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Eritreia

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Eritreia
  • Tipo de Perseguição: Protecionismo denominacional, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado, opressão islâmica
  • Capital: Asmara
  • Região: Sul e Leste da África
  • Líder: Isaias Afewerki
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo, cristianismo
  • Idioma: Tigrinya, árabe, inglês, tigre, kunama, afar e outras línguas cushitas
  • Pontuação: 88


POPULAÇÃO
5,4 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
2,5 MILHÕES

Como é a perseguição aos cristãos na Eritreia? 

Cristãos de denominações não tradicionais enfrentam perseguição mais dura na Eritreia, tanto do governo como da Igreja Ortodoxa Eritreia, que é a única denominação cristã reconhecida pelo governo e rigidamente controlada pelas autoridades.  

As forças de segurança do governo monitoram ligações, examinam atividades e conduzem incontáveis ataques que visam cristãos, apreendem materiais cristãos e danificam igrejas domésticas. Os cristãos podem ser presos e encarcerados sem julgamento. Muitos cristãos são mantidos em prisões desumanas por causa da fé, e os familiares ficam sem saber onde estão ou se ainda estão vivos. Em junho de 2020, a ONU informou que não houve progresso significativo no que diz respeito às violações dos direitos humanos na Eritreia. 

Cristãos que não são da Igreja Ortodoxa e ex-muçulmanos enfrentam extrema oposição da família, comunidade e do Estadomuitas vezes serviços sociais essenciais e outros recursos são negados aos seguidores de Jesus.  

“Na prisão, um dos meus principais objetivos como cristão era evangelizar. Claro, é proibido fazer isso abertamente, mas fazíamos à noite, quando todos estavam dormindo. Muitas pessoas na prisão passam por diferentes frustrações e depressão. Por isso, elas amaram o que ensinamos e compartilhamos. Vimos muitas conversões e isso prova que o evangelho não pode ser acorrentado!” 

Musse, cristão que passou anos na prisão e compartilhou o evangelho com outros detentos

O que mudou este ano? 

Havia esperança de que um acordo de paz com a Etiópia melhoraria a observação dos direitos humanos na Eritreia, mas há poucos indícios disso – e os distúrbios na fronteira entre os dois países ocorridos no outono de 2020 ameaçam a estabilidade. A violência continua a piorar na Eritreia. 

Quem persegue os cristãos na Eritreia? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Eritreia são: protecionismo denominacional, paranoia ditatorialcorrupção e crime organizado, opressão islâmica.

Já afontes de perseguição são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Eritreia são: líderes religiosos cristãosparentes, cidadãos e quadrilhasoficiais do governo, partidos políticos, redes criminosas, líderes religiosos não cristãos.

Quem é mais vulnerável à perseguição na Eritreia? 

Cristãos de outras denominações que não da Igreja Ortodoxa Eritreia são particularmente vulneráveis à perseguição. Os ex-muçulmanos também são muito suscetíveis à pressão e violência por causa da fé em Jesus.  

Como as mulheres são perseguidas na Eritreia? 

Ao contrário de muitos países, as mulheres na Eritreia estão sujeitas ao serviço militar obrigatório. Mulheres cristãs recrutadas são particularmente vulneráveis à violência de gênero, enquanto mulheres cristãs detidas ou presas enfrentam agressões de guardas prisionais. 

Nas áreas rurais do país, o rapto e o casamento forçado ainda prevalecem. Se um muçulmano sequestra uma mulher cristã, ela será convertida à força. Além disso, não há legislação que trate especificamente da violência doméstica, então as mulheres convertidas muitas vezes enfrentam abusos físicos, prisão domiciliar, ameaça de serem denunciadas ao governo, perda da guarda dos filhos e divórcio forçado. 

Como os homens são perseguidos na Eritreia? 

Como a maioria das posições de liderança nas igrejas não registradas são ocupadas por homens, qualquer prisão deles causa um vazio de liderança. Quando isso acontece, a prisão causa problemas econômicos para a família, como uma infância instável para os filhos e um medo constante, já que os homens são considerados os provedores e protetores do lar.    

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Eritreia? 

A Portas Abertas trabalha por meio de parceiroe igrejas locais na Eritreia para fornecer assistência prática aos cristãos perseguidos, bem como treinamento bíblico e discipulado. Além disso, investimos na conscientização dos irmãos e irmãs ao redor do mundo e estimulamos a oração pelos cristãos perseguidos do país.  

Como posso ajudar os cristãos perseguidos? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a necessidade é mais urgente.



Pedidos de oração da Eritreia 

  • Ore para que a fé dos cristãos cresça, que o amor deles aumente e que sejam firmes, mesmo na aflição e perseguição. 
  • Clame para que os cristãos eritreus e os líderes da igreja tenham sabedoria e oportunidades para influenciar o governo a tratar o tema da liberdade religiosa. 
  • Interceda pelos cristãos presos por causa da fé, e pelas esposas e filhos delesPara que sejam supridos em todas as necessidades.  

Um clamor pela Eritreia 

Pai, por favor, proteja seus filhos na Eritreia. Mude o coração daqueles que os perseguem, especialmente dos que dizem seguir Jesus, mas perseguem outros cristãos. Pedimos que liberte os cristãos eritreus da prisão, como fez com o apóstolo Paulo e Silas. 

O presidente Isaias Afewerki governou a Eritreia desde que se tornou um país independente em 1993. Sua Frente Popular para a Democracia e a Justiça (PFDJ) é o único partido político e enfrenta uma forte pressão da comunidade internacional devido a seu histórico de desrespeito aos direitos humanos.

A economia do país está estagnada e milhares estão fugindo. Isso levou a um golpe fracassado em janeiro de 2013, quando um grupo de oficiais militares tentou assumir o controle das mídias estatais. Segundo especialistas da ONU, isso foi uma indicação séria de que a situação no país poderia piorar: “A insurreição militar fracassada de 21 de janeiro de 2013 é a indicação mais séria de rachaduras permanentes que emergem no regime. A luta de poder em evolução para o controle do comitê de direção militar ocorreu em meio a tensões crescentes entre os generais de Afewerki, como o general Manjus, e comandantes militares regionais. Notadamente, o ex-comandante militar regional, Filipos Woldeyohannes, é conhecido por ter contatado pessoas que teriam participado dos eventos de janeiro de 2013 e cujas relações com o presidente Afwerki conflitam desde 2012”. Ultimamente, o país vem tentando modificar seu relacionamento com a comunidade internacional.

O ano de 2018 abriu um período de mudanças significativas na Eritreia internacionalmente, não domesticamente. No início de julho de 2018, a Eritreia assinou um acordo de paz com a vizinha Etiópia para acabar com um conflito de duas décadas e trabalhar para a promoção de cooperação estreita nas áreas política, econômica, social, cultural e de segurança. O evento dramático em Asmara que marcou a retomada das relações harmoniosas foi seguido pela histórica visita do presidente Isaias Afewerki a Addis Ababa, uma semana depois para continuar o fortalecimento das relações pacíficas entre dois países culturalmente ligados. De forma complementar, como uma evidência da rápida melhora nas relações, a Eritreia reabriu sua embaixada em Addis Ababa e nomeou um embaixador para representá-la.

A paz no Chifre da África foi consolidada quando a Eritreia encerrou a hostilidade com Djibuti e Somália assinando acordos de paz com os dois países após o degelo diplomático nas relações entre Addis-Asmara. Em novembro de 2018, a ONU deixou as sanções que tinha imposto a Eritreia cerca de uma década atrás. Mas esses gestos de paz não foram compatíveis a melhorias nos direitos humanos no país. Em 17 de setembro de 2018, um antigo ministro das Finanças da Eritreia foi preso quase uma semana depois de ter publicado um livro que criticava o atual sistema político do país sob o comando de Isaias Afewerki. Eritreus têm fugido do país para a Etiópia como refugiados (tirando vantagem da abertura da fronteira entre os dois países), temendo que essa porta para a liberdade possa ser fechada novamente já que as condições de direitos humanos não melhoraram em nada na Eritreia

O regime permanece tão repressivo quanto antes: o recrutamento militar obrigatório continua (apesar do pretexto de uma ameaça existente por parte da Etiópia ter sido removida por conta do recente acordo de paz); não há anistia para prisioneiros políticos; a prisão de cristãos pertencentes a denominações cristãs banidas continua; e há até mesmo evidências de um fechamento gradativo de todas as fronteiras para a Etiópia.

O cristianismo entrou na Eritreia há mais de mil anos. A Igreja Ortodoxa Tewahedo Eritreia traça a história em direção à fundação da Igreja Copta Ortodoxa e sua separação, no século 5, do maior corpo do cristianismo ortodoxo oriental. Como os etíopes, a igreja da Eritreia reconhece Frumêncio (4º século) como seu primeiro bispo e segue as crenças e práticas dos etíopes [ortodoxos].

Em 1864, o protestantismo entrou na Eritreia por três missionários pertencentes à Missão Evangélica Sueca, que representa o luteranismo. Como o plano original de ir para a Etiópia foi impedido, os missionários decidiram permanecer na Eritreia e começaram a trabalhar com o povo kunama – um grupo étnico nilótico (natural ou habitante das margens ou terras banhadas pelo rio Nilo), cuja maioria vive na Eritreia, mas também na Etiópia.

Na era moderna, muitas outras partes da igreja protestante e livre entraram na Eritreia. Após a Segunda Guerra Mundial, a Igreja Presbiteriana Ortodoxa e as Missões de Fé Evangelística (uma agência de envio norte-americana) iniciaram o trabalho na Eritreia. Essa estabeleceu o que se tornou a Igreja Evangélica da Eritreia. Um ano após a Declaração de Independência, em 1993, a Convenção Batista do Sul iniciou o trabalho. Todos esses grupos, agora, trabalham fora dos regulamentos oficiais.

Na Eritreia, cristãos são presos em contêineres

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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