Protestos violentos causam mortes no Chade

População exige o fim do governo provisório

| 25/10/2022 - 08:00

Ao menos 50 pessoas morreram nas manifestações (foto representativa)

Ao menos 50 pessoas morreram nas manifestações (foto representativa)


Na semana passada, protestos contra o governo deixaram 50 mortos e, aproximadamente, 300 feridos no Chade. As manifestações contra o presidente Mahamat Idriss Deby aconteceram na capital, Djamena. O político tomou o poder em 2021, quando seu pai e presidente Idriss Deby foi assassinado. Na ocasião, os militares prometeram que as eleições aconteceriam em agosto de 2022, totalizando 18 meses de governo provisório.  


No entanto, no começo de outubro, uma resolução foi aprovada para manter Mahamat no poder por mais dois anos, adiando a eleição para 2024. Segundo a agência de notícias Reuters, a sociedade civil e opositores do governo uniram-se em protesto na última quinta-feira, 20 de outubro. A manifestação pedia “o fim imediato do governo provisório e a rápida transição para um governo democrático”.
 


Apesar da proibição do protesto pelo governo, centenas de jovens tomaram as ruas da capital. Os manifestantes vandalizaram construções e foram recebidos com tiros e bombas de gás lacrimogênio pela polícia. Ao menos 50 manifestantes foram atingidos e mortos pelos tiros. Muitos outros ficaram feridos por causa do conflito.
 

"Insurreição armada"

O primeiro-ministro Saleh Kebzabo disse que o governo ainda está contabilizando as mortes na “insurreição armada”. Parceiros locais da Portas Abertas relataram que jovens também se mobilizaram em Moundou, a segunda maior cidade do Chade, e destruíram propriedades públicas. Soldados interviram, mas o conflito entre os próprios manifestantes tornou-se sangrento e deixou 12 mortos. 


“O que começou como protestos contra o governo, virou uma briga entre civis”, disse um parceiro local. Os protestos violentos são apenas uma das muitas preocupações no Chade. As inundações atingiram, nos últimos dias, 18 das 23 províncias do país.  


O presidente Mahamat declarou estado de emergência por causa das chuvas severas. No Sul, o conflito entre proprietários de fazendas continua. Todas essas questões somadas geram uma enorme crise que desafia ainda mais a situação dos
cristãos no Chade 


Pedidos de oração
 

  • Ore pelo governo e autoridades para que cumpram as promessas e tenham sabedoria para amenizar o conflito. 
  • Interceda pelos cristãos no Chade para que sejam instrumentos de graça e paz durante a crise.  
  • Rogue pelas famílias enlutadas por causa dos protestos e das inundações, para que encontrem consolo em Jesus. 

 


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