vida e segurança dos cristãos e tem causado o deslocamento de muitos deles. Em áreas remotas nessas regiões, alguns líderes muçulmanos acreditam que o islamismo deve ser a única religião presente.   

Os camaronenses sempre têm famílias estendidas grandes, com casamentos poligâmicos e monogâmicos. Devido ao encorajamento tradicional para se ter famílias grandes, mais de 60% da população camaronense tem menos de 25 anos. 

O país é uma sociedade fortemente patriarcal, que trata mulheres e meninas como inferiores a homens na vida diária. Pela lei, homens são o cabeça da casa e tomam as decisões em nome da família. A crise da COVID-19 aumentou ainda mais a distância entre homens e mulheres. Relatos comprovam que 56% das mulheres experimentaram violência sexual e a violência doméstica é excessiva. 

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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