Dois cristãos são mortos em ataque pró-Talibã

A agência de notícias International Christian Concern soube que o Talibã, incentivado pelo sucesso em Swat Valley e avanço em Islamabad, atacou um bairro cristão e executou dois moradores depois que os cristãos limparam um grafite que os ordenava a se converter ao islã ou morreriam.
 
Em 20 de abril, moradores da cidade de Taseer acordaram para encontrar mensagens a favor do Talibã pintadas nas paredes de duas igrejas. As mensagens diziam: “Longa vida ao Talibã”, “Abrace o islã ou se prepare para morrer” e outros. No dia seguinte, os moradores cristãos fizeram um protesto na esperança de atrair a atenção do governo local para protegê-los. Entretanto, os oficiais não fizeram nada.

Na noite do protesto, 21 de abril, mais de 1.000 terroristas mascarados invadiram Taseer com rifles automáticos. Os moradores cristãos atemorizados, fugiram e se trancaram em suas casas.

De acordo com Asif Stephen, um politico cristão, um dos manifestantes disse: “Estamos protestando pacificamente, e, de repente,  alguns militants carregando armas entraram. Alguns dos agressores invadiram as casas, roubaram dinheiro e joias, abusaram das mulheres e queimaram as propriedades. Os anciãos foram machucados e uma criança caiu no chão e morreu nos braços de um amigo meu.”

Os militantes do Talibã foram de porta em porta, arrombando as residências dos cristãos, empurrando os anciãos e as mulheres para a rua. Os líderes do Talibã gritavam: “Vocês, infieis, têm que se converter ao islã ou morrerão. Porque vocês lavaram os avisos nas paredes das igrejas e das casas? Como se atrevem a se manifestar contra o talibã?”

Os terroristas abusaram sexualmente de muitas mulheres, e agrediram outras com cacetetes, varas de ferro e chicotes. Eles incediaram algumas casas. Quando dois cristãos resistiram, os militantes os mataram diante de suas famílias. A identidade das vítimas ainda não foi confirmada.

De acordo com a AsiaNews, a polícia prendeu sete militantes do Talibã envolvidos no ataque. No entanto, eles não têm certeza de quem está por trás do ocorrido.