Líder cubano é julgado por "comportamento ofensivo"

Reverendo Robert Rodriguez, um importante líder, esteve sob julgamento em 29 de dezembro, acusado de “comportamento ofensivo”.

Segundo os membros de sua igreja, o julgamento é uma tentativa do governo de silenciar e desonrá-lo.

Robert é pastor da igreja Los Pinos Nuevos, na municipalidade de Sagua la Grande, e também presidente nacional da Aliança Interdenominacional de Pastores e Ministros Evangélicos de Cuba.

Ele e seu filho, o pastor Eric Gabriel Rodriguez del Toro, foram acusados de “comportamento ofensivo” por um vizinho, de acordo com a organização CSW. O vizinho tem assediado os pastores com o apoio das autoridades locais há alguns anos.

Em um julgamento anterior, em 8 de dezembro, Robert foi sentenciado a uma sentença entre três meses e um ano de liberdade condicional. Qualquer problema com as autoridades resultaria na prisão do pastor. A promotoria, entretanto, pede que o pastor Robert seja sentenciado a um ano de prisão.

Como em outros casos parecidos em Cuba, os líderes das igrejas no país dizem que as autoridades estão usando as acusações dos vizinhos como pretexto para pressionar e possivelmente aprisionar os dois pastores.

Acredita-se que o motivo real desse julgamento tenha sido saída da Aliança Interdenominacional, sob a liderança de Robert, do Conselho Cubano de Igrejas (CCC) em setembro de 2008.

Na época, a Aliança publicou uma carta apresentando suas razões para sair do CCC. Uma delas seria a interferência consistente e ilegal da liderança da CCC nos assuntos internos da Aliança ao longo do último ano.

Em outubro, autoridades governamentais tiraram o pastor Robert de sua posição como presidente da Aliança Interdenominacional, uma mudança considerada inconstitucional pelos membros da Aliança, uma vez que foi feita sem seu envolvimento ou aprovação.

Desde então, segundo os membros da Aliança, as famílias têm sido sujeitadas a uma campanha de acusações e assédio que culminou no julgamento.

A saúde do pastor Robert está abalada devido à situação. Ele teve problema nos rins e deve ter perdido cerca de 13 quilos nos últimos meses.

Foi dito que uma autoridade local, Rômulo Palácios, maltratou o pastor quando ele e seu filho se apresentaram na delegacia na municipalidade de Placetas.