Governo pede atenção especial a anúncios religiosos

O Governo chinês pediu à imprensa que preste especial atenção aos anúncios de conteúdo religioso, relativos ao terremoto de Sichuan e que abordem temas delicados como "a soberania, a integridade territorial e a segurança nacional" da China durante os Jogos Olímpicos (veja aqui nossa campanha para China e Mianmar).

O alerta foi feito ontem, em um comunicado oficial, no qual o governo anunciou que não permitirá durante os Jogos Olímpicos anúncios publicitários com conteúdo "obsceno, sexual ou supersticioso" que possam prejudicar a imagem do país.

Em vez da publicidade de tabaco ou produtos que garantam melhorar o desempenho sexual, as companhias deverão promover os principais lemas olímpicos, como "Olimpíada verde" e "Olimpíada culta", diz o comunicado, que lembrou que caso contrário, os infratores "serão punidos conforme a lei".

O texto, emitido por seis departamentos governamentais, entre eles o de Propaganda, afirmou que "o mercado publicitário olímpico tem relação direta com a imagem nacional chinesa".

Controle sobre os meios de comunicação

Há meses, a China lançou várias campanhas destinadas a controlar as empresas de publicidade e limpar os meios de comunicação, principalmente portais de internet, do que o regime classifica de "publicidade ilegal".

Entre os principais atingidos pelas medidas estão produtos e bebidas relacionados a remédios sexuais e tratamentos de doenças venéreas, em um movimento destinado a melhorar a imagem internacional dos medicamentos chineses e que agora visa promover "os melhores Jogos da história".