Novos casos de violência religiosa no estado de Plateau

| 21/01/2005 - 00:00


Nova violência irrompeu no estado de Plateau, quando militantes muçulmanos atacaram a vila de Gna-Roop em Barakin Ladi, matando o líder da comunidade cristã Davou Bulle e machucando gravemente sua esposa e seu filho, os quais permanecem em condições críticas no Hospital Especialista do estado de Plateau, em Jos.

O ataque veio justamente semanas depois que o governo federal suspendeu um estado de emergência de seis meses, imposto entre maio e novembro de 2004.

Davou foi assassinado em 29 de dezembro quando ele e membros de sua família estavam retornando da fazenda deles para casa. Autoridades policiais no Plateau têm anunciado a prisão de oito dos militantes muçulmanos que planejaram o ataque.

O comissário de polícia do estado de Plateua, Joseph Apapa contou para um jornalista em Jos, dia 01 de janeiro, que os oito militantes muçulmanos seriam acusados no tribunal tão logo as investigações fossem completadas. No mesmo dia, John Gobak, secretário do governo do estado, expediu uma declaração impressa incitando os cristãos a permanecerem calmos. O governo do estado tem tomado medidas para assegurar que os ataques serão controlados: "Nós estamos cansados das freqüentes matanças de nossas pessoas por militantes muçulmanos", disse o porta-voz da comunidade, Simon Mwandkwon, na conferência da imprensa, em Jos, em 03 de janeiro. "Esta é uma das razões que levou à imposição do estado de emergência no estado no último ano".

Simon disse que os militantes muçulmanos atiraram em Davou no peito, matando-o quase que instantaneamente.

A agressão contra Davou é "uma aterrorizante lembrança de apavorantes experiências do tempo de pré-estado de emergência", disse Simon. "O assassinato é o último dos trágicos encontros no passado recente".

Três anos de violência religiosa começando em setembro de 2001, resultaram em mortes de mais de 10 mil pessoas, a maioria cristã, no estado de Plateau.

Em maio de 2004, milícias cristãs planejaram ataques contra muçulmanos na cidade de Yelwa, em Plateau, matando mais de 300 pessoas. Então, o presidente Olusegun Obasanjo declarou o estado de emergência em resposta à pressão de líderes muçulmanos, os quais tinham dado a ele um ultimato de sete dias para declarar lei de emergência em Plateau ou enfrentar guerra com a comunidade muçulmana.

Antes da suspensão do estado de emergência em novembro, a Câmara Municipal de Ulamas insistiu que os oficiais estendessem as regras de emergência e ameaçou fazer o estado ingovernável se o governo não prestasse atenção aos avisos. Cristãos vêem o assassinato de Davou, em 29 de dezembro, como um cumprimento da ameaça do líder muçulmano.

Em 06 de dezembro, o Rev. Yakubu Pam, presidente da Associação Cristã da Nigéria no estado de Plateau, alertou o público sobre planos de militantes muçulmanos de renovar ataques na comunidade cristã do estado.

Dois dias depois que Yakubu soou o alarme, as autoridades policiais confirmaram que eles tinham encoberto planos de um grupo armado que trabalhava em acordo com líderes muçulmanos locais para desestabilizar o estado de Plateau. Eles reclamavam de ter prendido membros suspeitos do grupo armado.

Grupos na Nigéria predizem que se o governo nigeriano falhar no controle das atividades de militantes muçulmanos, haverá uma escala de conflitos entre os adeptos das duas maiores crenças na Nigéria.


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