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Mauritânia

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Mauritânia
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, hostilidade etno-religiosa, opressão do clã, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado
  • Capital: Nouakchott
  • Região: Norte da África
  • Líder: Mohamed Ould El-Ghazouani
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo
  • Idioma: Árabe, pulaar, soninke, wolof e francês
  • Pontuação: 71


POPULAÇÃO
4,7 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
10,8 MIL

Como é a perseguição aos cristãos na Mauritânia? 

O ambiente restritivo na Mauritânia torna impossível que os cristãos se reúnam abertamente. Isso é especialmente verdadeiro para os convertidos do islã, que enfrentam enorme pressão das famílias e comunidades. Na cultura tribal da Mauritânia, deixar o islã não é visto apenas como traição religiosa, mas também como traição à tribo e à família.  

Compreensivelmente, em tal cultura não há espaço para celebrar batizados, casamentos ou funerais cristãos. Aqueles que se convertem ao cristianismo também podem enfrentar processo, já que é ilegal deixar o islã. Expressar abertamente a fé cristã é arriscado até para os estrangeiros, pois poderia ser considerado como uma tentativa de converter outros ao cristianismo, o que pode levar a processo.    

“O futuro da igreja na Mauritânia depende de como a igreja lida com a questão do dinheiro e como os poucos santos locais não corrompidos podem dar o exemplo para a próxima geração.” 

Colaborador da Portas Abertas no Norte da África  

O que mudou este ano? 

A pressão sobre os cristãos na Mauritânia aumentou no último ano, causada pelo endurecimento das leis de blasfêmia e apostasia. Os cristãos têm experimentado uma crescente oposição em todas as áreas da vida, exceto na vida familiar, que permanece no mesmo nível. O aumento mais acentuado é na violência, mas isso pode ser porque mais incidentes estão sendo relatados. 

Quem persegue os cristãos na Mauritânia? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Mauritânia são: opressão islâmica, hostilidade etno-religiosa, opressão do clã, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado.

Já as “fontes de perseguição são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. Afontes de perseguição aos cristãos na Mauritânia são: oficiais do governo, parentes, líderes de grupos étnicos, cidadãos e quadrilhas, grupos religiosos violentos, líderes religiosos não cristãos, redes criminosas.

Quem é mais vulnerável à perseguição na Mauritânia? 

A pressão sobre os cristãos na Mauritânia aumentou no último ano, causada pelo endurecimento das leis de blasfêmia e apostasia. Os cristãos têm experimentado uma crescente oposição em todas as áreas da vida, exceto na vida familiar, que permanece no mesmo nível. O aumento mais acentuado é na violência, mas isso pode ser porque mais incidentes estão sendo relatados. 

Como as mulheres são perseguidas na Mauritânia? 

As mulheres cristãs mais vulneráveis são aquelas que se converteram do islã. É uma decisão que as coloca em desacordo com a autoridade do pai ou marido, e traz vergonha para a família. Também pode deixar as mulheres cristãs em uma situação financeiramente perigosa. 

Casamentos arranjados são comuns na Mauritânia, e cristãs ex-muçulmanas solteiras, muitas vezes ainda adolescentes, podem ser forçadas a se casar com homens muçulmanos para mantê-las sob a influência do islã. Se a fé for descoberta, as mulheres (ou meninas) cristãs podem estar sujeitas a tratamentos severos, como servidão e isolamento. 

A presença da escravidão moderna (apesar de leis contrárias) torna a detenção e exploração de mulheres cristãs ex-muçulmanas mais provável – e muito escondida.   

Como os homens são perseguidos na Mauritânia? 

Decidir seguir Jesus pode custar muito caro para um homem criado como muçulmano na Mauritânia. Ele provavelmente será excluído pela família, perdendo o status na sociedade, e pode ser expulso de casa. Para evitar realizar certos ritos muçulmanos, alguns homens cristãos fogem da cidade natal ou mesmo do país. Uma vez que deixar o islã é ilegal, acusações de apostasia podem ser apresentadas em um tribunal religioso. 

Enquanto isso, os africanos vindos de outros países são pressionados a deixar a Mauritânia ao serem impedidos de encontrar trabalho ou forçados a pagar altas taxas como trabalhadores migrantes. Muitos cristãos da África Subsaariana partem por essa razão, ou vivem vidas muito difíceis. 

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Mauritânia? 

Portas Abertas apoia a igreja no Norte da África por meio da distribuição de literatura cristã, fornecendo treinamento e organizando projetos de desenvolvimento socioeconômico e advocacy.  

Como posso ajudar os cristãos perseguidos?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, você possibilita que um cristão ex-muçulmano seja discipulado por um mês no Norte da África. 



Pedidos de oração da Mauritânia 

  • Interceda para que a lei na Mauritânia mude e não seja mais ilegal deixar o islã. 
  • Peça força e proteção para todos os cristãos ex-muçulmanos, e que as famílias respeitem a decisão de qualquer membro de seguir Jesus. 
  • Ore por oportunidades para que os cristãos compartilhem o evangelho com outros com segurança.  

Um clamor pela Mauritânia 

Querido Deus, obrigado pela pequena mas fiel igreja na Mauritânia. Dê àqueles que tomaram a decisão ousada de segui-lo a força para se manterem firmes e servi-lo. Que eles brilhem, levando outros ao Senhor. Proteja as mulheres cristãs de casamentos forçados ou nocivos, e as coloque em famílias e comunidades onde elas não apenas sobreviverão, mas prosperarão. Amém. 

A Mauritânia tornou-se um protetorado (território protegido e controlado por outro) francês em 1904 e ganhou independência em 1960. Até 1979, a Mauritânia reivindicou soberania sobre o território do Saara Ocidental, que era uma colônia espanhola. O país tem estado sob o domínio militar por mais de 30 anos, com apenas uma breve interrupção democrática em 2007. As promessas de levar a democracia de volta ao país só resultaram em eleições fraudulentas. A situação política caracterizou-se por golpes sucessivos, com o exército servindo como instituição política dominante. O atual presidente do país, Mohamed Ould El-Ghazouani, foi eleito em junho de 2019. Ele era candidato pelo partido islâmico no poder, que chegou ao poder em um golpe militar em 2008, e muitos observadores consideram que o processo eleitoral não foi livre e justo. O país é formalmente uma democracia multipartidária, mas seu parlamento é completamente dominado pelo partido islâmico no poder. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

A Mauritânia é uma autoproclamada república islâmica e o islamismo é a ideologia política dominante no país. O governo atual está determinado a permanecer no poder e tenta apoiar sua legitimidade entre grupos islâmicos ao perseguir os cristãos. O Economist Intelligence Unit (EIU) classifica o governo da Mauritânia como autoritário: “O governo mauritano tem lutado para manter a presença em todo o país e fazer cumprir o Estado de direito. A administração pública é fraca e vulnerável à corrupção. Instituições informais, como família, conexões tribais ou pessoais são dominantes. Vários grupos islâmicos buscam se beneficiar da desaprovação popular da elite política corrupta e do ressentimento pelo abandono da democratização pelo regime”. 

O relatório Freedom of Thought (da organização Humanists International que avalia os países baseado nos direitos humanos) classifica a Mauritânia como tendo graves violações: “A lei e os procedimentos legais da Mauritânia são baseados na sharia (conjunto de leis islâmicas). Crimes da sharia como heresia, apostasia, ateísmo, recusa em orar, adultério e alcoolismo estão todos contidos no Código Penal da Mauritânia. O Código inclui punições por apedrejamento, amputação e chicotadas. As normas da sharia também estão refletidas no Código de Status Pessoal de 2001 da Mauritânia (um código legal que regula todos os assuntos relacionados a questões de casamento, divórcio, família e herança). O artigo 113 afirma que por dificuldades de interpretação, bem como nos casos em que o Código é silencioso, deve-se fazer referência à sharia”. 

Apesar de ser partidária dos mais importantes tratados internacionais de direitos humanos, que asseguram liberdade de religião, a Mauritânia ainda tem um direito penal que sanciona pena capital para apostasia. Qualquer pessoa que trabalhe para o governo tem que professar o islã e participar de eventos religiosos do Estado.  

Os indicadores políticos do Fragile States Index (FSI) mostram que a legitimidade do Estado continua a piorar. Nepotismo, clientelismo e outras formas de corrupção são generalizadas dentro do governo. Campanhas anticorrupção têm focado apenas em figuras menores. Jornalistas que investigam casos específicos de corrupção envolvendo autoridades do Estado e companhias estatais têm sido intimidados, detidos e acusados de difamação. Pessoas poderosas com conexões com o exército e a presidência podem enriquecer e agir impunemente. 

CENÁRIO RELIGIOSO 

Segundo estimativas do World Christian Database (WCD) 2019, 99,3% dos mauritanos são muçulmanos (a maioria é sunita) e essa realidade é reforçada pela designação oficial do país como República Islâmica da Mauritânia. Os cristãos constituem apenas uma fração muito pequena da população (0,2%). Embora tradicionalmente o islã na Mauritânia tenha sido fortemente influenciado pelo sufismo, a influência de grupos islâmicos radicais se tornou muito proeminente nas últimas décadas. 

Middle East Concern relata: “Os cristãos enfrentam severas restrições na prática. Apesar de os cristãos estrangeiros residentes no país poderem adorar, as atividades cristãs são restritas a lugares designados. Cristãos e ONGs cristãs devem garantir que evitem qualquer interação com muçulmanos que seja interpretada como proselitista. Mauritanos nativos que escolham sair do islã enfrentariam, a princípio, pena de morte sob as disposições de apostasia do Código Penal, embora não haja exemplos conhecidos de uma sentença de morte judicial sendo aplicada para apostasia nos últimos anos. No entanto, aqueles que deixarem o islã provavelmente enfrentarão respostas violentas da família ou membros da comunidade”. 

Os cultos coletivos são particularmente difíceis devido ao ambiente restritivo que torna impossível para os cristãos, especialmente para as congregações de ex-muçulmanos, se encontrar abertamente e conduzir celebrações. Qualquer expressão de fé por cristãos não mauritanos, por exemplo, migrantes da África Subsaariana ou trabalhadores humanitários, também corre o risco de ser processada sob as leis do país, que criminalizam a tentativa de conversão dos muçulmanos.  

Os batismos só podem ser realizados em segredo e muitos convertidos do islamismo ficam relutantes em serem batizados, temendo descoberta e acusações de apostasia contra eles. Os ex-muçulmanos que são descobertos pela família geralmente se sentem pressionados a deixar o país. 

Embora a Igreja Católica (denominação cristã dominante) tenha permissão para reformar o interior das igrejas, é proibida a reforma do exterior dessas e a construção de igrejas pertencentes a outras denominações. Todas as igrejas, inclusive a católica, têm que operar com cuidado para evitar acusações de proselitismo. 

A Mauritânia é completamente dominada pelo islamismo. A influência e proeminência de versões mais austeras e intolerantes do islã tornaram-se cada vez mais visíveis no país. A atividade e a ajuda dos países árabes da região do Golfo têm sido significativas neste processo. Acredita-se que a Irmandade Muçulmana tenha sido muito importante na Mauritânia até recentemente. O cristianismo é visto como uma influência ocidental condenável e a hostilidade do governo em relação aos cristãos (em particular ex-muçulmanos) é alta. 

Militantes islâmicos violentos, como os pertencentes à Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) e o Movimento por Unidade e Jihad no Oeste Africano (MUJAO, da sigla em inglês), são particularmente ativos no extremo leste do país. Sequestros por esses ou outros grupos criminosos é um risco em todo o território nacional, principalmente para os estrangeiros. AQMI tem sido um desafio para o governo mauritano desde 2005, mas o exército teve algum sucesso em sua luta contra esse grupo radical.  

Os Estados Unidos manifestaram repetida preocupação com a expansão constante do ramo norte-africano da Al-Qaeda ao sul do continente nos últimos anos. Existe uma ameaça muito real de que a Mauritânia deslize para um caminho islâmico mais radical, uma vez que a simpatia pelo islamismo radical entre a população aumenta a cada dia. Vários grupos islâmicos buscam se beneficiar da desaprovação popular da elite política corrupta e do ressentimento sobre o abandono da democratização pelo regime.  

Os não muçulmanos experimentam intimidação e perseguição, particularmente nas mãos de grupos islâmicos. Um grande número de mauritanos se juntou a grupos militantes islâmicos, tanto no Norte da África quanto na Síria e no Iraque. Enquanto o governo tenta combater a militância islâmica de um lado, ao mesmo tempo fornece financiamento para os wahabi e outros movimentos islâmicos radicais, como a Irmandade Muçulmana. Os cristãos ex-muçulmanos carregam o peso da perseguição, pois a nova fé não é tolerada pela família e pela sociedade.  

CENÁRIO ECONÔMICO 

O Banco Mundial classifica a Mauritânia como uma economia de renda média baixa. É um dos países mais pobres do mundo, apesar de ser rico em vários recursos minerais, inclusive petróleo e minério de ferro. Apenas 4% da terra é arável e há pouca segurança alimentar interna. Segundo relatos, um terço das crianças mauritanas estão desnutridas e, quando há comida suficiente, geralmente é muito cara para os pobres. Embora a adesão do governo às restrições da liberalização econômica do Banco Mundial tenha trazido crescimento financeiro, também mergulhou muitos dos trabalhadores pobres em uma pobreza ainda maior. De acordo com o relatório BTI (BertelsmannStiftung Transformation Index) da Mauritânia de 2020 (p. 25): “O desemprego é 10%, mas o estudo do Banco Mundial de maio de 2018 notou que o número real pode ser perto de 30%, com altas taxas entre 18 e 34 anos”. ”. 

No geral, os indicadores econômicos do Fragile States Index (FSI) mostram uma economia fraca, mesmo com pequenas melhorias. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mostra que apenas 44% da população total está empregada. Além disso, 53% do emprego é considerado vulnerável. Essa vulnerabilidade econômica também é confirmada na baixa taxa de alfabetização, que é de 53,5% de todos os adultos, com uma taxa ainda mais baixa, de 43,4%, entre as mulheres. 

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

A existência contínua da prática da escravidão é também um dos principais problemas no país que causa divisão e hostilidade social. A questão da escravidão também é uma causa de divisão ao longo de linhas étnicas entre os mauritanos: os de descendência árabe (mouros) e bérbere, e os de origem negra africana e descendentes de ex-escravos dos mouros, que também são chamados de haratina. 

A situação geral, política, econômica e social na Mauritânia torna o país propício ao surgimento do islamismo radical. O Estado mauritano não conseguiu lidar com a prática da escravidão, melhorar a situação econômica da maioria dos seus cidadãos e estabelecer um sistema de governança mais responsivo e responsável. Isso criou um ambiente propício à propagação da intolerância religiosa. Apesar da colaboração do governo e da reputação internacional, como um aliado próximo do Ocidente, na luta contra o terrorismo e a militância islâmica, a situação no país é complexa e faz da Mauritânia um país perigoso para se viver como cristão.  

Imigrantes cristãos frequentemente enfrentam discriminação aberta. Em tempos recentes, tem havido uma forte campanha anti-imigrantes. Ataques racistas e xenófobos geralmente também tomam uma conotação anticristã. O ambiente geral a nível nacional faz com que muitos convertidos sejam forçados a manter a fé em segredo. É virtualmente impossível para cristãos serem visíveis e participar em questões nacionais abertamente.  

Afiliação tribal, relacionamentos pessoais e religiosos são muito importantes na sociedade da Mauritânia. Tensões tribais e raciais estão entrelaçadas neste país conservador e tradicional, onde a urbanização é um fenômeno relativamente moderno. Quando um muçulmano se torna cristão, não está apenas preocupado com a pressão da família e do governo, mas também com a vergonha sentida por todo o grupo tribal ou étnico — levando a uma perseguição mais ampla. A questão da escravidão no país, que está ligada à etnia, também contribui para a perseguição, uma vez que os defensores da escravidão argumentam que ela é sancionada pelo islã. A campanha contra a escravidão desencadeou uma reação hostil dos islâmicos no país.  

Os indicadores de coesão do Fragile States Index (FSI) mostram que as elites faccionárias são um fator importante de instabilidade social e, embora as pressões demográficas entre os grupos étnicos tenham melhorado um pouco, seu potencial de perturbar a vida social permanece alto. De acordo com o IDH, a expectativa de vida é baixa, de 64,5, e as crianças só podem esperar 8 anos de escolaridade. 

A Mauritânia foi colonizada pelos povos subsaarianos e pelos Sanhajah Imazighen (bérberes). A região era o berço dos Almorávidas Amazigh (bérberes), um movimento puritano de reforma islâmica do século 11 que espalhou uma forma puritana do islã do Saara até o Norte da África. Não se sabe detalhes sobre a presença do cristianismo antes disso, mas como algumas cidades da Mauritânia tiveram um papel importante no comércio entre Marrocos e a África Subsaariana, deve ter havido algum tipo de contato com os cristãos. 

O primeiro impacto cristão sério na Mauritânia ocorreu em 1442, quando marinheiros portugueses conquistaram o Cabo Nouadhibou; seis anos depois, eles fundaram o forte de Arguin, de onde tiraram ouro, goma arábica e escravos. Mais tarde, essas mesmas mercadorias atraíram comerciantes espanhóis, holandeses e, finalmente, franceses para o litoral. Os franceses conquistaram o domínio de grande parte da costa do Saara através de tratados europeus no início do século 19. 

A Mauritânia tornou-se parte da África Ocidental Francesa em 1904. Os interesses e controle coloniais franceses permaneceram principalmente limitados à costa e às rotas comerciais do Saara. A presença europeia na Mauritânia estava mais focada nos negócios do que na apresentação da fé cristã. 

A presença cristã na Mauritânia durante o período colonial francês limitou-se aos estrangeiros católicos romanos residentes. Após obter a independência da França em 1960, a vida dos poucos cristãos no país tornou-se muito difícil, mas a Igreja Católica Romana fundou uma diocese em Nouakchott em 1965. Dezenas de freiras e padres em um punhado de postos missionários foram amplamente aceitos pela população local através de seu compromisso e apoio social. Os serviços da Igreja Católica são realizados principalmente para trabalhadores migrantes de países vizinhos como Guiné-Bissau. 

De acordo com o World Christian Database (WCD), a maioria dos cristãos na Mauritânia é católica romana e também existe um pequeno número de cristãos nativos e ex-muçulmanos que precisam viver a fé em segredo. Além dos católicos, há alguns cristãos de países vizinhos ou de longe que não pertencem a nenhuma denominação. Os protestantes não são tão bem estabelecidos quanto os católicos romanos no país. 

No país de maioria muçulmana, apenas 0,2% da população é cristã

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