Portas Abertas • 20 jul 2022
Portas Abertas atua oferecendo treinamentos e atende às necessidades mais urgentes da igreja na Colômbia
Hoje, a Colômbia completa 212 anos de independência. O dia comemora a formação da Junta de Governo de Bogotá, que, em 1810, iniciou o processo emancipatório, tornando parte do antigo Vice-Reino de Granada na Colômbia atual.
Mais de 48 milhões de cristãos vivem na Colômbia, um percentual alto na América Latina. No entanto, a quantidade não é suficiente para evitar que crime organizado e grupos tradicionais indígenas pressionem e ataquem os seguidores de Jesus. Por isso, o país ocupa a 30ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2022, com os 50 países onde é mais difícil ser cristão.
A liderança da igreja cristã é ameaçada, atacada e até mesmo assassinada em disputas de território entre guerrilheiros na Colômbia. Especialmente na área rural, os conflitos pelo controle deixam os pastores e as famílias sob o fogo cruzado. Os cristãos se tornam alvos frequentes por denunciar crimes, defender os direitos humanos e do meio ambiente.
Formar uma juventude com propósitos, incentivar a postura pacífica e a oposição aos abusos de poder são alguns dos trabalhos da igreja na Colômbia. Isso caminha na contramão dos projetos de poder dos guerrilheiros que respondem à oposição pacífica com violência e pressão. Algumas vezes, as atividades das igrejas são suspensas por causa dos conflitos.
Nas comunidades indígenas, há oposição significativa contra missionários e conversões. Quando um indígena decide seguir a Jesus na Colômbia, ele enfrenta prisão, abusos físicos, restrição de direitos básicos e expulsão de casa, sob a alegação de abandono dos ancestrais.
Os líderes tradicionais indígenas entendem a presença cristã como uma violação do passado e tradições da comunidade. Os costumes indígenas colombianos definem regras sobre casamento, família, liberdade religiosa, uso da terra e outros assuntos contrários aos princípios cristãos, por isso a conversão é vista como um tipo de traição e de ameaça ao estilo de vida que eles têm. Qualquer tipo de problema, sejam colheitas ruins ou doenças, é usado para culpar e marginalizar os cristãos indígenas nas comunidades.
A hostilidade nas diversas partes do país estimula o silêncio, o medo e a vigilância constante dos cristãos colombianos. Considerando esses desafios, a Portas Abertas busca apoiar os cristãos perseguidos na Colômbia por meio de treinamentos, doações de itens básicos ou abrigo para filhos de cristãos que estão em risco.
Portanto, quando um cristão indígena é privado de acesso a saúde ou alimentos por crer em Jesus, os parceiros enviam, através das doações, remédios e outros recursos necessários. Do mesmo modo, se líderes cristãos e igrejas estão sob ameaças e precisam de treinamento para se manter firme na perseguição ou para tratar traumas resultantes de ataques, os parceiros locais organizam o treinamento, distribuem Bíblias e participam da vida das comunidades cristãs.
Cristãos indígenas da Colômbia perdem o emprego, a casa e os recursos básicos por crerem em Jesus. Com uma doação, eles receberão a assistência de que precisam e testemunharão do cuidado do Senhor por meio da família na fé.