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Colômbia

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Colômbia
  • Tipo de Perseguição: Opressão do clã, corrupção e crime organizado, intolerância secular
  • Capital: Bogotá
  • Região: América Latina
  • Líder: Iván Duque Marquez
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Cristianismo
  • Idioma: Espanhol
  • Pontuação: 67


POPULAÇÃO
50,2 MILHÕES


POPULAÇÃO CRISTÃ
47,7 MILHÕES

Como é a perseguição aos cristãos na Colômbia? 

Na Colômbia, um país majoritariamente cristão, a perseguição é localizada – e violenta. Líderes da igreja são ameaçados, assediados, extorquidos e até assassinados como resultado da violência cometida por guerrilheiros e outros grupos criminosos, especialmente nas áreas mais remotas do país. Na maioria dos casos, essa violência é resultado direto de cristãos denunciarem a corrupção e a violência, trabalharem pela defesa dos direitos humanos e ambientais, servirem entre os jovens e buscarem a paz e a justiça – tudo o que coloca em risco as atividades ilegais dos grupos criminosos. Os cristãos são vistos como impedimento para o recrutamento forçado de pessoas, especialmente jovens, para grupos rebeldes e para o tráfico de drogas e o crime organizado. 

Nas comunidades indígenas, existe uma oposição significativa em relação aos missionários cristãos e aos indígenas convertidos ao cristianismo, que podem enfrentar prisão, abuso físico e confisco de bens, entre outras formas de punição.  

Além disso, parece haver uma crescente intolerância contra os cristãos na esfera pública. Há também uma ênfase no secularismo muito maior que em uma sociedade pluralista que valoriza todas as vozes, inclusive os cristãos. Os cristãos podem ser vistos erroneamente como preconceituosos ou discriminatórios, e a oposição às crenças cristãs históricas pode ser violenta às vezes.  

“Um dia, recebi uma mensagem de uma dessas gangues [criminosas] dizendo que se eu não cooperasse com a ‘causa’ delas, então eu não deveria estar nesta cidade. Elas também disseram que todos os jovens devem fazer parte de seus grupos.  

Pastor Alberto, cristão perseguido na Colômbia 

O que mudou este ano? 

A classificação da Colômbia na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2021 subiu 11 posições em relação à LMP 2020. Os fatores mais significativos que levam à constante ascensão do país na Lista são a violência de grupos rebeldes – incluindo o retorno de um grupo dentro das FARC às atividades de guerrilha – juntamente com a perseguição enfrentada pelos cristãos indígenas que deixaram uma religião tradicional. Além disso, o impacto da pandemia da COVID-19 afetou muitos grupos que já eram vulneráveis a gangues criminosas, particularmente em áreas do país que são parcialmente controladas por esses grupos violentos.   

Quem persegue os cristãos na Colômbia? 

O termo tipo de perseguição é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra os cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Colômbia são: opressão do clã, corrupção e crime organizadointolerância secular.  

Já as “fontes de perseguição são os condutores/executores de hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Colômbia são: líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, parentes, cidadãos e quadrilhasredes criminosas, grupos paramilitares, oficiais do governo, partidos políticos, grupos de pressão ideológica.  

Quem é mais vulnerável à perseguição na Colômbia? 

Os cristãos com maior risco na Colômbia são os que vivem em regiões onde grupos rebeldes e gangues de tráfico de drogas – que em alguns contextos podem ser a mesma coisa – exercem controle. Cristãos que vivem o evangelho ameaçam interromper o tráfico de drogas e a capacidade dos criminosos locais de manter sua autoridade. Portanto, esses grupos têm como alvo os líderes da igreja, infligindo violência a eles e as suas comunidades.  

O outro grupo mais vulnerável são os indígenas que se convertem ao cristianismo. Muitas vezes, esses cristãos vivem em regiões semiautônomas onde as autoridades locais exercem um poder significativo. Porque seguir Jesus é visto como uma traição à cultura e à herança, isso significa que os cristãos podem ser expulsos de suas casas ou serem alvo de perseguições significativas.  

Como as mulheres são perseguidas na Colômbia? 

Embora não exista uma lei específica na Colômbia que coloque as mulheres cristãs em perigo, na prática, há situações em que elas devem superar desafios para viver a fé sem medo. Por exemplo, dentro das comunidades indígenas. Porque as autoridades tribais se opõem à fé cristã, é comum que uma mulher solteira que se torne cristã seja forçada a se casar com um indígena não cristão. Também é comum que uma mulher casada, ao se converter, seja abandonada pelo marido, separada dos filhos e excluída pela comunidade. Isso coloca as mulheres cristãs em uma situação particularmente vulnerável porque estão expostas ao deslocamento forçado e possivelmente sujeitas a grupos criminosos envolvidos no tráfico e exploração sexual. Nos casos em que as mulheres cristãs permanecem na comunidade, elas devem cumprir as práticas comunitárias, apesar da fé cristã. 

Em áreas sob controle de criminosos, a doutrinação guerrilheira de crianças também afeta meninas cristãs. Não só devem aceitar ideologias violentas, como também se tornam cada vez mais vulneráveis porque provavelmente se tornarão vítimas de estupro e assédio sexual. Além disso, nas áreas mais negligenciadas, os programas governamentais são patrocinados por organizações multilaterais que insistem em incentivar recursos de planejamento familiar, que na maioria das vezes envolvem contraceptivos e aborto. Em alguns lugares, elas são pressionadas a usar esses métodos em troca do recebimento de ajuda governamental ou acesso total aos cuidados de saúde. Essa pressão é realizada de forma mais agressiva nas escolas da zona rural, onde as jovens são coagidas a usar contraceptivos mesmo que seus pais discordem por razões religiosas.    

Como os homens são perseguidos na Colômbia? 

Os homens cristãos sempre enfrentaram um nível mais alto de ameaça e perseguição, em parte porque na cultura colombiana eles são vistos como chefe da família – ou da igreja, se são pastores. Homens e meninos estão em perigo particular em regiões de conflito armado. Homens enfrentam extorsão para fornecer dinheiro para grupos armados; líderes cristãos podem ser fisicamente agredidos, forçados a deixar as comunidades ou assassinados. 

Nas áreas controladas por grupos criminosos ou cartéis de drogas, os jovens são os principais alvos para fins de recrutamento e estão expostos à doutrinação e participação obrigatória nas atividades desses grupos (sequestro, abuso sexual, tráfico, etc.). Devido ao ambiente econômico e social, alguns jovens aceitam isso e se juntam a esses grupos. No entanto, outros se recusam – por causa da fé ou não – esses meninos são frequentemente ameaçados, perseguidos e frequentemente sequestrados junto com suas famílias. 

Em algumas comunidades indígenas, se os pais se convertem ao cristianismo, os meninos são forçados a se casar com mulheres mais velhas na comunidade, para prevenir a gravidez e, consequentemente, a propagação do cristianismo.  

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Colômbia? 

Grupos guerrilheiros na Colômbia são conhecidos por recrutar crianças cristãs colombianas. Por essa razão, Abrigo Lar Cristão da Portas Abertas foi criado na Colômbia como um local para proteger crianças cujas famílias foram ameaçadas ou deslocadas, e para aquelacrianças ou adolescentes que estão em risco de recrutamento. 

Portas Abertas também apoia os cristãos em comunidades indígenas com treinamento e educação cristã para crianças indígenas.    

Portas Abertas fortalece a Igreja Perseguida na Colômbia desenvolvendo e entregando materiais bíblicos, construindo escolas cristãs para cristãos indígenas, fornecendo programas de educação e levando ajuda emergencial aos cristãos perseguidos.    

Como posso ajudar os cristãos perseguidos nColômbia? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Com uma doação, você faz com que filhos de cristãos perseguidos na Colômbia sejam protegidos enquanto recebem educação e cuidado integral. 



Pedidos de oração da Colômbia 

  • Ore por cristãos em comunidades indígenas na Colômbia. Por causa da pandemia da COVID-19, as comunidades indígenas estão restringindo o acesso e, em alguns casos, bloqueando estradas que levam as suas terras. Essas ações impedem os missionários colaboradores de alcançar os cristãos e até mesmo fornecer ajuda. 
  • Interceda por cristãos que vivem em áreas controladas por grupos rebeldes e criminosos. Ore para que Deus os mantenha seguros e lhes dê coragem para continuar a viver e pregar o evangelho.  
  • Peça a Deus pelas famílias dos líderes da igreja que foram mortos na Colômbia. Clame para que Deus seja seu conforto e lhes dê cura do trauma. 

Um clamor pela Colômbia 

Nosso Deus e pai, oramos por nossos irmãos e irmãs na Colômbia. Oramos por aqueles que enfrentam a ameaça da violência simplesmente porque a própria presença é uma ameaça para aqueles que fariam o mal. Pedimos que traga paz e reconciliação entre grupos armados na Colômbia, e que a violência cesse. Pedimos também por nossa família indígena na Colômbia, para que ela possa caminhar com o Senhor abertamente e sem medo. Em nome de Jesus, amém. 

A Colômbia se tornou independente da Espanha depois de um longo período de dificuldade entre 1810 e 1819. O ato de independência de Santa Fé foi assinado em 1810 e se seguiram seis batalhas na guerra pela independência. A mais famosa foi a Batalha de Boyacá, ocorrida em 7 de agosto de 1819 e vencida pelas forças revolucionárias sob comando de Simón Bolívar. 

O atual presidente, Iván Duque, do Partido Centro Democrático, venceu as eleições em junho de 2018, e tem a tarefa de lidar com muitos desafios em torno da implementação do Acordo para o Término Final de Conflito entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Acordo assinado em 24 de novembro de 2016, durante a presidência de Juan Manuel Santos. Grupos de guerrilha, como o Exército Nacional de Libertação (ELN) e antigos membros das FARC, continuam dificultando o processo de paz. 

A migração em massa de refugiados da Venezuela para a Colômbia tem um grande impacto na economia, educação e serviços básicos no país. Aproximadamente 1,8 milhões de venezuelanos vivem na Colômbia desde dezembro de 2019, de acordo com estatísticas oficiais do governo. 

CENÁRIO POLÍTICO E LEGAL 

Duas questões são as mais importantes na política colombiana e contexto legal: a implementação do acordo de paz e a luta contra a corrupção. Quanto ao primeiro ponto, embora tenha havido algum progresso, apenas cerca de 23% dos compromissos estabelecidos no acordo de paz foram completamente cumpridos. A principal mudança é que as FARC foram transformadas de grupo de guerrilha em partido político. 

Com relação ao segundo ponto, o contexto legal e as políticas para combater a corrupção são fracas. De acordo com o Relatório de Direitos Humanos da Colômbia 2019, forças de segurança do governo foram acusadas de colaborar ou tolerar as atividades de gangues criminosas, que incluem alguns antigos membros de grupos paramilitares. 

A implementação do acordo de paz tem sido um processo lento. As dificuldades persistem para a completa implementação nos níveis social, político e econômico. Isso tem resultado em um retorno ao contexto de violência e insegurança para todos os colombianos, mas especialmente por aqueles nas áreas mais pobres e negligenciadas do país.  

Corruption Perception Index 2019 classifica a Colômbia em 96° lugar de 180 países, com 37 de 100 pontos, sendo 0 muito corrupto e 100 muito honesto. Apesar de certo progresso na implementação do acordo de paz das FARC, os dissidentes do grupo, membros do ELN e outros grupos de guerrilha lutam por controle de regiões inteiras com objetivo de conduzir suas atividades ilegais. Esse contexto tem levado líderes de igrejas e grupos cristãos a enfrentarem perseguição implacável, ameaças, extorsão e mortes, bem como ataques a prédios cristãos.  

Essas medidas são principalmente direcionadas para quem discorda ativamente de suas práticas, discursa em defesa dos direitos humanos, prega para combatentes e civis, conduz orações em áreas violentas ou previne jovens de entrarem para os grupos dissidentes. Grupos criminosos também retalham antigos membros da guerrilha que decidiram abandonar a vida criminosa como resultado de conversão à fé cristã. Tudo isso é possível devido à corrupção e impunidade causadas pelas alianças estabelecidas entre líderes desses grupos e algumas autoridades do Estado.  

CENÁRIO RELIGIOSO 

A Constituição garante, no artigo 19, a liberdade de religião e declara que toda pessoa desfruta do direito de professar a própria crença individual ou coletiva. O governo não possui uma religião oficial, mas reconhece o setor religioso como sendo um elemento importante em estabelecer a paz e tem chamado à participação ativa de igrejas e organizações com base religiosa. O papel significativo desempenhado por igrejas as tem colocado em um perigo particular. 

Líderes de igrejas estão sendo ameaçados, assediados, extorquidos e até mesmo mortos como resultado da violência cometida por guerrilhas ou outros grupos criminosos. Na maioria dos casos, essa violência é resultado direto de cristãos que trabalham pela defesa dos direitos humanos, com jovens, e que estão envolvidos em qualquer atividade que diz respeito à implementação do acordo de paz. Se isso compromete as atividades ilegais dos grupos, especialmente nas áreas mais negligenciadas do país, eles são perseguidos.  

De acordo com o relatório International Religious Freedom 2019 da Colômbia, entidades sem registro devem continuar realizando atividade sem punição, mas não podem arrecadar fundos ou receber doações. A situação implica uma desvantagem para essas igrejas já que não usufruem dos mesmos benefícios garantidos às igrejas reconhecidas. 

Em comunidades indígenas, cristãos enfrentam oposição quando rejeitam as práticas sincréticas e padrões dessas comunidades. Isso tem levado os líderes indígenas a verem o cristianismo como um elemento desestabilizador. Às vezes, entidades ou autoridades locais não protegem a liberdade religiosa de indígenas já que diz respeito a uma religião diferente da tradicional. 

Como resultado, missionários cristãos e convertidos indígenas enfrentam prisão, abuso físico e confisco de propriedades, entre outras formas de punição. Além disso, como consequência da intolerância secular, opiniões cristãs são com frequência silenciadas em debates públicos – especialmente sobre questões relativas à vida, família, casamento e liberdade religiosa.  

Como em muitas comunidades indígenas da América Latina, as práticas religiosas estão principalmente relacionadas às práticas sincréticas católicas e não ao catolicismo tradicional. Embora não possam ser identificados como católicos romanos (no sentido real da palavra), há uma tendência dos líderes da comunidade serem mais tolerantes com a Igreja Católica Romana do que com os cristãos de outras igrejas. No entanto, isso não significa que os católicos indígenas que abandonam essas práticas não serão perseguidos e se tornarão vítimas do antagonismo étnico. 

Já que há uma forte presença religiosa nessas comunidades devido à influência da visão de mundo indígena na vida diária, a introdução de uma ideia ou tradição contrária a essas crenças antigas é vista como uma ameaça às tradições culturais e religiosas. A consequência é o banimento por autoridades locais e a maioria dos líderes comunitários indígenas. Medidas contra os convertidos indígenas, e também suas famílias e missionários, podem ser prisão, abuso físico, falta de acesso a necessidades básicas e confisco de propriedade. É muito difícil para cristãos indígenas perseguidos pedir proteção para o governo já que as autoridades indígenas, que são quase sempre tendenciosas contra cristãos, comumente são as únicas autoridades com jurisdição na região.  

Como comunidades indígenas são com frequência as mais afetadas pelas organizações criminosas, já que seus territórios comumente são apropriados por traficantes de drogas e guerrilhas, alguns líderes indígenas confiam em criminosos para intimidar convertidos indígenas e forçá-los a voltar para as práticas sincretistas da comunidade. Além disso, o nível de violência em tais lugares também é muito alto como resultado de lutas entre tropas do governo e grupos criminosos, e combates entre grupos criminosos.  

Embora os cristãos cheguem a 94,8% da população do país, é importante notar que uma estimativa de 3,3% da população se identifica como agnóstica ou ateísta, o que reflete a tendência secular que emergiu nos últimos anos. 

CENÁRIO ECONÔMICO 

Desde junho de 2018, o presidente Duque tem pressionado por austeridade e responsabilidade no gerenciamento de recursos públicos. Nesse contexto, de acordo com o Centro de Estudos da América Latina (CESLA, da sigla em inglês), a atividade econômica do país teceu uma fase de ascensão durante 2019. O crescimento foi conduzido por setores como mineração e distribuição, enquanto a construção permanece estagnada desde 2017. Embora em termos gerais a economia esteja se recuperando, não houve aumento nos empregos. O aparente crescimento econômico não está refletido na geração de novos empregos ao passo que a economia exige. A dimensão econômica da situação pós-conflito também é algo significativo. A despesa na implementação do acordo de paz implica em um grande desafio para a política fiscal. O governo optou por um corte no orçamento, mas há complicações devido aos efeitos da crise de refugiados venezuelanos.   

CENÁRIO SOCIOCULTURAL 

As dificuldades com o processo de paz afetam a economia básica, saúde, educação e até mesmo as necessidades de infraestrutura. A falta de atenção dada pelas autoridades para o remanescente dos grupos armados e traficantes de droga nos territórios mais negligenciados levou a um aumento acentuado nos números de assassinatos. A maioria dos incidentes ocorreram no Norte de Santander, Antioquia, Nariño e Chocó e foram causados por confrontos armados. 

Outra questão preocupante é o perigo para os líderes comunitários. As organizações Indepaz, Marcha Patriótica e Cumbre Agraria declararam em um relatório conjunto, publicado em setembro de 2019, que 155 ativistas dos direitos humanos foram mortos apenas entre 1 de janeiro e 8 de setembro de 2019. Também, como mencionada na Missão de Verificação na Colômbia 2019, das Nações Unidas, economias ilícitas, incluindo drogas e mineração ilegal permanecem uma fonte de violência no país e uma ameaça ao processo de paz. 

A Colômbia é um dos países com o maior número de vítimas de deslocamento interno, como destacado pela Agência de Refugiados da ONU em 2019. Entre 2015 e 2018, 8 milhões de deslocados forçados foram registrados (98% dentro do país), sendo 118.100 registrados apenas no ano de 2018.  

O cristianismo chegou na Colômbia através da conquista e colonização da Espanha no período posterior a 1492. A Igreja Católica Romana conseguiu se estabelecer como a única denominação. Depois que a Colômbia ganhou independência em 1810, o Vaticano em Roma estabeleceu relações formais com o novo Estado em 1835. 

A Igreja Católica Romana assumiu uma crescente presença política no país, o que causou muito atrito com os líderes políticos da época. Como resultado, a igreja foi perseguida e comunidades religiosas, como os jesuítas, foram expulsas do país em 1851 e 1861. 

Em 1877, as tentativas do governo radical de estabelecer um sistema educacional “neutro” degeneraram em guerra civil com a participação ativa de vários bispos e clérigos. Em 1886, a relação entre igreja e Estado foi estabelecida em uma nova Constituição que reconheceu a Igreja Católica como base para a unidade nacional. 

A perda da hegemonia católica começou com a chegada da Igreja Presbiteriana em meados do século 19. No início do século 20, chegaram os batistas e outros protestantes. 

Na década de 1960, a paisagem religiosa começou a mudar visivelmente devido a mudanças sociais, econômicas e culturais causadas pela modernização, urbanização e alfabetização. O pentecostalismo veio dos Estados Unidos e tornou-se muito popular e essa nova diversidade cristã foi reconhecida em 1991 na nova Constituição da Colômbia. 

O aparente crescimento econômico não está refletido na geração de novos empregos

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